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SIMplex

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01
Set09

Vacuidades e a arte de não se comprometer com nada

João Galamba

Neste último post, entre outras coisas, critiquei a posição do PSD em relação à avaliação dos professores, acusando-o de ter comprometido toda e qualquer política reformista por razões de puro oportunismo eleitoral. O Joaquim Amado Lopes contesta o meu post citando uma passagem do programa eleitoral do PSD: "Afirmaremos a necessidade da existência de um processo de avaliação dos professores e da sua diferenciação segundo critérios de mérito.Suspenderemos, porém, o actual modelo de avaliação dos professores, substituindo-o por outro que, tendo em conta os estudos já efectuados por organizações internacionais, garanta que os avaliadores sejam reconhecidos pelas suas capacidades científicas e pedagógicas, com classificações diferenciadas tendo por critério o mérito, e dispensando burocracias e formalismos inúteis no processo de avaliação".

 

Esta passagem não cola com a posição — oportunista e irresponsável — do PSD face às manifestações dos professores. O problema do PSD é o de não ter percebido — ou melhor, ter fingido que não percebeu — que a posição dos professores nunca visou o(s) modelo(s) de avaliação proposto(s) pelo PS; o alvo foi — e será sempre — todo e qualquer modelo de avaliação que procure instituir princípios de meritocracia que avaliem e premeiem os melhores professores. O PSD pode colocar o que quiser no seu programa. A irresponsabilidade de se ter colocado ao lado dos professores valerá sempre mais do que mil palavras.

26
Ago09

NÃO EXISTE NÃO COMUNICAÇÃO (1)

Vera Santana

 

 

Defendem os autores da "Pragmática da Comunicação" que não existe não comunicação. Tudo é passível de ser interpretado, tudo é escolhido em função da interpretação que se quer que os outros tenham.

 

Um silêncio não é não comunicação mas sim comunicar que se não quer comunicar. Do mesmo modo, a gravata azul de José Sócrates não é ingénua, como o não é o colar de pérolas de Manuela Ferreira Leite. Significam respectivamente que o primeiro é homem e que a segunda é mulher. Significam muitas outras coisas mais.

 

Para além da comunicação imediata e imagética há os programas, as cosmovisões e, mais para além, o que queremos para o nosso País. Podemos fazer toda a semiologia da imagem, do discurso, do tom de voz e dos gestos mas atentemos, como aqui no SIMpleX se tem feito, aos programas políticos e aos seus efeitos.

 

Todos nós sabemos isto. Apeteceu-me relembrá-lo a mim mesma . . .