Por João Galamba | Terça-feira, 01 Setembro , 2009, 12:35

Neste último post, entre outras coisas, critiquei a posição do PSD em relação à avaliação dos professores, acusando-o de ter comprometido toda e qualquer política reformista por razões de puro oportunismo eleitoral. O Joaquim Amado Lopes contesta o meu post citando uma passagem do programa eleitoral do PSD: "Afirmaremos a necessidade da existência de um processo de avaliação dos professores e da sua diferenciação segundo critérios de mérito.Suspenderemos, porém, o actual modelo de avaliação dos professores, substituindo-o por outro que, tendo em conta os estudos já efectuados por organizações internacionais, garanta que os avaliadores sejam reconhecidos pelas suas capacidades científicas e pedagógicas, com classificações diferenciadas tendo por critério o mérito, e dispensando burocracias e formalismos inúteis no processo de avaliação".

 

Esta passagem não cola com a posição — oportunista e irresponsável — do PSD face às manifestações dos professores. O problema do PSD é o de não ter percebido — ou melhor, ter fingido que não percebeu — que a posição dos professores nunca visou o(s) modelo(s) de avaliação proposto(s) pelo PS; o alvo foi — e será sempre — todo e qualquer modelo de avaliação que procure instituir princípios de meritocracia que avaliem e premeiem os melhores professores. O PSD pode colocar o que quiser no seu programa. A irresponsabilidade de se ter colocado ao lado dos professores valerá sempre mais do que mil palavras.


Por Vera Santana | Quarta-feira, 26 Agosto , 2009, 12:36

 

 

Defendem os autores da "Pragmática da Comunicação" que não existe não comunicação. Tudo é passível de ser interpretado, tudo é escolhido em função da interpretação que se quer que os outros tenham.

 

Um silêncio não é não comunicação mas sim comunicar que se não quer comunicar. Do mesmo modo, a gravata azul de José Sócrates não é ingénua, como o não é o colar de pérolas de Manuela Ferreira Leite. Significam respectivamente que o primeiro é homem e que a segunda é mulher. Significam muitas outras coisas mais.

 

Para além da comunicação imediata e imagética há os programas, as cosmovisões e, mais para além, o que queremos para o nosso País. Podemos fazer toda a semiologia da imagem, do discurso, do tom de voz e dos gestos mas atentemos, como aqui no SIMpleX se tem feito, aos programas políticos e aos seus efeitos.

 

Todos nós sabemos isto. Apeteceu-me relembrá-lo a mim mesma . . .


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