Por Leonel Moura | Sexta-feira, 04 Setembro , 2009, 22:03

A história da TVI não pode deixar de ter consequências. A partir deste episódio jornalistas, comentadores e órgãos de informação têm de passar a declarar as suas opções partidárias ou, no caso, a sua assumida e comprovada independência. Realmente escandaloso é ver comentadores, jornalistas, jornais, televisões e outros meios de comunicação fingirem que são isentos quando na verdade estão em permanente campanha. Porque se Manuela Moura Guedes e a TVI tivessem assumido que são a favor do CDS e do PSD e usam a informação para combater o PS, não haveria qualquer problema. Acontece em Espanha, acontece nos Estados Unidos, acontece noutros países.

Portugal entrou definitivamente no terreno do nefasto conluio entre política e informação. É preciso introduzir alguns mecanismos de esclarecimento. A declaração de interesses é não só fundamental do ponto de vista ético e político como uma exigência de salubridade pública.


Por Sofia Loureiro dos Santos | Quinta-feira, 27 Agosto , 2009, 22:41

 

Hoje Sofia Rodrigues, jornalista do Público, às 14:36h, titulava em letras mais ou menos garrafais, que a campanha das legislativas não teria debates porque o PS, claro, quem mais, se recusava a fazer debates a dois com todos os candidatos.

 

Claro que, quem se desse ao trabalho de ler a notícia, percebia apenas que José Alberto Carvalho estava desesperançado e que Ricardo Costa assegurava que só faltava a resposta do PS.

 

Às 19:18h a mesma Sofia Rodrigues afiançava, nas mesmas letras mais ou menos garrafais mas com o mesmo despudor, que o PS recuava e viabilizava os debates televisivos na campanha. O texto em si, referindo mais uma vez a anterior desesperança de José Alberto Carvalho, dizia que o PS tinha mudado de opinião e já aceitava os debates dois a dois.

 

Enfim, confirma-se, mais uma vez, a manipulação informativa do Público.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 09 Agosto , 2009, 22:32

 

O Público não olha a meios para atingir os fins. Como órgão de informação, o jornal Público socorre-se de todas as artimanhas para confundir e fazer campanha contra o governo e o PS.

 

Hoje um dos títulos garrafais era: Cartão do cidadão vai afastar milhares dos concelhos onde querem votar, dando a entender que a existência do cartão de eleitor impedirá que os cidadãos votem na autarquia que quiserem.

 

Ora os eleitores não podem inscrever-se na autarquia que lhes apetece. Podem ser eleitores da autarquia em que se recensearam, segundo o nº 2 Artigo 239.º da Constituição Portuguesa - Órgãos deliberativos e executivos:


2. A assembleia é eleita por sufrágio universal, directo e secreto dos cidadãos recenseados na área da respectiva autarquia, segundo o sistema da representação proporcional.

 


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