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SIMplex

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17
Set09

(post-it 34) No tempo em que a direita conservadora era outra

João Paulo Pedrosa

A 17 de Fevereiro de 2002, Durão Barroso convidou o presidente do governo espanhol Aznar para abrir, repito, abrir, o comício de lançamento da sua candidatura a primeiro-ministro. Foi Aznar, e não Cavaco Silva ou Manuela Ferreira Leite, a abrir esta decisiva iniciativa política. Todavia, ambos estiveram presentes e desfizeram-se, segundo relatos da época, em vénias e aplausos à escolha de Durão Barroso.

Paulo Portas, à época, mostrou-se escandalizado e considerou a intervenção de Aznar uma ingerência na vida interna portuguesa.

 

15
Set09

Damage control

João Galamba

As voltas que o mundo dá. Primeiro tivemos Ferreira Leite a criticar os grandes grupos económicos, piscando o olho à esquerda. Agora, no caso do TGV, vemos a líder do PSD e vários defensores da economia de mercado a falar de uma suposta oposição entre interesses nacionais e interesses espanhóis. Fascinante. Para estes nacionalistas de ocasião, o facto do TGV interessar aos Espanhóis significa que não interessa aos Portugueses. Porquê? Porque sim. Reparem que, subitamente, o problema deixou de estar no TGV em si e passou para o facto dos espanhóis se entusiasmarem com a coisa - um pecado, suponho. Isto dos interesses só existe em registo de soma nula, asseguram-nos, sem desatar a rir, os defensores da economia de mercado.

 

O que uma campanha eleitoral faz às pessoas. Em vez de tentar defender o indefensável, não seria mais fácil reconhecer a "gaffe" (um eufemismo, eu sei) e - sei lá - partir para outra?