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SIMplex

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13
Set09

"Gaffes"

João Galamba

A líder do PSD estão tão segura da sua superioridade em relação a Sócrates que acha que pode dizer tudo, que ninguém lhe liga, que as palavras não têm importância. E hoje saiu-lhe algo mais ou menos assim: "veja lá se controla os seus camaradas que, juntamente com autarcas espanhóis, andam a fazer manifestações e petições para me pressionar sobre o TGV. Eu não gosto disso". Aparentemente, Ferreira Leite acha que isto é normal, que foi só uma frase, que não importa. Como está a críticar José Sócrates — uma vil criatura, um trafulha —, e como, afinal,  Ferreira Leite "É" Ferreira Leite, está tudo bem. Inexplicavelmente, tudo se vai desculpando a Ferreira Leite. Mas há limites. Tem de haver limites.

 

Dizem-nos que Ferreira Leite é um desastre comunicativo. Dizem-nos que, mais do que as declarações públicas, interessa a pessoa, o carácter, a seriedade de Ferreira Leite. Mas estas qualidades não podem ser pressupostas. Em algum momento do tempo, Ferreira Leite terá de ser confrontada com as suas palavras, com, digamos, a sua existência empírica — aquilo que vai dizendo e fazendo. E Ferreira Leite hoje disse uma coisa inadmissível em democracia. Asfixia democrática? Tenham pudor.

25
Ago09

Mário Soares e a entrevista de Ferreira Leite

Hugo Costa

 

Mário Soares é sem sombra de dúvida a grande figura política portuguesa viva e uma das mais significativas europeias.
Dessa forma importa saber o que disse sobre a entrevista de Ferreira Leite à RTP num artigo de opinião(hoje publicado no Diário de Noticias).
Algumas citações:
“A entrevista que a Dra. Manuela Ferreira Leite concedeu à RTP1, que vi e ouvi com a maior atenção, constituiu, para mim, uma profunda decepção. Não esperava muito, confesso, dadas as intervenções que tem feito, desde que é líder do PSD. Mas foi pior do que supunha. De uma banalidade que, algumas vezes, roçou o patético.”
“Só falou dela própria.”
“Não deu qualquer elemento novo. Limitou-se a apresentar a sua personalidade de moralista, como paladina da verdade e pura como uma vestal, em contraste com a do seu principal adversário, José Sócrates, a quem não se impediu de chamar "mentiroso", um termo pouco próprio num debate democrático entre adversários políticos. Com um olhar de mazinha ao canto do olho, que me surpreendeu...”
“Realmente, não disse nada de jeito, sobre nenhum dos temas da actualidade que refiro.”
O Remate final do Dr. Soares é perfeito:
“…a entrevista foi uma verdadeira ocasião perdida!”