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SIMplex

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19
Ago09

João Miranda entrevista Simplex

Rogério Costa Pereira

Pergunta do João Miranda - Para além dos que esperam ser pagos com lugares de deputado ou assessor, quantos autores pagos é que tem o Simplex?

 

Resposta ao João Miranda - Nenhum, João. Mas sempre que tiver alguma dúvida, por pateta que seja - e mesmo que você não tenha absolutamente nada a ver com isso, não hesite em perguntar.  Mais uma coisinha - agora que já entrámos em pormenores do foro privado -, você espera ser pago com um lugar de deputado ou assessor pelo trabalho que faz no Blasfémias? E é pago por esse trabalho? Se assim for  - se estiver a ser pago -, está de parabéns, não vejo nenhum mal nisso. A mim não me escandaliza, muito pelo contrário - percebo bem que ninguém vive do ar (e você posta que se farta).

 

 Pergunta do João Miranda - Quantos dos autores do Simplex não tencionam votar no PS? Outra questão pertinente é o que leva João Coisas a ser art-director de um blog de suporte político de uma causa com que não concorda?

 

Resposta ao João Miranda - Isto é para o Blasfémias ou para a Maria? Você não me está a enganar? É mesmo o João Miranda?, the one and only? Vou arriscar. Ainda que não sejam contas do seu rosário, e que eu não fale pelo Coisas, deixe-me responder-lhe com uma pergunta: Onde é que você leu que o "João Coisas [é] art-director de um blog de suporte político de uma causa com que não concorda?". Hum? "art-director de um blog"? "causa com que não concorda"?. Agora não fique a pensar demasiado nestas subtilezas, homem, e saia desse mundo a preto e branco, que só lhe faz mal. Outra coisa. A régua? Aquela que você usa para medir tudo o que o rodeia? Deite-a fora. Agora há coisas muito mais fiáveis.

09
Ago09

Uma questão de argumentos

Leonel Moura

É claro que é próprio dos blogues dar-se largas à chamada conversa de café, que aliás deixou de existir e migrou para a Internet. Isto é, aquele comentário do momento, estapafúrdio, demagógico, nada fundamentado. Não tem mal, faz parte da vida e é muito positivo que existe um espaço de liberdade para o exprimir.

Outra coisa, contudo, são os argumentos políticos para defender uma causa ou uma opção. E aí os comentários dos blogues raramente têm alguma utilidade. Para além do insulto em si mesmo irrelevante já que só é insultado quem quer , estamos perante argumentos do tipo “quanto é que te pagam” ou “estás ao serviço de quem”? Ou seja, não se reconhece que uma pessoa possa defender um partido, um governo, um primeiro-ministro, simplesmente porque acha que, no contexto actual, eles representam aquilo que é melhor para o país.

Há pois e claramente, nesta fauna dos blogues, uma maioria de pessoas impreparada para a democracia e para uma sociedade evoluída. Por mim não me incomodam nada, mas tenho pena que não exista mais gente inteligente para que se possa dar uma discussão séria e profunda sobre a nossa sociedade e os seus caminhos futuros. Não vejo aliás da parte da direita e da extrema-esquerda grandes argumentos nesse sentido. Vejo sim o bota-abaixo, o dizer mal, o ódio mesmo, mas pouca coisa sobre ideias que possam melhorar a nossa vida colectiva. É, aliás, só isso que me leva a apoiar o PS e sobretudo José Sócrates e o que ele representa como determinação em modernizar Portugal. Mas isso é capaz de ser difícil de entender por certas mentes mais dadas ao superficial.