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SIMplex

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06
Ago09

Fumifugium Geota

Palmira F. Silva

As estimativas da evolução das necessidades energéticas globais e da fatia assegurada pelos combustíveis fósseis mais conservadoras deveriam ser suficientes para que todos percebessemos que as energias renováveis serão as próximas indústrias globais, ultrapassando muito provavelmente as tecnologias da informação daqui a alguns (poucos) anos. Ou seja, se não existem ainda respostas absolutas sobre o que será o novo paradigma energético, há a certeza que o actual, assente nos combustíveis fósseis, não chega para as encomendas.

 

Por todas estas razões e mais aquelas que o Gonçalo aponta, os países que mais investirem agora em fontes energéticas alternativas beneficiarão de uma vantagem estratégica no futuro próximo, facto a que os nossos dirigentes políticos deveriam estar muito sensíveis (e não há uma linha sobre energia nas políticas de «Verdade»...)

 

04
Ago09

In Rasgo Veritas ou no, we can't!

Palmira F. Silva

Nos comentários ao post «In Rasgo Veritas», quer no SIMplex quer na jugular, tive oportunidade de reviver o passado e apreciar argumentos análogos aos que ouvi há mais de 15 anos quando tentava explicar aos nossos empresários por que deviam apostar na integração de mão de obra altamente qualificada nos quadros das suas empresas. Que teriam de pagar muito mais a um doutor ou mestre e isso retiraria emprego aos mais necessitados, que esses doutores poderiam saber muito teorica e tecnicamente mas o que interessava era a prática e para isso servia qualquer engenheiro técnico, sem os «vícios» (?)  da Universidade e com a subserviência aos seus superiores que um doutor nunca  teria. Por outro lado, argumentavam, quem nos garante que vamos ter retorno do investimento nesses doutores e mestres? A sua contratação seria um risco que as empresas não podiam, responsavelmente, assumir.

 

04
Ago09

Eco

Luis Novaes Tito

LâmpadaUma das frases que gostei de ouvir a Sócrates na BlogConf foi a de que: "não havendo tempo a perder com o agravamento da crise energética, o Governo entendeu incentivar o desenvolvimento de energias alternativas em vez de relançar o debate nuclear".

 

Essa atitude reflecte-se já em entradas na rede nacional de largos milhares de kW de electricidade que neste momento teriam de estar a ser adquiridos no estrangeiro ou a ser produzidos com matérias-primas importadas e poluentes.

 

Não sei ao certo quantificar esta energia já produzida, agora, para a comparar com a que poderia ser produzida, no futuro, com recurso ao nuclear, mas sei que enquanto alguns conversam, desconversam, batem e debatem, escrevem e rasgam, outros fazem, e isso é bom.

 

É bom para nós contribuintes, que não vemos o dinheiro a escoar-se para os outros, e para nós, cidadãos preocupados com o futuro, que desenvolvemos a indústria para aproveitar forças limpas e produzir equipamentos capazes de aproveitar os nossos recursos naturais.

03
Ago09

In Rasgo Veritas

Palmira F. Silva

No dia em que o Diário Económico desvenda alguns detalhes sobre o LEAF, o carro eléctrico da Nissan que rodará em breve com baterias made in Portugal, numa notícia aparentemente não relacionada dá-nos igualmente conta de um aviso da Agência Internacional de Energia. De acordo com o economista-chefe da AIE,  uma «catastrófica» crise energética pende sobre a retoma da economia mundial devido ao facto de estarmos a atingir o peak oil, isto é, a capacidade máxima de produção de petróleo.

 

A relação que encontro entre ambas as notícias é explicada por um artigo de Paul Ames no Global Post, reproduzido pela Reuters,  intitulado «Has Portugal solved the electric car problem?» O artigo, que refere o grande investimento do governo Sócrates em energias alternativas, descreve igualmente o plano arrojado que pretende evitar que estes carros eléctricos sofram  o destino dos seus antecessores, descrito num documentário de 2006 - que conta a história da «morte» dos carros eléctricos nos Estados Unidos,  nomeadamente do General Motors EV1  (ou do Ford Ranger EV, ou do Honda EV Plus e do Toyota RAV4 EV). E o que matou o carro eléctrico foi a inexistência de uma rede de abastecimento de base eléctrica.

 

02
Ago09

Ganhar o futuro

Carlos Manuel Castro

A Nissan apresentou esta madrugada o Leaf, o aguardado carro eléctrico que poderá vir a ter baterias de iões de lítio produzidas na fábrica que a marca vai instalar em Portugal.

 

Há quem diga que Portugal é um país sem arrojo nem audácia, sem visão nem estratégia.

 

É um facto que em determinadas áreas ainda estamos por progredir, de modo a atingirmos níveis de maior desenvolvimento. Mas isso não se obtém sem trabalho nem empenho. E nestes últimos anos, se há algo que podemos apontar a este Governo do PS é precisamento trabalho e determinação em catapultar Portugal para a dianteira tecnológica a nível mundial. Uma das áreas chave contemporâneas para fazer crescer e progredir uma sociedade.

 

Se a nova fábrica da Embraer já era um caso referência, esta aposta da Nissan em Portugal é outro exemplo das conquistas deste mandato.

 

Enquanto uns se limitam a condenar, e nada apresentam, este Governo cria condições para gerar riqueza, emprego e desenvolvimento. 

 

E novas medidas e metas neste domínio não faltam para o próximo mandato:

 

"assegurar, até 2015, que 50 por cento dos veículos comprados pelo Estado sejam híbridos ou eléctricos e que, até 2020, 750 mil veículos em circulação sejam híbridos ou eléctricos".

 

20
Jul09

Governar o Futuro!

André Couto

Os Governos que a História guarda e transmite com maior entusiasmo não são os que se fecham no seu tempo, na sua pouca ambição, visão retrógrada e pequena. Os Governos são recordados por no seu tempo olharem além das montanhas que se erguem à sua frente, construindo desde logo as bases para um futuro melhor.

Em 4 anos Portugal é o quinto país da União Europeia em Energias Renováveis, fruto da forte aposta feita no aproveitamento da água e do vento como energias de inesgotável futuro. Em matéria económica é assim que se reduz a terrível dependência do petróleo, em matéria ambiental é assim que se limpa o fumo que nos suja. Isto é marca de inegável modernidade e visão governativa.

 

Neste campo demos hoje outro passo firmando novo acordo com a Renault-Nissan. Somos um País capaz de atrair investimento numa indústria de futuro, na indústria do futuro. É certo que um dia não mais nos deslocaremos em carros movidos pela força dos combustíveis fósseis. Como tal uma rede de carregamento de carros eléctricos nasce pelo País, tudo isto muito antes dessa preocupação nascer no interior das pessoas. Assim se faz o futuro nos dias que correm.

Isto é sinónimo de maturidade governativa. Assim se Governa em Portugal e é por isso que rejeito as outras vias que nos tentam vender.