Por André Couto | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 17:00

 A Dra. Manuela Ferreira Leite, regressou hoje à casa de partida denunciando "uma quase perseguição social dos ricos", criticando a ainda a ideia de se lhes "retirar determinado tipo de benefícios". Não há mais preocupações sociais, não há mais preocupações com as PMEs. Desgraçadinhos dos ricos, agora. Ou então tem o coração grande estando muito preocupada com todos, tendo soluções para tudo dentro dos recursos limitados que existem...


Por Miguel Vale de Almeida | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 14:18

O programa do PS refere explicitamente três medidas na área mais directamente relacionada com os direitos LGBT: uma Lei da Igualdade, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e o combate à discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género. Trata-se de uma evolução notável. Quem imaginaria isto há 10 anos, há 5, ou mesmo a 10 de Outubro de 2008? De um ponto de vista histórico e sociológico não tenho a mínima dúvida de que isto se deve sobretudo à acção e visibilidade do movimento LGBT, e à influência europeia e internacional.

 

Foram elas que fizeram com que outros partidos, antes do PS, subscrevessem a agenda do movimento. Fizeram-no antes? Sim, sem dúvida. Agiram bem ao fazê-lo? Sim, sem dúvida (nem eu poderia dizer outra coisa, com as responsabilidades que nisso tive). A razão por que celebro a entrada destas questões no programa do PS é porque é óbvio que é mais fácil a subscrição da agenda LGBT por partidos mais pequenos e mais no extremo do espectro político. Mais fácil não significa menos meritório: significa apenas que o PS, enquanto partido grande e de governo, vê-se confrontado com a necessidade de conciliar interesses e demandas muito diversas e contraditórias – e desde logo no seu interior. Mas era fundamental que a agenda LGBT entrasse na área da governação - da aprovação e aplicação efectiva das políticas - como é fundamental que um partido da esquerda e da democracia assuma que o combate à discriminação e a defesa da igualdade não são negociáveis.


Por Pedro Adão e Silva | Terça-feira, 28 Julho , 2009, 11:30

Para quem está no poder, um novo ciclo assenta na avaliação combinada do que foi feito com o que de novo se propõe.

Não por acaso, o PSD, assim que o PS apresentou as suas linha programáticas, veio chamar a atenção para as promessas não cumpridas nos últimos cinco anos. E, nesta legislatura, promessas não cumpridas é sinónimo de 150 mil postos de trabalho. Sejamos claros: não fazem sentido promessas quantificadas em torno de objectivos cuja concretização não depende exclusivamente da acção governativa. Este é o caso da criação de emprego. Estando descartada a possibilidade de criar emprego público, o mais que o Estado pode fazer - e está longe de ser pouco - é criar condições que estimulem o emprego privado e intervir nos factores que alteram o padrão de especialização da nossa economia. Ora esta intervenção pública só produz efeitos no médio prazo e a sua avaliação não é compaginável com metas quantificadas. Dito isto, o que é que aconteceu, de facto, aos 150 mil postos de trabalho? a resposta está no meu artigo de hoje no Diário Económico.


Por Hugo Mendes | Quinta-feira, 23 Julho , 2009, 20:12

José Sócrates anunciou no passado sábado que o Partido Socialista se propõe, caso ganhe as eleições de Setembro, criar um complemento para as famílias trabalhadoras em risco de pobreza. Pedro Mota Soares, líder parlamentar do CDS-PP, logo saltou da cadeira.

 

No lugar dele, eu teria feito o mesmo, porque as notícias são más para o CDS-PP. No capítulo do combate à pobreza e às desigualdades, a legislatura que agora finda trouxe resultados importantes. Os mais inequívocos e esclarecedores são os que dizem respeito ao público-alvo de que o CDS-PP tanto gosta: os "pensionistas".

 

Vejamos o que aconteceu à taxa de pobreza dos indivíduos com mais de 65 anos e ao número de idosos pobres nos últimos anos.

 

 

 

 

 

Já agora, «descaramento» é achar que «as coisas só pioraram».

 


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