Por Paulo Ferreira | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 16:41

O Presidente da República afastou Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação Social, que passará a ser desempenhado por José Carlos Vieira.

 

As falsas suspeitas de escutas lançadas por Fernando Lima via Público, por ordem de Cavaco Silva de acordo com o email de Luciano Alvarez e de acordo com comunicado do próprio jornal, deram um resultado: o despedimento do assessor.

 

Depois do SIS ter confirmado nada ter feito. Depois da "secreta" militar ter dito nada ter feito. Depois da PGR ter informado nada ter recebido do próprio presidente. Depois do próprio Público ter violado a correspondência electrónico dos seus jornalistas numa insana caça às bruxas. Depois de José Manuel Fernandes futuro-ex-director do Público e futuro assessor de Durão Barroso ter chamado mentiroso ao próprio Provedor dos Leitores do Público.

 

Posto isto, é pífio o resultado: Cavaco sacrifica um amigo e leal funcionário de longa data para tentar tapar aquilo que se tranformou num Cavaco Gate. Não chega.

 

É muito pequena a peneira deste bode expiatório para tapar tamanho sol desta VERDADE pestilenta...

 

 

publicado também aqui


Por Eduardo Pitta | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 15:20

Não conseguindo passar uma ideia do que pretende para o futuro do país, o PSD agita o fantasma de uma hipotética coligação do Partido Socialista com o BE. O próprio Louçã dá uma mãozinha ao PSD quando fala de Alegre como de coutada sua. Afinal de contas, por alturas da Primavera, o BE convenceu-se, e quis convencer a opinião pública, de que tinha Alegre do seu lado. A ideia saiu reforçada com o jejum de Alegre nas Europeias. E mais ainda quando Alegre, por opção sua, ficou fora das listas de deputados. Agora, Alegre trocou-lhes as voltas. Estando em jogo a escolha entre direita e esquerda, Alegre apela ao voto no partido que ajudou a fundar. Não tem ilusões: votos de protesto como os do BE apenas contribuem para dar de bandeja o poder à direita. Alegre não brinca em serviço. Nem confunde eleições com saraus de Aula Magna. Portanto, não tergiversou.

 

Mário Soares e Ana Gomes vêem com bons olhos eventuais acordos parlamentares entre o PS e o BE? E daí? Quantos barões do PSD não advogaram já, sem meias palavras, o regresso ao Bloco Central? Significa isso que Manuela Ferreira Leite quer o Bloco Central? Não. Do mesmo modo que uma coisa são as opiniões de Soares e Ana Gomes, naturais em quem se habituou a pensar pela sua cabeça, outra bem diferente os desígnios de Sócrates.

 

O propósito é claro. Assustar os indecisos com a possibilidade de um PREC pós-moderno. Bem pode Paulo Rangel fazer hula hoop, que os portugueses não são parvos.

 

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Por Porfírio Silva | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 14:19

Alguma explicação há-de haver para a santa aliança contra o Ministro da Agricultura deste governo, envolvendo o CDS/PP, poderosas confederações de agricultores, um assessor do PR que ataca o Ministro nos jornais, comentadores apressados que lêem muitos livros por noite, …

Tentaremos aqui uma compreensão da dimensão e da virulência da campanha que promove essa santa aliança. Não podemos fazê-lo em poucas linhas, Caro Leitor: espera-o um texto longo. Mas não desista já. É que esta “história” é muito útil para compreender o que realmente significam certos posicionamentos políticos, mesmo quando apresentados com grande candura e com certas palavras de tom romântico como “lavoura”.

 

1. Uma explicação que nos vem sempre à cabeça nestes casos é “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. Será, pois, da diminuição dos fundos para a agricultura? Vejamos. Este governo assegurou na negociação comunitária um envelope financeiro de 4173 milhões de euros para o mundo rural até 2015. Depois viu aprovado em Dezembro de 2007 o PRODER (Plano de Desenvolvimento Rural). Na prática, são mais 600 milhões de euros relativamente ao período anterior (desenvolvimento rural no QCAIII). E isto quando a UE passou de 15 para 27 Estados Membros sem que o orçamento da Política Agrícola Comum (PAC) tenha aumentado. Além disso, este governo fez a Reforma da Organização Comum de Mercado do Vinho, garantindo por essa via mais 274 milhões de euros para o sector, para reestruturar as vinhas e promover o nosso vinho no mercado mundial.

Bom, se não é por falta de bom trabalho do governo a garantir um bom posicionamento no acesso aos fundos, será por mau uso dos fundos?

 

 

 

 


Por Carlos Manuel Castro | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 02:36

Soares e Alegres são “cúmplices da asfixia democrática”

 

Dizer que Mário Soares e Manuel Alegre "são cúmplices pelo silêncio", por não condenarem José Sócrates só pode ser falta de tino de Paulo Rangel, que manifesta uma grande e grave falta de ligação e noção da realidade.

 

Se há alguém a quem Rangel pode agradecer por ter direito a dizer disparates, hoje, como diz amiúde, Soares e Alegre são duas dessas pessoas.

 

Por muitos defeitos que possam ter, Soares e Alegre jamais poderão ser acusados de conivência com a falta de Liberdade. Eles souberam, e sentiram, o que isso, de facto, foi e representou.

 

Rangel precisa de ter em consideração nos seus pensamentos o princípio da decência, que parece ter rasgado, e não despedir a memória, sob pena de ser o demagogo-mor da actual liderança laranja.

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Por Luis Novaes Tito | Domingo, 20 Setembro , 2009, 18:01

CruzadaJá estamos habituados ao que quer dizer "política da verdade" na linguagem da campanha de Manuela Ferreira Leite. Já o vimos na escolha de alguns deputados, já o ouvimos na manipulação das percentagens dos impostos utilizando a seu bel-prazer as taxas de uns e outros aplicadas a outros e uns impostos. Já o observámos no Programa Eleitoral do PSD onde se não fala do Serviço Nacional de Saúde para depois se vir dizer que não é referido porque não vai ser mexido embora se confesse haver intenção de o remexer.

 

Já estamos habituados a que as declarações xenófobas de Ferreira Leite sejam consideradas gafes e venham depois a ter de ser traduzidas em "pachequês" para limar as asfixias que contêm.

 

Já estamos mais que habituados ao lançamento do papão da esquerda nas rectas finais das campanhas eleitorais e vamo-nos habituando às campanhas negras despoletadas contra os adversários e seus familiares.

 

Dizem-nos que vale tudo, inclusive pegar no que se escreve e atribuir-lhe o que lá não está escrito, mas não vale, e veremos no próximo Domingo o que vale e o que deixa de valer.


Por Eduardo Pitta | Domingo, 20 Setembro , 2009, 13:25

As cartas de Valmont a madame de Merteuil, uma vez na posse da marquesa (cf. Les Liaisons Dangereuses, Choderlos de Laclos, 1782), eram propriedade dele ou dela?

 

Hoje não se escrevem cartas assim. Escrevem-se e-mails. Se eu escrevo a alguém e esse alguém publica o meu e-mail, de natureza privada, no seu (dele) blogue, como já aconteceu, está a fazer uso de propriedade sua. Um uso errado, mas isso é outra conversa.

 

Os mesmos que aplaudiram a publicação de um e-mail meu num blogue, estão agora agoniados com a divulgação pública do e-mail de um jornalista para um colega, não obstante o conteúdo do e-mail desse jornalista envolver questões de Estado. Ou seja, questões que dizem respeito à Res publica. Enfim, vou ler outra vez o Laclos.

 


Por Carlos Manuel Castro | Domingo, 20 Setembro , 2009, 13:10

El Grupo Prisa 'bombardea' La Moncloa

La llegada del tsunami lo anunció el propio Cebrián en agosto en El País, tras el visto bueno del Gobierno al decreto-ley, en un artículo en el que exigía la movilización de "todo demócrata que se precie de serlo" en contra del "autoritarismo" de Zapatero. Y las olas arrancaron con el suplemento Negocios del 6 de septiembre, cuya virulencia contra el Gobierno dejó atónito incluso a The New York Times, el diario que El País siempre ha tenido como espejo, que dedicó a la "extraña ruptura" un artículo que relacionaba el cisma con la TDT de pago.

 

As teorias da conspiração que o PPD construiu e quis alimentar nos últimos tempos estão todas a cair, uma por uma.

 

No caso da TVI, insinuava-se que a antiga relação entre Prisa e PSOE era favorável ao Governo do PS. Nada de mais falso! Como a notícia hoje publicada, e acima referida, há muito que as relações entre Prisa e PSOE estão degradadas e o rompimento está consumado.

 

Em relação ao Público, Joaquim Vieira demonstra, hoje, a continuação da "paranóia" do director do jornal relativamente às hipotéticas escutas.

 

A mania de o PPD dizer que o PS controla tudo e todos cai por terra. Ainda no debate com Paulo Portas Ferreira Leite dizia ter a certeza que o PS controlava tudo e todos. A política de verdade apregoada pela líder do PPD não passa de uma tese sem sentido.

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Por Porfírio Silva | Domingo, 20 Setembro , 2009, 09:14

Depois de, na passada sexta-feira, ter vindo a público informação relevante sobre a "inventona das escutas", indiciando, por um lado, a existência de comportamentos reprováveis de assessores poderosos em Belém (e, talvez, também do próprio PR), e, por outro lado, um comportamento desajustado do jornal Público nesse caso - veio o director desse mesmo Público dar em directo perante o país um degradante espectáculo da sua irresponsabilidade.

De facto, o sr. Fernandes, visto estar a tornar-se impossível esconder os métodos daquilo que, nas palavras do Provedor do Leitor do próprio Público, será "a agenda política oculta" desse periódico, decide-se pelo processo da lama na ventoinha para tentar disfarçar. Entre outras pérolas dessa sexta-feira negra, o sr. Fernandes lança a ideia de que as notícias que não lhe convinham teriam origem numa acção dos "serviços secretos" "controlados" pelo governo. Ainda no próprio dia teve de engolir a graça e reconhecer que isso não tinha qualquer fundamento. Mas entretanto já tinha anunciado que iria fazer uma auditoria às comunicações da empresa para apurar da putativa intrusão.

Seguindo o método muito em voga nos últimos tempos - pelo qual os dirigentes políticos da oposição se prestam a dar a benção a qualquer atoarda que lhes pareça servir para denegrir José Sócrates, o governo ou o PS - Manuela Ferreira Leite e Jerónimo de Sousa fazem declarações em que a irresponsabilidade leva a palma à pura demagogia. O líder dos comunistas fala da governamentalização dos serviços de informações, assim dando cobertura vermelha ao dislate. A líder do partido de Jardim e Preto declara-se mais ou menos aterrorizada com um país onde directores de jornais são espiados. Pura pirueta de inversão das questões - mas confia-se em que os portugueses não percebam nada de lógica e não topem essa minudência.

Pelo meu lado, cá no meu cantinho, a questão política essencial parecia-me outra: como é que o país removerá um PR que venha a ser identificado como tendo encomendado uma operação clandestina e desleal contra outro órgão de soberania? Sou destas coisas: interessa-me o funcionamento das instituições...

Ao mesmo tempo, e sobre a específica atoarda do sr. Fernandes acerca da espionagem e a auditoria às comunicações que pretendia fazer para dela apurar, continuava eu a cismar no meu cantinho (desta vez no Twitter): Inventona das escutas: o sr. Fernandes já pediu uma auditoria às comunicações da empresa. É para saber quem deixou fugir a informação?

Talvez isso tenha parecido tonto a alguns.

Entretanto, hoje de manhã cedo leio que  Joaquim Vieira, Provedor do leitor do Público, escreve nesse jornal: "Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalista deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO (certamente com a ajuda de técnicos informáticos), tendo estes procedido à detecção de envios e reenvios de e-mails entre membros da equipa do jornal (e presume-se que também de e para o exterior)."

Afinal, aquela minha tola suspeita tinha sentido. Há mesmo espionagem, há mesmo quem espiolhe os outros - mas esses actos têm como autores os que mais berram contra eles.

O senhor Jerónimo e a doutora Manuela são esperados na reunião da coligação negativa, esse encontro permanente de "esquerda" e "direita" com o único fito de atacar o PS, para dizerem umas palavras sobre estes métodos de asfixa democrática. Afinal, quem muito fala desses métodos sabe do que fala. Por ter a mão na massa. Pelo menos, pelos vistos, no caso do sr. Fernandes.

 

(também aqui)

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Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 19 Setembro , 2009, 12:56

 

A vida privada dos políticos, a forma como se vestem, os filmes que vêem, as comoções que os comovem são matéria totalmente acessória, anedótica, frívola, que fica bem nas revistas cor-de-rosa ou em pequenos apontamentos humorísticos de pé de página.

 

A confusão entre o público e o privado, o julgamento da capacidade e competência dos políticos, a que se convencionou chamar figuras públicas para justificar a intrusão mais indecente numa informação a que temos direito, é a marca da mediatização e da ditadura da imagem.

 

São disso exemplos a forma como foram comentadas os programas a que os líderes partidários se sujeitaram Como nunca o viu, com excepção de Manuela Ferreira Leite, honra lhe seja feita, a importância e relevância da prestação dos mesmos líderes nos programas do Gato Fedorento, que quase suplantam e importância os debates eleitorais a que assistimos nas televisões, assim como as notícias das aplicações financeiras de Francisco Loução e outros militantes do BE.

 

Embora perceba que há declarações que abram a porta a este tipo de escrutínio, não me parece lícito nem relevante que os líderes partidários tenham que ver as suas vidas privadas expostas. Para isso eles próprios têm que a respeitar e não cederem à tentação de serem simpáticos, apelativos ou intelectuais. Todos sabemos que a política é um espectáculo, mas não precisa de ser um mau espectáculo.
 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 19 Setembro , 2009, 12:19

 

A uma semana das eleições os dois maiores partidos mantém as hipóteses de as vencer. As últimas sondagens têm resultados algo díspares mas, no essencial, mostram o PS ligeiramente à frente do PSD e o BE como terceira força política.

 

A uma semana das eleições nota-se, no entanto, o desespero de quem não conseguiu aproveitar a onda dos resultados das europeias. A campanha a que assistimos, em que  todos os partidos se uniram com o objectivo de derrotar o PS e José Sócrates, tem penalizado predominantemente o PSD. Manuela Ferreira Leite e os seus conselheiros parecem não entender que as suspeições e as insinuações fazem pior à democracia e à credibilidade de quem as alimenta do que os melhores currículos académicos, as mais rígidas e austeras posturas, os maiores protestos de verdade e de rigor.

 


Por Carlos Manuel Castro | Sábado, 19 Setembro , 2009, 11:32

Francisco Louçã e os seus companheiros partidários podem ter livre escolha para investir nas PPR's, como tudo indica que fazem, de acordo com o Expresso de hoje.

 

Ainda bem que o cidadão Louçã não é perseguido verbalmente por um BE que gosta de condenar tudo o que é privado.

 

Afinal, o cidadão Louçã - ao contrário de muitos milhões de portugueses - não acredita tanto no Estado Social e prefere que as suas economias, as de académico e deputado da Nação, sejam cativas ao privado.

 

Se o cidadão Louçã tem todo o direito de fazer a opção pessoal que assume, já o político Louçã tem falta de moral para propor o que anda a dizer ao País.

 

Quem tanto inventa, como a hipotética contratação da Mota-Engil para construir a estrada do Centro e depois nem tem a humildade de pedir desculpa pela mentira que disse, pode dar-se ao luxo de dizer o que quer. Mas em política não pode valer tudo! Para o BE parece que sim.

 

Em suma, o cidadão Louçã tem, como qualquer um de nós, uma grande condição do regime democrático: Liberdade, algo pouco condizente com as propostas do Bloco.

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Por João Galamba | Sábado, 19 Setembro , 2009, 05:41

"Parabéns pelo texto. Em altura de campanha é preciso coragem para fazer uma análise tão distante.

No entanto, deixe-me expor as minhas perplexidades:

1. O Presidente mandou “plantar” uma notícia, há 17 meses atrás, dando conta de que tinha suspeitas que estava a ser vigiado, dando orientações (que estão expostas no mail) na forma de como a investigação devia prosseguir, como camuflar a fonte e, ainda, dando como fundamento das tais “suspeitas” o facto de um tipo ligado ao governo (e ao estatuto dos Açores)ter se sentado numa mesa que para o qual não tinha sido convidado (convém tb saber que o jornalista do Público, noutro mail, diz que investigou a história e que as tais suspeitas não tinham fundamento.


Por Rogério Costa Pereira | Sábado, 19 Setembro , 2009, 02:31

Demasiado ocupado com o meu tacho – os prazos judiciais recomeçaram a contar –, não tenho tido tempo para escrever por aqui. Mas as notícias do dia – deste dia – ressuscitam qualquer um, maltratando todas as desculpas de bom trabalhador.

Como fiz questão de "avisar", votei em Aníbal Cavaco Silva nas últimas presidenciais – assim como, desde que tenho tempo (na acepção do de vida) para ir às urnas, votei sempre em Aníbal Cavaco Silva. Hoje, 18 de Setembro de 2009, sinto um sabor a podre. Como se as “minhas” “vividas” (assim mesmo, com quatros aspas) urnas de voto se tivessem transformado nas do tipo que albergam corpos e levam terra e água benta em cima. Ad aeternum.

Começo pelas questões de deontologia jornalística – e é triste quando a propósito de um Presidente da República se começa por aqui. Será legítimo a um jornal revelar a fonte de outro jornal? Será que a fonte de um jornal obriga outro jornal – no sentido de este não poder fazer notícia da sua revelação?

Ouvi hoje, entre a sala e a cozinha, José Manuel Fernandes dizer a Ana Lourenço, na SICN, qualquer coisa como “em tempo de eleições somos mais cuidadosos”. Nem me vou dar ao trabalho de me armar em Pacheco Pereira e recolher uma boa centena de exemplos que seriam prova cabal do tal “cuidado” – coisa que até pode ter uma leitura curiosa, que me dispenso de escalpelizar. José Manuel Fernandes, em tempo de eleições, mantém-se igual a ele próprio, como quem tem uma missão. "Cuidadoso". O tal “cuidado” que levou o Público a manter em carteira uma cacha durante ano e meio (“cuidado”, que ainda não é a altura), o tal “cuidado” que levou – lembro-me avulso – o Público a destacar, esta semana, na edição online, as “surpreendentes” declarações do líder da JSD, em detrimento da “bomba” do dia (os votos a 25 euros). O mesmo “cuidado” que leva José Manuel Fernandes a twittar como quem cavalga sem freios – anunciando o que vem por aí, como se se abeirasse o apocalipse (mas são notícias de virar de esquina) –, como se o futuro (dele? do mundo? stricto sunsu?) dependesse disso. Exactamente o mesmo “cuidado” que levou José Manuel Fernandes a anunciar, aquando da intervenção do Provedor do jornal (Público) na semana passada, que a verdade – uma espécie à la – havia de vir ao de cima. E veio, mas via Diário de Notícias.

Soube-se hoje que José Manuel Fernandes, com tanto “cuidado”, vai sair do Público depois das autárquicas. A notícia está mal dada. O Público é que vai sair de José Manuel Fernandes, que este já acumulou penas suficientes (amores, amores e odios), daquelas que entroncam as asas, para ir longe. Quiçá além fronteiras.

Voltando à questão das fontes. Como é óbvio, as fontes são pessoais e intransmissíveis e só obrigam a quem delas se serve. A revelação da fonte de um jornal por outro jornal não só é admissível, como pode ser recomendável – ainda para mais quando as fontes são como que uma espécie de trombetas do diabo (na acepção queirosiana - lembram-se do Palma Cavalão? Do nosso vizinho Dâmaso?). Desmascará-las é dever de ofício jornalístico. E este caso das “escutas” é o melhor exemplo. Marcelino está de parabéns – é preciso ter tomates.

Ouvir hoje José Manuel Fernandes – jornalista feito notícia – agoniou-me. O homem parecia que tinha acabado de cair num planeta sujo, com o dever de o limpar – e sozinho. Quem o ouvisse, sem o conhecer, quase que acreditaria na dor que lhe invadia a alma. A deontologia, ai a deontologia (aquela de que nos “alembramos” nas horas más).

E Aníbal Cavaco Silva? Nada a apontar. Votei, enganei-me, retracto-me. O problema foi meu. É meu! À minha consciência acrescentou-me uns quilos – o Presidente. Ao dizer que não se intromete, fá-lo. Pelo simples facto de o dizer. Mas, como que de aviso, atira que depois das eleições falamos. E a minha consciência entra em obesidade mórbida. Falaremos sim. Eu e uns milhões – que a explicação que a excelência ora não deu fica em débito.

(também na Jugular)


Por João Paulo Pedrosa | Sábado, 19 Setembro , 2009, 01:05

Depois de Moita Flores ter dado o seu apoio a José Sócrates, Pacheco Pereira não descansou enquanto não o afastou da corrida a presidente da Câmara de Santarém. Como isso não é possível nos termos legais, Pacheco Pereira recorre à pressão sobre os media. E não é que resultou!

 A Agencia Lusa, pressionada, acaba já de anunciar que Pacheco Pereira é candidato do PSD a Presidente da Câmara de Santarém.  

Tal como Pacheco, também "é com muita preocupação que vejo o ambiente que está a ser criado à volta dos órgãos de comunicação social que ousam criticar Pacheco Pereira".

 

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 19 Setembro , 2009, 00:26

 

É absolutamente inaceitável que Manuela Ferreira Leite lance a suspeição de que teme represálias, para ela ou para os seus companheiros de partido e de campanha, caso o PS ganhe as eleições.

 

É de uma irresponsabilidade e de uma baixeza política que não têm nome.

 

Se é esta a credibilidade que Manuela Ferreira Leite tem, não sabe o que isso é.

 

Este tipo de ameaças são perigosas e revelam o desespero de quem sabe que vai perder as eleições. Quem usa assim a noção de liberdade, como Manuela Ferreira Leite, Aguiar Branco, Pacheco Pereira e Paulo Rangel, não merece a confiança de ninguém.

 

Nota: Também aqui.

 


Por João Paulo Pedrosa | Sábado, 19 Setembro , 2009, 00:03

Estou convencido que esta notícia é mais uma manobra, entre tantas outras, dos adversários internos da drª Ferreira Leite para a desacreditar. Se um eleitor, daqueles que decidem eleições, tiver a percepção que há alguma possibilidade do PS fazer uma coligação com o BE, opta, justamente, por dar o seu voto ao PS e não ao PSD. É assim, por exemplo, que pensa José Miguel Júdice quando, ainda hoje, em declarações ao jornal Público afirma:

 

"(...) Não acredito nas capacidades de MFL para governar Portugal e enfrentar os desafios que estão à nossa frente, sobretudo com um PS que - sem Sócrates, provavelmente - virará à esquerda. Se ela tivesse seguido o exemplo de Sónia Gandhi, talvez outro galo cantasse. Tudo medido, e nesse pressuposto, vou dar o meu voto ao PS - pela primeira vez em eleições legislativas. Será um voto em José Sócrates, que fique claro. E que não voltarei a dar no futuro se o ímpeto reformista se não vier a concretizar. Digamos que é umvoto receoso, mas com esperança. Julgo, aliás, que será assim o voto de muitos portugueses moderados. Que pouco precisam para si, mas que muito querem para Portugal e para filhos e netos". 

 

 

 


Por João Paulo Pedrosa | Sexta-feira, 18 Setembro , 2009, 23:24

Acabei de ouvir a drª Ferreira Leite afirmar na sic-notícias que há medo na democracia portuguesa porque um director geral perdoou multas a determinadas pessoas por serem do PS (sic).

Referia-se a esta notícia, na qual é citado o facto da GNR pretender aplicar a lei da publicidade aos carros de campanha eleitoral e esta não se aplicar às campanhas partidárias como, aliás, milhares de candidaturas autárquicas que usam estes meios de comunicação há muito sabem.

Com franqueza é muito penoso ver que, em desespero de causa, a drª Ferreira Leite entra por este caminho. Há formas mais dignas de acabar.

 


Por João Galamba | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 13:01

Pergunta de um ouvinte da TSF: se fosse PM concelava os projectos PIN ou mandava fazer auditorias?

 

Resposta de MFL: Estou de acordo com o princípio mas não pode ser o governo a decidir que empresas devem ser salvas

 

MFL, a especialista, a conhecedora, a brilhante economista, a candidata primeira ministra de Portugal mostra — mais uma vez — que não faz a mínima ideia do que está a falar e confunde os projectos PIN com parte da actuação do ex-ministro Pinho. Eu sei que isto é tudo irrelevante, que é uma gaffe e que, na Verdade, MFL sabe tudo e é extremamente competente. É certo que sempre que fala, MFL diz disparates, mas são disparates genuínos, verdadeiros, honestos e plenos de seriedade. A figura mitificada que dá pelo nome de Manuela Ferreira Leite é um ideal e nunca é afectada pelo desempenho da Manuela Ferreira Leite empiricamente existente. Desculpa-se tudo porque há o Sócrates, esse desastre. A MFL que vemos e ouvimos não interessa, MFL é uma promessa, uma ideia. O que interessa aos portugueses não é o que Ferreira Leite diz e faz, é o que ela é. E ela é uma ideia eterna e imutável, independente da sua realidade empirica. É extraordinário que se fale de Sócrates como o querido líder quando o culto de personalidade está todo do lado do PSD. A mitificação em torno de Ferreira Leite é um platonismo para as massas.


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 00:27

O candidato escolhido pelo BE para presidir à câmara municipal de Pombal afirmou,numa entrevista a um jornal local, que os seus ídolos e referências políticas são, respectivamente, Paulo Portas e Cavaco Silva.  

Isto é o Bloco!

 


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 00:06

A 17 de Fevereiro de 2002, Durão Barroso convidou o presidente do governo espanhol Aznar para abrir, repito, abrir, o comício de lançamento da sua candidatura a primeiro-ministro. Foi Aznar, e não Cavaco Silva ou Manuela Ferreira Leite, a abrir esta decisiva iniciativa política. Todavia, ambos estiveram presentes e desfizeram-se, segundo relatos da época, em vénias e aplausos à escolha de Durão Barroso.

Paulo Portas, à época, mostrou-se escandalizado e considerou a intervenção de Aznar uma ingerência na vida interna portuguesa.

 


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