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SIMplex

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27
Jul09

Protestos educativos

Sofia Loureiro dos Santos

 

Fenprof promete protesto no início do ano lectivo – não me espanta. A FENPROF não fez outra coisa desde 2005, quando se começou a falar das aulas de substituição, senão protestar.

 

Se há área em que o governo mexeu, e bem, foi na área da educação. Este governo tentou reformar o sistema público de educação desde que tomou posse. Para isso centrou a actuação na reestruturação da carreira docente dignificando-a e organizando-a em dois graus, dando aos mais experientes a possibilidade de terem funções mais específicas e diferenciadas, entre as quais a avaliação de desempenho dos colegas mais inexperientes.

 

26
Jul09

A inveja é uma coisa feia

Hugo Mendes

Maria João Marques escreveu no "Jamais":

 

«Outra promessa do PS referida na notícia linkada, o 'licenciamento zero', faz lembrar o SIMPLEX, o PRACE, o 'plano tecnológico' e outros chavões socialistas quase sem efeitos práticos. E á ainda menos para acreditar do que nestes».

 

Sobre a alegada "ausência de efeitos práticos", aqui está um que o PSD gostaria de ter sido capaz de atingir:

 

 

 

 

A autora não tem motivos para desconhecer, uma vez que o gráfico consta da Síntese de Indicadores Estruturais do Instituto Sá Carneiro, actualizada todos os meses.

 

26
Jul09

Da democratização pela tecnologia

Sofia Loureiro dos Santos

 

 

Para além das vantagens que já nomeei, especificamente na área da saúde, a aposta nas novas tecnologias e na informatização é uma aposta na melhoria de acesso ao conhecimento, nomeadamente com a utilização da internet, na possibilidade de qualquer um poder ler um artigo, fazer pesquisas históricas, científicas, ler jornais, contactar pessoas das mais várias áreas geográficas, fazer compras, debater assuntos, visitar museus, apreciar música, descarregar livros em PDF, publicar as suas opiniões, usar serviços públicos como os de finanças, a loja do cidadão, marcação de consultas, etc., etc.

 

26
Jul09

O grande conundrum

Leonel Moura

O resultado das próximas eleições será decidido em grande medida pela capacidade em demonstrar que só com o PS de José Sócrates o país pode continuar a evoluir e modernizar-se. E, se refiro o PS de José Sócrates é, desde logo, porque há muitos PS's dentro do PS – e nem todos me merecem apreço – mas porque os últimos anos mostraram que nunca Portugal teve um governo tão contemporâneo de si mesmo. As voltas do acaso e da história levaram ao poder uma parte considerável dos melhores e mais bem preparados do nosso tempo.

Nunca o sobressalto tecnológico foi tão intenso; nunca a ciência – na sua organização, meios, práticas e capacidade de intervenção nacional e internacional –, teve um avanço tão marcante como neste governo; nunca antes muitas medidas, da educação à saúde, ambiente ou economia foram tão ousadas e produtivas. Hoje Portugal é uma referência mundial na ciência e na tecnologia. Hoje Portugal, pequeno país periférico, é capaz de gerar programas que servem de modelo para o resto do mundo.

25
Jul09

A nova Justiça #2

Rogério Costa Pereira

Quando escrevi a versão jugular deste post, a propósito, entre outras coisas, do CITIUS, o comentador APP colocou a seguinte questão:

 

"Que a informatização seja um benefício para o sistema globalmente considerado, não me parece que haja dúvidas.
O problema põe-se com a desmaterialização do processo.
Quer um exemplo comezinho? Experimente "folhear" um processo electrónico para fazer um despacho saneador.
Eu sei que é pouco sofisticado, mas eram os post it os melhores amigos do juiz: um a marcar a petição inicial, outro a marcar a contestação, mais alguns a marcar os documentos e por aí fora. O processo manejava-se sem qualquer dificuldade e, sobretudo, de forma rápida.
Se passar a ter unicamente expressão electrónica, há até outros problemas que futuramente se irão colocar: como se dirige uma audiência de julgamento? Com o portátil na bancada, a abrir PDF sucessivamente e a virar o ecran para as testemunhas quando tiverem de ser confrontadas com os documentos?"

 

APP faz uma abordagem ao tema excessivamente reducionista, o que acaba por transformar a sua objecção numa não-questão. Como advogado, também não me vejo a fazer um julgamento sem recurso ao papel, mesmo porque a agilidade e rapidez com que se trabalha com os documentos e as peças processuais são receituário essencial para bom desenvolvimento do mesmo. E, nesse aspecto, os ficheiros PDF não são alternativas ao papel.  O que me parece é que esta reforma, esta desmaterialização do processo, assim como não obriga os advogados, não limita os juízes a reduzirem-se ao original electrónico. Na preparação de um julgamento o juiz não está impedido - melhor seria - de (mandar) imprimir o que bem lhe aprouver e que considere essencial. E de, assim, continuar a utilizar "os melhores amigos do juiz". Entre o portátil na bancada, algumas cópias em papel e qb de boa vontade e boa fé, a desmaterialização é possível. Já a questão da elaboração do despacho saneador ainda é mais fácil de ultrapassar, fará o M.mo o favor de imprimir, no recato do seu gabinete, os articulados e ei-lo: saneador feito à moda antiga.

 

Em suma (e mutatis mutandis para tudo quanto seja questão): se não estivermos sempre de pé atrás, a choldra de D. Carlos torna-se governável.

24
Jul09

Falam de criação de emprego? Vamos lá a uma comparação

Hugo Mendes

Caro Nuno, sabias que enquanto o PSD esteve no Governo (entre o 1.º trimestre de 2002 e o 1.º trimestre  de 2005) foram destruídos 37.600 empregos, ou seja, mais de 1.000 empregos destruídos por mês?


Com o PS no Governo, entre o 1.º trimestre de 2005 e o 1.º trimestre de 2008 (período igual ao do PSD no Governo), tinham sido criados 96.600 empregos, ou seja, quase 2.700 empregos criados por mês. 
 

 

 

24
Jul09

O governo PS não deixou tudo na mesma (1)

João Galamba

Já é um cliché da oposição: o governo nada fez. A oposição - sobretudo a de direita - passa grande parte do tempo a desvalorizar o ímpeto reformista do actual governo, reduzindo-o a um simples exercício de propaganda sem qualquer resultado prático. É tudo mentira, marketing, power-point, estatísticas, comunicação — e fanfarronice, muita fanfarronice. Mas esta acusação não sobrevive ao confronto com a realidade dos factos. Um exemplo: a redução do número de funcionários públicos. No programa apresentado em 2005, o PS prometeu menos 75 mil funcionários públicos. Resultado no final de 2008: menos 60 mil. É pouco? Dir-me-ão: muito ou pouco, o PS não cumpriu o objectivo. Aproximou-se, é certo, mas, em rigor, não cumpriu. E também não teria cumprido se tivesse reduzido apenas 74.999. Cada um fará o juízo e as contas que entender, mas uma coisa é certa: "nunca num regime democrático se fez uma redução desta dimensão"

23
Jul09

Da falta de ideias

Sofia Loureiro dos Santos

 

Tenho lido com atenção as várias reacções ao SIMplex. A sociedade civil, para alguns blogues que apoiam soluções políticas de direita, é importante, indispensável mesmo, quando as suas intervenções são críticas à actuação do governo e do PS.

 

Quando se unem pessoas num blogue que se assumem defensoras da vitória do PS mas que não pertencem ao partido, esses depoimentos, essas opiniões, esses contributos são de idiotas úteis ou apenas de pessoas que estão ao serviço do PS e do governo, assessores ou de carácter pouco duvidoso.

 

É uma visão distorcida da sociedade civil e distorcida do que é um debate democrático e em liberdade. Há até quem já tenha ressuscitado o mistério de Miguel Abrantes para suscitar a desconfiança e o ataque às pessoas, não às ideias.