Por Eduardo Pitta | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 18:26

Por causa do primeiro destes três vídeos, pude conferir afirmações esquecidas. Refiro-me à entrevista que Manuela Ferreira Leite deu a Constança Cunha e Sá. A ver se a gente se entende. A líder do PSD tem todo o direito a não concordar com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não pode é reduzir o conceito de família às suas idiossincrasias. Nem tratar com a displicência de quem tolera contra-vontade um assunto que afecta perto de meio milhão de portugueses (admitindo que 4% da população seja homossexual). É verdade que nem todos os homossexuais querem casar com pessoas do mesmo sexo. Grande parte deles casa para procriar e, desse modo, garantir heranças e prebendas. Cumprida a missão, nada os impede de contrariar a sua verdadeira natureza. Pular a cerca é o desporto mais antigo do homem. Muitos dos que vivem em união de facto com pessoas do mesmo sexo, não é certo que queiram casar.

 

Nestas coisas não se trata de tolerar ou deixar de tolerar. O tempo dos choques eléctricos e do internamento à força em hospitais psiquiátricos, das prisões por vagabundagem (Cesariny viveu cinco anos em liberdade condicionada), da expulsão de adolescentes de colégios e liceus, etc., esse tempo passou.

 

Infelizmente, a drª Manuela vive no mundo do faz de conta. Não perguntes, não digas. É uma visão retrógrada, sim senhora! Como quem diz: se te portares bem, ainda chegas a deputado. E os que não querem fazer carreira?

 


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 14:55

Manuela Ferreira Leite anuncia que «não faz comícios e deita-se cedo». Fascinante. Promovendo uma imagem distanciada das agências de comunicação, Manuela Ferreira Leite é um produto de marketing que roça crescentemente o burlesco. O seu posicionamento é no segmento «anti-político», mas nem por isso ela não deixa de ser um notável resultado das agências de comunicação, com notícias criadas para reforçar essa imagem e uma cartilha que subjuga qualquer mensagem política a esse exercício de plástico. É uma bela ironia para quem, uma e outra vez, critica violentamente a suposta máquina de propaganda do PS. Enfim.


Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 30 Agosto , 2009, 22:08

 

Sam - The Eagle

The Muppet Show

 

... Diluiram-se pilares da sociedade, como a família e o casamento...

 

Nota: Também aqui.

 


Por Palmira F. Silva | Quinta-feira, 27 Agosto , 2009, 02:43

Apenas hoje tive oportunidade de ver na íntegra a entrevista de Manuela Ferreira Leite a Judite de Sousa, no site da sua campanha. Vários pontos da entrevista pareceram-me contraditórios, nomeadamente a justificação da inclusão de arguidos nas listas de candidatos.

 

Não percebo como é possível que uma líder que não se pronuncia sobre "casos de justiça" e não faz "cálculos políticos" por questões de princípios, abdique, aparentemente, desses princípios  em relação à notícia mor da silly season, as hipotéticas escutas presidenciais. Ou quiçá boatos sejam mais relevantes que "casos de justiça" e por isso em relação a boatos o  que é realmente importante são questões «sensoriais» e não de princípios. 

 

 


Por Hugo Costa | Terça-feira, 25 Agosto , 2009, 15:17

 

Mário Soares é sem sombra de dúvida a grande figura política portuguesa viva e uma das mais significativas europeias.
Dessa forma importa saber o que disse sobre a entrevista de Ferreira Leite à RTP num artigo de opinião(hoje publicado no Diário de Noticias).
Algumas citações:
“A entrevista que a Dra. Manuela Ferreira Leite concedeu à RTP1, que vi e ouvi com a maior atenção, constituiu, para mim, uma profunda decepção. Não esperava muito, confesso, dadas as intervenções que tem feito, desde que é líder do PSD. Mas foi pior do que supunha. De uma banalidade que, algumas vezes, roçou o patético.”
“Só falou dela própria.”
“Não deu qualquer elemento novo. Limitou-se a apresentar a sua personalidade de moralista, como paladina da verdade e pura como uma vestal, em contraste com a do seu principal adversário, José Sócrates, a quem não se impediu de chamar "mentiroso", um termo pouco próprio num debate democrático entre adversários políticos. Com um olhar de mazinha ao canto do olho, que me surpreendeu...”
“Realmente, não disse nada de jeito, sobre nenhum dos temas da actualidade que refiro.”
O Remate final do Dr. Soares é perfeito:
“…a entrevista foi uma verdadeira ocasião perdida!”

Por Tiago Julião Neves | Terça-feira, 25 Agosto , 2009, 04:18

Na excelente série Flight of the Conchords, o incompetente Murray, manager em part-time da banda de Bret e Jemaine, tem no seu gabinete um poster do turismo da Nova Zelândia que bem poderia ser o lema do PSD para as próximas eleições.

 

 

Ao contrário deste magnífico país que apresenta razões de sobra para o visitar, votar no PSD actual é uma odisseia bem mais complicada para o eleitor consciente que admira um debate de ideias inteligente e provocador.

 

Existe na esquerda e na direita esclarecidas uma extrema desilusão com a derrocada intelectual em curso no PSD, partido que já deu no passado contributos bem mais valiosos do que aqueles que dele hoje se podem esperar. A fuga interesseira de Durão precipitou a queda no abismo que Santana e Menezes escavaram, e as ténues esperanças depositadas em Ferreira Leite foram defraudadas com episódios graves como a reabilitação de Santana, o silêncio sobre Alberto João e a inclusão de António Preto e Helena Lopes da Costa nas listas do PSD.

 

A permanente estratégia de crítica destrutiva, os silêncios misteriosos e a miséria franciscana das ideias apresentadas são motivos para ter muito medo e pouco respeito por este PSD.

Na sua mais recente entrevista MFL teve o descaramento de falar em asfixia democrática em Portugal, escamoteando o facto do seu principal foco ser precisamente na Madeira, desgovernada por um político boçal, populista, homofóbico e prepotente que desrespeita sistematicamente as mais altas instituições da República. Tolerar Alberto João no PSD é o mais nefasto exemplo da submissão do interesse nacional ao interesse partidário oportunista.

 

A ideia de que o programa de governo do PSD cabe numa folha A4 (ao melhor estilo nouvelle cuisine política) é também ofensiva porque denota falta de empenho, falta de ideias, e de certeza pouco respeito pelos eleitores. Um programa não são promessas, são objectivos que servem de roadmap ao partido que tiver o privilégio de formar governo. Se a visão estratégica do PSD para a próxima legislatura cabe numa folha A4, alguém não fez o trabalho de casa.

 

A tardia apresentação do programa mistério além de dificultar a realização de um debate aprofundado sobre as ideias que o PSD defende para Portugal na próxima legislatura, revela sobretudo desconsideração pelos seus apoiantes e pelos eleitores em geral.


Em suma, penso que alguém devia explicar a MFL as diferenças entre um programa político e a constituição da equipa de futebol do próximo domingo, essa sim cabe numa folha A4 e deve ser guardada em segredo até à última.


Por Irene Pimentel | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 23:03

 

 
Não assisti à entrevista de Manuela Ferreira Leite, mas li hoje na imprensa que a senhora que se está a candidatar a chefe do governo de Portugal, e que até já ganhou as eleições (pelo que afirma), diz que se está a viver um clima «de asfixia democrática», em que «as pessoas têm medo de se pronunciar contra o Governo porque têm medo de retaliações» e que o «sentimento e o clima que existem no pais é de que as pessoas estão a ser controladas», além de que, desde «o 25 de Abril (PREC incluído, digo eu), só com este Governo é que existe a ideia de retaliação» (Público, 21 de Agosto de 1009, p.4).
Peço que a putativa “futura primeira-ministra” de Portugal dê exemplos do que afirma, porque, não tendo dado pela terrível situação referida, não deixo de me preocupar que, até 27/9/2009, se possa estar a viver a uma situação parecida com a que se viveu no nosso País até 25 de Abril de 1974.
Declaração de interesse (s): pessoalmente, abominei o que se passou até Abril de 1974 e faço questão que não se repita. Caso contrário – se não der os exemplos pedidos – poderei pensar que, com comparações abusivas, Manuela Ferreira Leite estará a relativizar situações de falta de liberdade, o que – sabe-se há muito, pela História – não é a melhor arma contra potenciais futuros ataques à democracia. E não qualifico de burguesa (a democracia), porque não conheço outra.

Por Hugo Costa | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 13:39

 

Ontem a entrevista a Ferreira Leite além do momento “Foi gira esta última pergunta não foi?", teve o momento PowerPoint. Ferreira Leite trocou o termo do software informático,  com o do teleponto. Tudo a ver. Não acham?
Só faltou dizer:  “O que era bom era o tempo do giz branco e quadro preto"
 
 

Por Ana Paula Fitas | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 08:33

Mais uma entrevista de Manuela Ferreira Leite à RTP 1... desta vez, a propósito da audição de assessores do PR no processo de recolha de contributos para a elaboração do programa eleitoral do PSD... confirma-se: Manuela Ferreira Leite nada tem para dizer aos portugueses (sobre a matéria pode também ler Sem Conteúdo no A Nossa Candeia).


Por João Galamba | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 03:27

"Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há" (Manuela Ferreira Leite)

 

"o julgamento será feito pelas pessoas de Oeiras" (Isaltino Morais)


Por Hugo Costa | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 00:03

 

Ferreira Leite acusou hoje o governo de Sócrates de “asfixia democrática”. Como? Não foi a mesma senhora que certo dia disse que o melhor era suspender a democracia durante 6 meses?
A que democracia se referia hoje Ferreira Leite? A que ela acredita, onde começa e acaba quando se quiser?
Esta conversa faz-me lembrar a História de outro ex – Ministro das Finanças, mas esse Professor em Coimbra.

Por Hugo Mendes | Quinta-feira, 20 Agosto , 2009, 23:45

«Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há»

(Manuela Ferreira Leite em entrevista à RTP1) 


Por Hugo Costa | Quarta-feira, 19 Agosto , 2009, 13:59

 

Durante o decorrer da semana passada foi apresentado o balanço e o programa de governo na área da juventude do Partido Socialista.
Enquanto isso da parte de Ferreira Leite, o único ponto que se conhece sobre o seu programa para juventude foi o que disse no ano passado:
“Há uma política errada no que respeita à juventude. Não pode ser uma política assistencial, de ajudas, subsídios e patrocínios que começa na família e acaba no Estado"
Com esta ideologia, se o PSD ganhar: As políticas de discriminação positivas dos jovens acabam no dia a seguir à tomada de posse. Os apoios ao emprego e à habitação jovem serão destruídos. A associação social escolar enviada para a caridadezinha. O apoio ao associativismo juvenil ignorado. Existe alguma dúvida?

Por Ana Paula Fitas | Quarta-feira, 12 Agosto , 2009, 08:54

A forma aparentemente bizarra de negação da realidade  que caracteriza a atitude política de Manuela Ferreira Leite é tudo menos inocente... defender até à exaustão a integração nas listas de candidatos a deputados à Assembleia da República de arguidos como António Preto e Helena Lopes da Costa é excessivamente grotesco e insultuoso para o eleitorado, de nada valendo o seu infantil recurso à desculpabilização com o que diz ter também já sido feito por outros partidos... para além de evidenciar a mentira pública do lema da sua campanha de há 2 meses, intitulada "Política de Verdade" deixando claro que, afinal, o que esta expressão significa aos olhos estrábicos do seu entendimento é que em política, de facto, vale tudo... mesmo a manipulação destituída de escrúpulos, assente em todo o tipo de argumentos e com plena e assumida ausência de uma programação política que não pode, no contexto da actual campanha do PSD, aspirar a qualquer tipo de credibilidade.

 


Por Hugo Costa | Quinta-feira, 06 Agosto , 2009, 13:57

 

Hoje o jornal i publica uma entrevista do Presidente da Distrital de Lisboa do PSD. Entre acusações de política tribal a Ferreira Leite, mesquinhez da líder, intolerância da direcção, ataques aos candidatos arguidos, etc. Uma frase se destaca:

“O PSD pode ter perdido as legislativas.”


Por João Galamba | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 01:53

"Todas as iniciativas que tenham por objectivo a maior transparência na vida política, o PSD subscreve-as totalmente, como tem feito até à data. Mas, exactamente porque é uma situação extremamente séria, não a vou discutir em vésperas de eleições" (Manuela Ferreira Leite)

 

A partir de que momento é que abandonamos a tese de que Ferreira Leite é alguém que não tem jeito para falar e começamos a prestar atenção ao que, de facto, vai dizendo?


Por Hugo Costa | Segunda-feira, 03 Agosto , 2009, 13:06

 

No blog anti PS o Tiago Moreira Ramalho veio demonstrar toda a azia que existe na direita em relação aos temas de valores e costumes.
Ao contrário do insinuado não acho o aborto a melhor coisa do mundo. Mas não o condeno.
Acredito num país onde as mulheres que sejam obrigadas a fazer Interrupção Voluntária da Gravidez o façam em condições de saúde e não sejam presas por isso. A prisão estava na lei anteriormente vigente. Se Manuela Ferreira Leite e o Tiago Moreira Ramalho acreditam numa sociedade onde a escolha não seja opção e onde através de falsos moralismo se coloca as mulheres com dinheiro a interromper a gravidez em Espanha e as sem dinheiro nos vãos de escada, acreditam numa sociedade do passado. Eu não acredito nessa sociedade, assim como a maioria dos portugueses demonstrou não acreditar. Ou será que já não se lembram do resultado do referendo?
Ao Tiago Moreira Ramalho digo: Jamais morrerem mulher por aborto clandestino em Portugal.

Por Mariana Vieira da Silva | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 18:47

A intervenção de Manuela Ferreira Leite na conferência  "Transformar Portugal", promovida pelo Diário Económico, foi muito rica em frases para coleccionar. Na minha pasta recortes de imprensa estão arquivadas, para memória futura, duas das frases citadas hoje pelo JN e pelo DE:

"Não creio que o sistema fical possa fazer política nesse sentido [segundo a própria, retirar determinado tipo de benefícios aos mais ricos]"

 

"Não considero aceitável que os políticos falem em privilégios ou criem dicotomias como ricos e probres" 

 

Que uma política [ou, como Cavaco, dirá que não o é?] não considere que a redução das desigualdades é uma das suas tarefas e a redistribuição e o sistema fical uma das suas principais ferramentas já me parece bastante grave; que considere que são os políticos que criam estas dicotomias está um pouco para lá de grave. Shiuuuuuu, não falem sobre pobreza. Vão ver que resolve.  


Por Rogério Costa Pereira | Quinta-feira, 23 Julho , 2009, 22:49

O Jamais não vem para enganar ninguém. Efectivamente, se há coisa de que não pode ser acusado é de incoerência com a imagem que este PSD tem transmitido. O header, por ir buscar caras ao PS - e precisamente por isso - é, ó suprema ironia, a cara deste PSD: um partido que parece mesmo querer ir a votos não com um Programa de Governo, mas com uma espécie de programa contra o actual Governo. Neste pressuposto, as imagens escolhidas para encabeçar o blogue são bem representativas daquilo a que vêm e ao que se propõem. E João Gonçalves passa mesmo da imagem à palavra, mostrando o que se quer: "Estamos pior do que estávamos em 2005. Sócrates falhou a sua oportunidade. Não merece outra.". Que é como quem diz: é hora de passar a bola ao menino do outro canto, que está para ali a chorar, coitadinho - daí o "estamos pior".

Não se entende bem a bondade da opção (e tento colocar-me do lado de lá), mesmo porque o intérprete oficial, que não fugiu à chamada, ainda não botou faladura. E parece ser urgente, uma vez que o guru da moda da extrema esquerda e deste PSD avança que: "Portugal não está condenado a ser um laboratório de experimentalistas de ocasião agarrados a lugares-comuns sem sentido." Não querendo isto dizer, pardon my french, a ponta dum corno, arrisco um ensaio de interpretação especial, matéria em que não sou versado. Assim, João Gonçalves, que parece renegar o experimentalismo mas não a experimentação - ou não defenderia que "a política, em democracia, é imperfeição, erro, tentativa, contingência" -, parece querer defender que em vez de "experimentalistas de ocasião", o país precisa é de qualquer coisa parecida com carreiristas da experimentação agarrados a lugares-comuns com sentido. Parece coisa boa, mas não tendo a certeza que corresponda ao que se quis dizer, terei mesmo que esperar pelo Ponto Contraponto na SICN - a não ser que o Jamais já tenha garantido o preview da coisa. 


Por João Pinto e Castro | Segunda-feira, 20 Julho , 2009, 17:52


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