Por Simplex | Segunda-feira, 20 Julho , 2009, 06:00

A vida tem destas coisas, juntar pessoas que não se conhecem, homens e mulheres, jovens e menos jovens, gente consagrada e por consagrar, gente divertida e sisuda, oriunda das mais diversas áreas profissionais e políticas, sem outra afinidade que não uma declaração de voto comum: nas próximas eleições legislativas vamos todos votar no Partido Socialista.

São várias as razões deste voto. Defendemos acima de tudo a liberdade, e esta mede-se pela capacidade de garantir progresso social e económico; a diversidade de opções e escolhas; o reconhecimento e os direitos das minorias. Assim, grande parte dos colaboradores do SIMplex apoia a interrupção voluntária da gravidez; a pluralidade cultural de todas as regiões do país; a plena igualdade no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo; a laicidade do estado e a liberdade religiosa; bem como, naturalmente, a real igualdade de género.
 

 

Somos ainda pela inovação, pelo conhecimento, pela capacidade inventiva e criadora, pela sustentabilidade energética, pela ecologia. Somos por um país que mede o seu valor pelo que faz agora pelos seus cidadãos e pelas suas cidadãs, nascidos ou não aqui, falantes ou não de português. Recusamos os mitos do passado, o medo, o atavismo e a violência simbólica das nostalgias salazarentas. Com igual vigor recusamos as utopias revolucionárias. Somos pela dignificação do sistema político, trazendo para ele novas caras, gente desinteressada, apostada bom bem-público, exigindo accountability. Não somos pelo corte definitivo entre a cidadania e a representação democrática. Repudiamos com veemência as alternativas caudilhistas, presidencialistas ou que se deixem seduzir  por suspensões da democracia.

Acreditamos que a política não é uma arte perfeita. Cometem-se erros. Admitimos mesmo que o PS os tenha cometido. Como todos os partidos, o PS não é perfeito, nem pretendemos que seja. Muitos de nós gostamos do que o PS tem feito pela liberdade, pela igualdade e pela modernidade. Acreditamos num socialismo moderno que aposte no papel do Estado, com serviços públicos de qualidade para todos, com igualdade de oportunidades e no quadro de uma economia de mercado regulada por parâmetros europeus. O PS do centrão e as políticas neo-liberais no trabalho e na economia não nos interessam.

Não estamos, portanto, satisfeitos. Se estivéssemos, não abriríamos este espaço de apoio declarado, mas também de crítica e prospecção. Interessa debater o que foi feito, de bom e de mau, neste últimos quatro anos; mas também projectar o que de melhor se pode fazer para a próxima legislatura. Queremos que o ritmo das reformas se mantenha ou acelere. Queremos transformações concretas na justiça, na segurança social, na saúde e na educação. A dignificação dos profissionais, em todas as áreas, é fundamental. O fosso entre ricos e pobres não pode continuar a alargar. A classe-média não pode ser cilindrada. Não há sociedades perfeitas. Mas há sociedades justas. Acreditamos nisso. Votamos PS por acreditar que está bem preparado para o conseguir.

Não iremos votar no PSD porque a sua líder simboliza praticamente tudo o que de negativo foi aqui elencado – uma política que aposta na negatividade e apela aos piores instintos de receio, fechamento, e honrada pobreza. Não queremos o regresso do PSD, muito menos do PSD personificado por Manuela Ferreira Leite ou Santana Lopes.
Não queremos o regresso da tanga.

Como se depreende, as razões do nosso apoio ao Partido Socialista são muito diferentes. Estamos aqui para demonstrar um voto de confiança, assumido e partilhando sem complexos, uma visão crítica e construtiva da política e do país. Queremos um país moderno com perspectivas de progresso. Vemos no PS, e sobretudo em José Sócrates, capacidade de mudança e modernização. Sem a tentação miserabilista da direita e as utopias irresponsáveis da extrema-esquerda.

Queremos, em suma, que o Partido Socialista ganhe as eleições de 27 de Setembro próximo, de preferência com maioria absoluta. Só ele pode contribuir decisivamente para que Portugal se mantenha na vanguarda política do século XXI.
 


josé Vladimiro a 27 de Julho de 2009 às 20:16
É mais do mesmo! Querem atirar areia para os olhos! Há trinta que o PS se encontra no poder! E temos o pais mais atrasado da europa! Trinta d«anos de Manuel Alegre, Mário Soares, Almeida Santos, Jaime Gama, etc. E agora vês os filhos, netos, enteados e afilhados, entoar loas ao PS ! Querem tacho!
Trinta anos de uma elite corrupta que saltita dos bancos, para as empresas. Ataca os funcionários públicos e diaboliza os sindicatos!
O PS é o cancro do sistema!

Vera Santana a 2 de Agosto de 2009 às 14:08
Caro Vladimiro,

Os Sindicatos e os Professores diabolizam por todos os meios a Ministra.

O ódio é tanto que espumam só de pensar na Maria de Lurdes Rodrigues. Muitos dos que odeiam, diabolizam e espumam são, no entanto - e certamente por mérito - Professores Titulares.

Por que espumam? Principalmente por ódio ao PS e ao PM .

Saudações,

Vera Santana

Vera Santana a 16 de Agosto de 2009 às 13:18
"filhos, netos, enteados e afilhados"

"filhos, netos, enteados, afilhados e amantes"

Caro Vladimiro,

As frases supra são citações de frases suas, aqui no SIMpleX.
Peço-lhe que retire essas frases pois são insultuosas e mentirosas.

UM EXEMPLO

Não sou filha de nenhum membro do PS nem enteada de nenhum membro do PS nem neta (nem prima nem tia nem nora) de nenhum membro do PS nem amante de nenhum membro do PS nem nunca fui casada com qualquer militante ou mero simpatizante do PS. Tenho uma família muito plural, ideologicamente repartida pelo espectro partidário, e, last but not least, todos sem filiação partidária. Quanto a amiga/o/s, antigos e menos antigos, passa-se o mesmo: encontram-se nos 5 cantos políticos, e a maior parte são pessoas não filiadas partidariamente.

Fico a aguardar e desde já agradeço,

Vera Santana


josé Vladimiro a 19 de Agosto de 2009 às 12:43
Quod scripsi, scripsi!


Nelson Campanha a 27 de Julho de 2009 às 20:43
Como a vida é feita de ideias e proposta e cada dia que passa ouvimos falar cada vez mais em pequenas e médias empresas em bastante dificuldades de sobrevivencia, e gravissimos problemas financeiros , então proponho que se faça um novo plano Mateus, para que as pequenas e médias empresas com dividas fiscais consigam regularizar no longo prazo as suas dividas fiscais, as pequenas e mediaqs empresas querem pagar as suas dividas ao estado, mas muitas delas não o conseguem fazer, penso que esta seria a altura ideial para que o governo, apresente uma proposta para tentar salvar centenas empresas que neste momento estão a beira da falencia, e um novo Plano Mateus poderia ser um estimulo e uma ajuda a muitas empresas

Isaura Martinho a 27 de Julho de 2009 às 22:20

Muito bem. Força juventude!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Armando Leite a 27 de Julho de 2009 às 23:37
Aqui sim, vale a pena assinar por baixo. Inteiramente de acordo. Vou continuar por aqui e intervir qd considerar oportuno e pertinente.
Um abraço.

Nuno Matias a 2 de Agosto de 2009 às 12:44
Deveriam abrir um link para podermos assinar o manifesto

Nome e localidade


O que pensam?

L M D a 14 de Agosto de 2009 às 19:10
Eu assino por baixo.

jose alves a 18 de Agosto de 2009 às 08:52
Saúde , Educação, Justiça, Paz.....

Liberdade, igualdade, fraternidade....

conceitos antigos como os "dês" do programa do MFA . Mas a verdade verdadinha é que a alternativa ao PS chama-se PS. E que tomaram os portugueses que, por exemplo, a Justiça tivesse uma ministra como a da educação ou mesmo o ex-ministro da saúde. Quando alguém se queixa é porque alguma coisa está a ser mudado. Melhor é se mudar bem. Mas nunca vi nenhuma reforma que não tivesse queixosos.
Por exemplo, qual é o Governo que tem a coragem de agrupar dezenas ou centenas de concelhos sem qualquer expressão demográfica? E não digo extingui-los nem acabar com os postos de trabalho. Digo apenas racionalizar e acabar com a quantidade imensa de políticos remunerados exageradamente para governarem pequenas aldeias enquanto outros como os presidentes de Junta recebem 200 e qualquer coisa euros para freguesias com 20 e muitas localidades e 3 ou 4 mil eleitores ou mais.
Façam o favor de serem felizes.

Algarvio emprestado a 20 de Agosto de 2009 às 16:40
Subscrevo na totalidade

Francisca Bastos a 5 de Setembro de 2009 às 18:55
Subscrevo com toda a força o que aqui foi escrito. Assumo-me também como apoiante desta causa. Faço parte da lista do PS à Câmara de Oliveira de Azeméis liderada por Helena Terra (actualmente, deputada do PS por Aveiro na Assembleia da República). Sou nova e um pouco naïve nestas coisas ainda, mas faço questão de continuar a seguir este blog. Óptimo trabalho e qualquer colaboração que eu possa dar, disponham.

Francisca Bastos

pedro Martins a 24 de Setembro de 2009 às 10:26
Descobri este blog há pouco tempo, subscrevo por inteiro o vosso manifesto e obviamente dia 27/09 votarei PS.
Aproveito para informar algumas pessoas que comentaram o v/ manifesto que sou funcionario publico.

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