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SIMplex

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07
Ago09

Um partido sem norte

Miguel Abrantes

Está a causar grande ansiedade a proposta do PSD de unificação das polícias. As expectativas são elevadas, tendo em conta o elenco dos candidatos do PSD especializados em matérias de segurança.

 
Fernando Negrão, como se sabe, foi director da Polícia Judiciária e é considerado um especialista em violação do segredo de justiça. Pacheco Pereira é um verdadeiro ideólogo destas matérias, sobretudo desde que sofreu um aperto da claque do Futebol Clube do Porto. Bacelar Gouveia foi até há pouco tempo presidente do conselho de fiscalização das secretas.
 
O que o PSD agora propõe é a criação de uma polícia nacional e a tutela única das polícias. Mas esta proposta não é coerente com nada do que este partido disse até hoje.
 
O PSD tem defendido que a GNR continue a ser militar, tendo até protestado contra uma alegada desmilitarização por ocasião do veto presidencial à lei orgânica desta polícia.
 
Por outro lado, o PSD tem sempre defendido o reforço da Polícia Judiciária e a concentração da investigação criminal nesta polícia, como se viu nas declarações que a Dr.ª Manuela proferiu, a pedido do Dr. Negrão e do seu “associado” António Martins (presidente do sindicato dos juízes), numa recente visita à sede da PJ.
 
Por fim, que se saiba, o PSD não defende a extinção da PSP, tendo Aguiar Branco recebido os respectivos sindicatos, perante os quais se revelou empenhado na defesa desta polícia.
 
As propostas do PSD não são, por tudo isto, mais do que tretas inconsequentes. Têm, no entanto, um grande mérito: provam, mais uma vez, que para o PSD a segurança é a primeira das demagogias.

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