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SIMplex

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05
Ago09

Grandes figuras da política nacional [1]

João Pinto e Castro

 

Por razões que me escapam, o Diário Económico de 3ª feira achou boa ideia ouvir o desaparecido Cardoso e Cunha acerca dos prejuízos do sector público empresarial em 2008.

Declarou ele que, no seu modo de ver, elas "estão fora das preocupações de racionalidade económica e são altamente sujeitas a gestões incoerentes e não justificadas". A terminar, desabafou: "Rezemos para que um dia possa haver em Portugal um Governo competente e com condições políticas para actuar racionalmente".

Caso estejam esquecidos, este Cardoso e Cunha foi dirigente do PSD, ministro da Agricultura e Pescas, Comissário Europeu, Comissário da Expo-98 e Presidente Não Executivo da TAP, cargos para os quais foi nomeado por Cavaco Silva ou Durão Barroso.

Nos tempos livres encetou uma ousada obra empresarial nos sectores da agricultura, da pecuária e do turismo, mais tarde alargada a Moçambique e à Guiné.

Dando provas de "racionalidade económica" e "coerência de gestão" a toda a prova, ferrou calotes de grande dimensão aos bancos Santander-Totta, Caixa de Crédito Agrícola, Banco Português de Investimento, Caixa Geral de Depósitos e Banco Comercial Português.

Em 2005, o Tribunal de Comércio de Lisboa declarou a falência pessoal de Cardoso e Cunha na sequência do processo que lhe foi movido pelo Santander-Totta.

O Professor Cavaco Silva sempre revelou grande sensatez na escolha dos seus colaboradores mais próximos.

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