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SIMplex

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04
Ago09

A ECONOMIA SOCIAL NO PROGRAMA DE GOVERNO DO PS (2)

Eduardo Graça

 

Quando o PS no seu programa de governo aborda, de forma estruturada, a questão da economia social está a valorizar politicamente uma vasta, e diversificada, rede de entidades que é reconhecida pelos cidadãos pela forma autónoma e persistente, quantas vezes altruísta, como desenvolve actividades em prol das comunidades, entidades das quais destaco as Cooperativas, Misericórdias, Mutualidades, Instituições Particulares de Solidariedade Social e Associações para o Desenvolvimento Local.   
 
A Economia Social representa, em grandes números, 10% do conjunto das empresas europeias, abarca um universo de 2 milhões de entidades, representa 6% do emprego total, sendo consensual o reconhecimento do seu elevado potencial para gerar, e manter, empregos estáveis já que, pela sua própria natureza, as entidades que integram essa vasta e complexa rede não são susceptíveis de serem deslocalizadas.  
 
O Parlamento Europeu adoptou, em 19 de Fevereiro passado, uma Resolução na qual reconhece, pela primeira vez, a Economia Social como potencial parceiro social: “considera que as componentes da economia social deveriam ser reconhecidas no diálogo social intersectorial da UE e sugere que tanto a Comissão como os Estados Membros apoiem energicamente o processo de inclusão dos actores da economia social na concertação social e no diálogo civil.” 
 
As medidas concretas, anunciadas no programa de governo do PS, que transcreverei num próximo post, preconizando o reforço das parcerias entre o Estado e as organizações de economia social são uma das respostas mais promissoras aos desafios da crise da economia de mercado que o próprio Parlamento Europeu, de forma veemente, recomenda.