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SIMplex

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03
Ago09

o argumento do geocentrismo

Porfírio Silva

Um certo número de intervenientes no debate público tem-nos proporcionado uma deliciosa flor de estilo, consistente em opor as estatísticas (frias e inertes, supõem) ao calor da sensação imediata (o verdadeiro saber, pretendem). Exemplo: “ A escola está melhor nas estatísticas, mas nós vemos que as escolas estão pior, porque o sentimos, basta visitá-las.” Em geral, o que lhes custa a aceitar é as estatísticas serem evidência de quanto este governo do PS fez avançar o país.

O capitão daquela frota de argumentos sensacionistas é a acusação de que “o governo trabalha para as estatísticas, mas as pessoas não são números”. Não vale a pena tentar explicar a quem assim opina que as estatísticas e os indicadores são o fruto possível de muito trabalho (internacional, as mais das vezes) para ver mais longe e permitir fazer melhor. Mas eles não, eles querem é as sensações do que está à frente dos seus próprios olhos. Sem números pelo meio.

Bastaria dizer-lhes que, pela bitola que usam, a Terra ainda é o centro do universo e o Sol gira à nossa volta. Não é isso que, cada dia, os nossos olhos vêem claramente?

[outra versão aqui]

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