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SIMplex

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02
Ago09

A atracção pela rosa

Luis Novaes Tito

Joaninha - Rosa A silly season caracteriza-se pela falta de notícias. Quando a ela se junta uma campanha eleitoral que não prescinde de novidades, ainda que tenham de ser fabricadas, aparecem os não-casos Joana. Recapitulemos para melhor sentir o ridículo: Joana Amaral Dias resolveu, há dois anos, afrontar o seu líder partidário que concorria à Presidência da República tornando-se mandatária para a juventude de Mário Soares. Como Soares ficou em terceiro lugar, JAD não recolheu o protagonismo que pretendeu e Francisco Louçã não lhe admitiu a dissidência, coisa comum em Partidos radicais, tendo-lhe retirado as luzes com que JAD gosta de se iluminar. Passado o tempo de recobro, JAD não aguenta o anonimato e resolve contar uma conversa privada,Joaninha - Gato sem qualquer relevância até por ser só uma coisa entre duas pessoas, e sentindo que era tempo de reacender as luzes e reaproximar-se do seu querido líder, agora que se pressentem perspectivas de futuro, arranja um pseudo-caso útil à propaganda do BE que está apagado da comunicação social devido ao extremado dualismo PS/PSD. A silly season e a falta de notícias sérias catapultam o fait-divers para as primeiras páginas e dá a JAD o relevo que nunca teve, nem quando foi mandatária de Soares. Tudo visto e espremido ganharam-se duas semanas de conversa de praia e de esplanada para gáudio dos interesses da comunicação social e do seu protegido Bloco de Esquerda. Estranha-se que o pseudo-assédio de JAD seja notícia depois dela ter sido mandatária de Soares contra Louçã e que nessa altura o convite feito, por quem tinha o poder para o fazer, fosse considerado normal (como é normal, diga-se, porque as pessoas são livres de contactarem, de serem contactadas e de decidir). Confirma-se que o BE é uma força de contra-poder onde os seus militantes estão impedidos da liberdade de ousar desafiar a nomenklatura sob o risco do rótulo de tráfico de influências. Que se seguirá? Talvez um internamento em clínica de reeducação, presume-se.

3 comentários

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    Luis Novaes Tito 02.08.2009

    Fico satisfeito que me tenha corrigido a palavra nomenklatura. Como estou pouco habituado a escrevê-la cometi o erro, mas vou emendar.

    Quanto ao nojo dos processos de intenção que aqui faço, comparados com os que Francisco Louçã insiste em fazer em relação a este fait-divers, são meras brincadeiras.

    Se o meu caro Luís Raínha nunca teve conversas privadas com alguém posso entender o que diz, mas se já as teve sabe bem que em privado se dizem muitas coisas que não passam a ser importantes só porque se fazem inconfidências.

    Enfim, penso que já basta deste pseudo-caso. A minha avó sempre me dizia que o que se passa entre amigos não deve saír daí.
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    Luis Rainha 02.08.2009

    Tenho essas conversas privadas com amigos e gente em quem confio, não com estranhas que quero "sondar". As duas pessoas em questão não são nem nunca foram "amigas".
    Já agora, não me lembro de ver o Louçã a lançar palpites e a fazer juízos de valor sobre o carácter do Paulo Campos. E foi isso que você aqui fez.
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