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SIMplex

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02
Ago09

BE, o trotskismo de corpo inteiro.

Tomás Vasques

 Francisco Louçã é o BE. No processo de construção e consolidação do «partido» do «socialismo do Século XXI», o grupo trotskista de Louçã – o PSR – meteu no bolso os maoistas de Fazenda e os ex-comunistas de Portas. O que é natural, já que os outros atravessavam uma «crise de identidade» ideológica e política, enquanto Louçã se mantinha fiel, como sempre, ao seu «mestre» e à Internacional trotskista. Fazenda e o seu grupo, sem Mao Tsé Tung e Henver Hodja, perderam o rumo «revolucionário»; Miguel Portas, sem a disciplina férrea do PCP, entrou em «transição». O que aqui releva é o gato escondido com Louçã de fora. Muitos dos eleitores do BE, armados do «romantismo de esquerda» não param para pensar no que é essencial: que tipo de sociedade é que o BE deseja construir. Louçã, ao longo destes últimos 40 anos, e sobretudo nos últimos 10 anos, em declarações e entrevistas, já disse tudo o que tinha a dizer: nacionalizar os sectores estratégicos da economia, a começar pelo sistema financeiro e, assim, fazer depender do Estado toda a Economia; acabar com os ricos e com o lucro das empresas privadas; «aprofundar» a democracia participativa, o que interpretado à moda de Moscovo, dos anos 20, de Havana, nos anos 60, ou em Caracas nos dias que correm, significa os «comités de bairros» a perseguirem todos os que se opõem ao «regime», enquanto as instituições democraticamente eleitas, como o Parlamento, vão definhando no processo. O «socialismo do século XXI» é uma mera adaptação à «realidade concreta» de um processo de soviétização da sociedade portuguesa. Não há meio-termo, por muito que almas bem intencionadas se esforcem. O argumento de que o BE é uma facção do «socialismo de esquerda» e é parte da «esquerda democrática» é areia nos olhos. Mas, o pior, é que, quem hoje contribui para o crescimento eleitoral do BE, amanhã – se os amanhãs pudessem cantar – seriam os primeiros a amaldiçoar a sua sorte, como aconteceu em Havana e hoje está a acontecer em Caracas.  

4 comentários

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    António da Costa 02.08.2009

    Pessoas como Paulo Garrido são perigosas, Paulo Garrido quer por fim de forma não democrática a Louçã só pelo facto de ele ser, no seu entender, um perigoso Comunista, Há 35 anos era assim, no entanto já admite ser contemplativo para com Jardim um dos mais perigosos antidemocratas que existe em Portugal, será que é por ele ser anticomunista?.

    Cuidado, existe gente perigosa e começam a mostrar os "dentes".
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    Paulo Garrido 02.08.2009

    Caro António, o problema é que do jardim toda a gente sabe o que defende e como defende, já o Louçã, nem o senhor o ouviu dizer nos últimos 10 anos e em publico as judiarias que estaria disposto a fazer em nome da sua desejada ordenação social. E isso tem nome: Omissão e Mentira! Ora, político que mente e omite, não merece confiança. Revelar isso, é a única forma de combater esse mentiroso. Agora, na sua ânsia de defender este logro, feito anãozinho mental, façanhudo e pateta, SFF, não deturpe o que escrevi. Agradecido.
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    António da Costa 02.08.2009

    Paulo

    Não retiro uma palavra aquilo que antes escrevi, eu pessoalmente considero o seu pensamento perigoso.
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