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SIMplex

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02
Ago09

(post-it 7) Da utilidade do voto no BE, um exemplo prático

João Paulo Pedrosa

Em torno deste episódio JAD, aquilo que mais inquieta, confesso, é a total indulgência com que Louçã é tratado, da esquerda à direita, não há, de facto, excepções. Isto diz muito também sobre a facilidade com que o seu discurso demagógico e  populista tem entrado na vida política portuguesa sem combate nem oposição.

  O assunto está, efectivamente, esclarecido, JAD foi abordada (ou mesmo até convidada) por Paulo Campos para fazer parte das listas do PS, como aconteceu, aliás, com muito mais gente em muitos outros locais e da parte de todos os partidos políticos.

Não vale, pois, a pena crucificar JAD, discutir o seu carácter ou a sua culpa, já que só ela não percebeu que, depois de ter apoiado Mário Soares contra Louçã, pagaria um preço muito alto por isso e, por conseguinte, não há redenção que lhe valha. Humanamente, apenas podemos lastimar…   

Este episódio não merecia nenhuma relevância pública se não tivesse sido aproveitado por Louçã para fortalecer e alargar o populismo com que gere a sua intervenção na vida pública portuguesa.
É bom lembrar, com todo o rigor o que disse Louçã a este propósito:
Perante estas palavras constata-se que  Louçã mentiu intencionalmente, com total despudor e com um único propósito político, a saber, desacreditar a democracia, as instituições políticas, o primeiro-ministro e abalar confiança (já pouca) que os cidadãos têm na democracia parlamentar. Ele é, portanto, o fautor desta grande mentira política e está a passar ao lado dela sem escrutínio, sem evidência comunicacional, crítica política ou censura pública. E contra isso todos nos devemos insurgir. 
O populismo é o maior inimigo da democracia. É-o hoje, da mesma forma que o foi no passado. A História, infelizmente, desde a “lenda da punhalada” está cheia de exemplos de democracias que pereceram ao som de palavras melífluas.  
A comiseração de Manuela Ferreira Leite pelos impostos dos ricos, a indignação de Paulo Portas pelas sondagens que não o favorecem, as manifestações de Mário Nogueira ou as diatribes de João Jardim contra os cubanos são, neste contexto, assuntos sem qualquer relevância.
Acima de tudo, Louçã personifica um combate político que hoje, como sempre,  vale muito a pena travar - salvar a democracia do populismo.

 

3 comentários

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    João Paulo Pedrosa 02.08.2009

    caro closer e se confinasse aos argumentos e deixasse os cliches, é que o que você diz é mera retórica sem ponta para discussão, procurei nos meus post-it colocar à evedência as suas falácias, aceito discutir consigo na base dessa minha contestação, prosseguir com cliches só dá mais força aos meus argumentos, se é isso que quer...
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    closer 03.08.2009

    Meu caro amigo: não sei se temos que ir aos manuais de retórica (Aristóteles, Mayer, Perelman , etc ) para distinguir argumentos de clichés. O Sr. . João Paulo Barbosa é rápido a catalogar os argumentos dos outros como falácias: já agora que tipo de falácias?Não aceito sequer discutir contigo nessa base (e, provavelmente, em nenhuma). mas como sou uma alma caridosa deixo-lhe um conselho mais gratuito do que as taxas moderadoras do SNS: vá ler um manual de filosofia de 11º ano, antes de escrever os disparates que aqui li sobre argumentos, clichés e falácias. Aliás , este blog a que acedi por acaso, está definido e, decididamente, não me interessa. Passe bem!
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