Por Hugo Costa | Domingo, 02 Agosto , 2009, 02:00

 

 


Vera Santana a 2 de Agosto de 2009 às 13:55
Uma mulher pode engravidar, não obstante o uso de métodos contraceptivos eficazes. A contracepção tem sido um responsabilidade sobretudo feminina. É tempo de começar a ser também uma responsabilidade masculina. Há "pílula" para homens. Usai-a! Aqui fica a injunção.

Uma gravidez deve ser vista à luz de uma ética da responsabilidade. O casal deve perguntar-se: "somos capazes de dar a este futuro filho boas condições para o seu crescimento e desenvolvimento?". Está colocada a questão; a resposta não me cabe a mim, mas sim ao casal (ou à mulher se estiver sozinha).

Joaquim Amado Lopes a 2 de Agosto de 2009 às 16:28
O roubo, a corrupção, a fraude, o homicídio, o infanticídio, a violação e a pedofilia também devem ser vistos "à luz de uma ética da responsabilidade"?

A sociedade tem Leis precisamente porque pessoas diferentes têem uma visão diferente da ética e da responsabilidade. Para estabelecer um padrão mínimo a partir do qual se possa construir uma sociedade em que a liberdade de uns não comprometa a liberdade ou a segurança dos outros, particularmente dos mais fracos.
Nas questões em que não há consenso e em que estão em jogo vidas humanas, impõe-se o princípio da precaução, o de não avançar por caminhos de que não haja caminho de volta.

Que casal pode responder com um mínimo de certeza à pergunta "somos capazes de dar a este futuro filho boas condições para o seu crescimento e desenvolvimento"?
Quem pode garantir que as circunstâncias não evoluem, para o melhor ou para o pior?

Um casal que, no início da gravidez, responda afirmativamente à pergunta que colocou pode passados alguns meses tomar a decisão inversa? Apenas antes do parto ou também depois? Até quanto tempo depois do parto?

Deve uma família poder perguntar-se algo de semelhante relativamente a um idoso ou um doente?

A Vera deve tomar em consideração que a Lei actual não foi feita para proteger quem opta pelo aborto em caso de necessidade. Foi desenhada especificamente para quem quer abortar sem ser em caso de necessidade.

Alguns argumentarão que esse é o preço por não ser legítimo questionar uma mulher pelo que a leva a tomar a "decisão mais difícil que uma mulher pode tomar". Mas esse argumento não é sustentável.
Uma decisão muito difícil para uns é extremamente fácil para outros. E a experiência mostra-nos que há quem não tenha qualquer problema em optar pelo aborto, mesmo não se encontrando em situação de dificuldade.

Esta decisão em particular envolve terceiros, que não podem ser ouvidos e que o Estado devia ser obrigado a proteger.

Há pessoas para quem o feto é como um dente, que pode ser arrancado e deitado para o lixo sem quaisquer problemas de consciência.
Mas, a seguir esse critério, convém definir muito bem quando é que um feto deixa de ser como um dente, por que razão deixa de o ser e por que razão deixa de o ser nesse momento em particular.
Essa discussão foi sempre recusada pelos defensores do aborto a pedido mas não pretenda que é uma discussão que não tem que ser feita. E, até ser feita, a opção pela despenalização do aborto a pedido, pago e promovido pelo Estado, é irresponsável.

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