Por Gonçalo Pires | Terça-feira, 21 Julho , 2009, 17:16

Dizem-nos que devemos gostar do bom gestor, do tipo grave, sério e com ar competente. Gostamos que nos digam que não se deve confiar em políticos, mesmo que dito por aqueles que se candidatam a lugares políticos. Gostamos que nos convençam que deveremos ser um bom aluno da Europa e vamo-nos entretendo, neste fado lusitano, imitando os crescidos na piscina das crianças. Dizem-nos que a retoma virá, mas que, como manda a prudência, o melhor é continuar a viver dentro das nossas possibilidades. 

 


Eu apoio projectos políticos audazes assentes em ideias mobilizadoras. Gosto de políticas orientadas para a inovação, de projectos ambiciosos que não tenham receio de nos fazer os primeiros. Gosto de objectivos exigentes mesmo que nem sempre alcançáveis. Prefiro avançar e não esperar sentado que a divina providência nos salve de nós próprios. Portugal precisa de uma visão estratégica e de políticas públicas empreendedoras. Precisa de governantes que saibam pensar o país que queremos no futuro - e que arrisquem, sim, que arrisquem. Esta crise não tem que ser vista como uma ameaça: esta crise pode e deve ser uma oportunidade para reposicionar Portugal.       

 

Prefiro choques tecnológicos a choques fiscais. Prefiro a banda larga, o Magalhães, a modernização da administração pública a descidas de 2% no IRC para stands de automóveis. Prefiro as barragens, as eólicas, o TGV e o carro eléctrico a poupanças em despesas de capital em tempos de crise e a negócios com o Citigroup para mascarar déficits inevitáveis.

 

Teremos tempo para discutir em detalhe estes e outros temas. Queria apenas começar por deixar claro um ponto. A situação actual obriga-nos a fazer uma escolha política decisiva para o futuro de Portugal. Entre o arrojo de quem acredita poder contribuir para transformar o país e o fatalismo do "não há dinheiro para nada", eu prefiro o primeiro.
 

 


Artur Esteves a 21 de Julho de 2009 às 18:11
É com um enorme amargo de boca que escrevo o seguinte.
Vou votar PS não pela extraordinária governação do Eng. Sócrates, mas pela extraordinária incompetência demonstrada pela oposição. Apenas para recordar, a amável avozinha que lidera o único partido que realmente se pode perfilar para governar, foi ainda não há muito tempo uma “brilhante” ministra das finanças, há mais algum tempo, uma, ainda mais “brilhante” ministra da educação.
Convém não ter memória demasiado curta…

Pressionista a 21 de Julho de 2009 às 19:39
Os artifícios que um gajo tem de arranjar para ver se engana os ainda mais papalvos que ele...
Ó Esteves, conta-nos outra, que essa não pega.

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