Por Ana Paula Fitas | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 23:04

Temos ouvido falar pouco da Banda Larga da Esquerda. É pena!... A Banda Larga da Esquerda é essencial para a dinâmica de vitória destas eleições. Se a Convergência de Esquerda é um reforço da esperança para Lisboa, a Banda Larga da Esquerda é importante para que se não perca a mensagem, o desafio e o objectivo político de todos os que não duvidam do prejuízo nacional que resultaria de uma governação de direita... os sinais são mais assustadores e sintomáticos do que provavelmente gostariamos mas, de facto, não é preciso esforço algum para perceber quais as bandeiras da direita e desmistificá-las reduzindo-as à sua natureza demagógica, populista e manipuladora... sob o lema "uma política de verdade", Manuela Ferreira Leite assumiu já que, nem investimento público, nem políticas sociais integrarão o seu eixo de prioridades de acção, deixando claro que perspectiva a proporcionalidade da carga fiscal em função dos rendimentos, designadamente no que se refere aos que se situam muito acima da média, como algo que só se justificaria "se os ricos andassem p'raí a dizer que não sabem o que hão-de fazer ao dinheiro" -expressão de "redutio ad absurdum" do senso comum que se constitui como um atentado a uma democrática e eficaz forma de tentar encontrar respostas justas para a crise que o país atravessa... tal como Alberto João Jardim assumiu que, o que à direita interessa na próxima legislatura, é a revisão constitucional para proibir o comunismo e extinguir o Tribunal Constitucional (o qual, contudo, mereceu à direcção do PSD o maior apoio por ter dado razão a Cavaco Silva em casos polémicos que o próprio PSD votou favoravelmente!), secundado por Pacheco Pereira, Rangel e o silêncio dos restantes. Nesta senda da "verdade", a lógica da direita alcançou um momento alto da sua estratégia eleitoral com os mais recentes cartazes negros do CDS-PP em que se mistura o caso BPN com as PME's de forma a provocar básicas reacções de choque e em que, mais grave ainda, se acusam os desempregados e os pobres que carecem do subsídio social de inserção, de não "quererem" trabalhar! A pergunta que se coloca a uma Esquerda credível e responsável é a de saber se prefere ser cúmplice da tomada do poder político pela direita, em nome da conquista de mais um ou outro deputado que não irá alterar a correlação de forças parlamentar ou, se é capaz de se ultrapassar a si própria em nome do interesse nacional. A Esquerda em Banda Larga ou melhor, A Banda Larga da Esquerda deveria equacionar o problema com seriedade... porque ou se está na política com as pessoas, isto é, com os cidadãos... ou se está na política para servir corporativismos que, sendo legítimos, são, neste momento, dispensáveis e inoportunos... A demagogia exacerbada do olhar único, seja ele de que lado fôr, pode ser sedutora mas é, por certo, contraproducente. A  sensatez e o bem-comum sabem isso, por experiência. A  Banda Larga da Esquerda precisa de todos... e o país justifica o esforço. É isso que os cidadãos querem e merecem... 


António Monteiro a 31 de Julho de 2009 às 10:31
Porque será então que depois de uma situação de governos socialistas ditos de esquerda, como o Eng. Guterres as finanças públicas ficaram na situação indesmentível que ficaram? Sendo preciso essa Sr.ª. Ferreira Leite obrigar-nos a apertar o cinto, depois veio o talvez Eng. Sócrates que continuou a auteridade, com a diferença da fúria cega à administração pública que ele encolheu em 50000 em vez dos 75000 que queria e muito à custa de aposentações, reduzir a máquina do estado devia começar pelos acessores dos acessores, pelos cargos politicos, pelo numero de ministérios e secretarias de estado, assim já não seriam necessários tantos funcionários públicos porque esses ministérios estavam extintos, segundo deve começar por poupar nas viaturas do estado, e por os governantes a ir para o trabalho no seu próprio carro como qualquer cidadão, reduzir as ajudas de custo de rei às deslocações do titulares de cargos politicos, passagem, alimentação e alojamento a cargo do estado, mas com limite de verba, em hoteis de 3 estrelas e não de 4 e 5 como fazem, viajar nos aviões propriedade das forças armadas que afinal são do estado, em vez de primeira classe em companhias aéreas, na melhor das hipóteses em low cost, nunca "jamais" em avião fretado. Esse é o exemplo, agora dizer como frei Tomás, faz o que ele diz, não olhes ao que ele faz, não obrigado, ou vamos todos esbanjar, ou vamos todos poupar, e nós podemos sempre poupar nos votos ao esbanjadores, aos que fazem inaugurações magestosas e com festas de arromba a expensas do hierário publico, desculpando-se que o empreiteiro e a população local os brindaram com um magnifico repasto, já vai o tempo que acreditávamos nisso, e digo-vos falo com conhecimento de causa, como empresário do ramo, já fui a alguns desses eventos.

Ana Paula Fitas a 31 de Julho de 2009 às 20:32
Caro António Monteiro,

Os governos liderados por Cavaco Silva foram, ao contrário do que se pretende fazer crer, além de despesistas, altamente penalizadores das condições de vida e de emprego dos portugueses. Em nome do rigor, até a violência foi utilizada contra os trabalhadores, às ordens do então Ministro da Administração Interna, Dias Loureiro (na Marinha Grande, por exemplo, recorda-se)... e a aparente inovação introduzida com o investimento na formação profissiona não resultou de mérito próprio mas dos compromissos com a então CEE... todos nos recordamos do desvario no gasto dos montantes destinados a esta vertente da política de qualificação e de emprego na altura, a qual gerou a anedota dos jipes a que se chamavam "cursos de formação profissional"... ou dos jovens agricultores que não eram jovens, não eram agricultores e obtiveram e gastaram os valores que a Europa destinara ao apoio ao desenvolvimento... tudo isto, numa época em que havia, de facto, grandes apoios financeiros, desbaratados como está à vista... contudo, mais grave ainda foi o facto de a par da política que acabei de identificar, a pobreza ter aumentado no país de tal modo que só Guterres com a coragem de enfrentar os dramas sociais do país, privilegiando, como foi lema da sua campanha, "as pessoas" e, ainda contra a introdução do Rendimento Mínimo Garantido, Rui Rio defendia tratar-se de um subsídio sem utilidade... esta (a)moralidade tem aliás, recente confirmação nas palavras de Manuela Ferreira Leite sobre os impostos sobre bens de luxo... mesmo quando nos não agrada, não podemos alterar o passado... resta-nos a consciência lúcida da realidade e o direito de exigir mais qualidade a todos mas, mesmo a todos, os intervenientes políticos. Obrigado pelo seu comentário.

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