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SIMplex

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30
Jul09

Sobre a titularidade de cargos públicos

José Reis Santos

A gestão do Estado não é fácil. Muito pelo contrário. É, cada vez mais, um processo complexo e muito dependente de factores não controláveis por quem exerce o poder. Não só muitos dos tradicionais instrumentos de gestão são hoje extra-nacionais, como a capacidade de recrutamento eficaz e eficiente deixa a desejar. As razões são diversas (económicas, políticas, culturais), e não serão aqui tratadas.

Mesmo assim, com estas condicionantes, há que ter ou desenvolver um culto de exigência na selecção de responsáveis para a ocupação de lugares no Estado. Da mesma forma, quem é seleccionado para a nobre função de servir o Estado, o País e o seu Povo, tem de estar à altura das suas responsabilidades. Tudo isto a propósito das ultimas declarações do Presidente do Instituto Português do Sangue. São inadmissíveis em qualquer cidadão informado e intoleráveis em quem ocupa o lugar que ocupa.

Recentemente tive a oportunidade de perguntar directamente ao José Sócrates a sua leitura das recentes intervenções de Gabriel Olim, que me respondeu, na célebre BlogConf, que as ia averiguar. Eu questiono: o que é mais preciso averiguar para demitir esse senhor? Estas recentes pérolas?

Como se entende, subscrevo na íntegra os recentes textos do Miguel e do João (aqui e aqui). Que se demita quem não a capacidade e a construção cultural e cívica de estar na gerência de organismos do Estado, de instituições públicas com as imputações das do Instituto Português do Sangue. Naturalmente o governo tem de tomar posição neste assunto. Só não entendo porque não foi esse senhor escrutinado antes de ter ido nomeado.

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