Por Carlos Manuel Castro | Terça-feira, 21 Julho , 2009, 01:55

           

 

Após a convocação das eleições, para 27 de Setembro, começou-se a ouvir toda a oposição ainda mais empenhada em xingar o Governo, o PS e José Sócrates.

O único objectivo, a única causa que move todos os partidos, do CDS ao BE, passando pelo PPD e PCP, é derrubar o PS. Custe o que custar.

Há uma sede obsessiva de condenar e derrubar a governação socialista.

Nunca, como hoje, houve tanto empenho da oposição em querer derrotar um Governo com tanta obra feita.

Há pouco mais quatro anos, quando o País despejou Santana Lopes e o seu Governo de direita, tal se deveu a uma profunda vontade de querer recuperar o crédito das instituições e legitimar um Governo que operasse uma efectiva mudança no País. Tudo o que a direita não fizera, pois anunciara a tanga e desbaratou as finanças, desacreditou o ensino e quase desmantelou a Segurança Social, desprezou a Saúde e ignorou a Economia. Ingredientes suficientes para afundar Portugal.   

Sócrates apresentou cinco grandes medidas, para dar um rumo ao País: Plano Tecnológico; Inglês no Básico; Retirar 300 mil idosos da pobreza; Criar o Cartão Único; e, criar 150 mil postos de trabalho.

Sócrates cumpriu o prometido, à excepção da medida de emprego, que só não a completou - e é importante referir que foram criados ao longo destes anos mais de 100 mil novos postos de trabalho, por que a crise global, que afecta tudo e todos, ao mesmo tempo, não permitiu a concretização desta medida na actual legislatura.

Infelizmente, a demagogia de toda a oposição faz de conta que não há uma crise global e que esta não tem impacto no nosso País. Como se no mundo actual algum Estado estivesse a criar ondas massivas de postos de trabalho.

O PS prometeu um rumo em 2005 e este foi concretizado.

Temos boas razões para considerar que o saldo desta governação socialista foi bastante positivo.

Somos admirados e reconhecidos no mundo por termos políticas exemplares, como a educativa e energética, que foram, e bem, concretizadas entre 2005 e 2009.

Mas, agora, é tempo de exigir mais. É tempo de o PS dar ainda mais ao nosso País. E fazê-lo progredir para níveis qualidade ainda mais elevados.

Os últimos anos elevaram os nossos patamares de desenvolvimento, mas precisamos de mais e melhor, de modo a continuar nesta senda, de criar um Portugal mais progressista e justo.

É preciso continuar a dar apoio ao rumo que se abriu em 2005, para que não recuemos.


Braveman a 21 de Julho de 2009 às 02:56
"Plano Tecnológico Trapalhada com alguns acasos positivos); Inglês no Básico (ui essencial... enfim mas cumprida); Retirar 300 mil idosos da pobreza (não faço a mínima ideia mas tenho cá as minhas dúvidas); Criar o Cartão Único (onde... nunca vi um); e, criar 150 mil postos de trabalho (gostava de saber em que país se pode prometer isto. A ideia não era reduzir os funcionários públicos))."

Carlos Manuel Castro a 22 de Julho de 2009 às 02:37
Caro Braveman,

Se não viu nenhum Cartão Único, e eles são bem visíveis, dificilmente quer ver o resto. Visões!

FFG a 21 de Julho de 2009 às 04:10
Muita boa noite.

Cuidado com as lições de casa, porque segundo o primeiro-ministro a questão dos 150.000 empregos não foi uma promessa, foi um "objectivo". Assim começam mal, logo a desdizer o "chefe" numa questão em que ele costuma colocar tanta importância?

Depois, deixemo-nos de confusões: quando o PS paga cartazes para transmitir a mensagem dos 150.000 empregos, o que está a dizer ao eleitorado é que pretende diminuir em 150.000 o número total de desempregados. Que se criaram 100.000 postos de trabalho não coloco em dúvida; mas....quantos se perderam?
No deve e no haver, temos mais ou menos desempregados do que em 2005?
Se fizerem questão; antes do eclodir da terrível crise mundial; tinhamos menos ou mais desempregados do que em 2005?

Depois, se o Governo não pode ser responsabilizado pelo desemprego, pois o estado não cria emprego em massa; como é que se pode atribuir ao mesmo governo a criação de 100.000 postos de trabalho até ao eclodir da crise?!
Se o Estado não pode criar emprego em número consideravel, como é que uma das justificaçãos para as obras públicas de grande investimento é mesmo essa?

Inglês no Básico? Boa medida, consensual e já resolvida.
Mas quer-se falar da Política de Educação do Governo, onde teríamos de nos debruçar sobre o facilitismo crescente e gritante e o processo burocrático de avaliação de professores, que só deu azo a confrontos com uma classe profissional e que a extrema-esquerda sindical ganhasse força no meio escolar; com os alunos a serem os prejudicados; ou prefere-se falar de medidas avulso, que são importantes mas não centrais?

É que se for caso disso, esqueceram-se de referir o Magalhães....

Isto que os senhores pensam do Partido Socialista:

" Só ele pode contribuir decisivamente para que Portugal se mantenha na vanguarda política do século XXI"

, resume os quatro anos de governação fundados numa visão messiânica de Sócrates.
Ainda por cima, o que é a "vanguarda política do séuclo XXI"?
Cartão do Cidadão, Inglês no Básico, Subsídios Sociais e objectivos de criar 150.000 postos de trabalho não importam quantos se percam?

E como é que isso resolverá o problema da Administração Burocrática, da Educação que não Educa, da Economia que não arranca e que não poderá sustentar tantos encargos sociais por muitos mais anos; ou da falta de qualificação da população activa que origina desemprego e falta de investimento, não se resolvendo com "novas oportunidades" que certificam estatísticamente mas que seguramente não melhoram as qualificações das pessoas?!

Obrigado e cumprimentos

Nuno a 21 de Julho de 2009 às 10:13
Ao ler alguns dos comentários dos vários posts concluo que este blog foi uma bela iniciativa para que se registe a diferença entre quem quer fazer algo e tem uma visão para o país e quem se perde em sofismas preferindo ser do contra e contra toda e qq mudança! A diferença entre ver a floresta e ver apenas uma árvore!
Cpmts

Carlos Manuel Castro a 22 de Julho de 2009 às 02:43
Caro Nuno,

Concordo inteiramente com as suas palavras.

Há que fazer e marcar a diferença. entre quem quer progredir e quem nada pensa e apresenta e só sabe dizer mal.

Nuno a 21 de Julho de 2009 às 10:15
Ao ler alguns dos comentários dos vários posts concluo que este blog foi uma bela iniciativa para que se registe a diferença entre quem quer fazer algo e tem uma visão para o país e quem se perde em sofismas preferindo ser do contra e contra toda e qq mudança! A diferença entre ver a floresta e ver apenas uma árvore! O PS terá o meu voto em Setembro. E como eu haverá muitos que não votaram ou votaram BE nas europeias.
Cpmts

Carlos Manuel Castro a 22 de Julho de 2009 às 02:39
"Desdizer o chefe"?

FFG,

Poupe-nos. A si e a mim!

E se não reconhece que o PS é, actualmente, a única força política, então é por que está a rasgar a realidade.

Marco Alberto Alves a 21 de Julho de 2009 às 14:55


Concordo. O Governo do P. S. foi o melhor em Portugal pelo menos desde o do Almirante Pinheiro de Azevedo. Ou, no mínimo, desde o primeiro de Cavaco Silva! Ninguém pode dizer o contrário.


Apesar de tudo, não estou 100% de acordo com a acção deste Governo. Gostaria de ter melhor alternativa onde votar. Mas não tenho. Nem nada que se compare ao de leve, ou que chegue aos calcanhares do P. S., por isso, infelizmente, não tenho escolha.


Espero que, com a derrota do P. S. D. nestas eleições, se abra caminho para a criação de novas forças políticas DEMOCRÁTICAS, que permitam enfim a alternância governativa em Portugal...

Castro Pina a 21 de Julho de 2009 às 16:59
"a derrota do P. S. D. nestas eleições"

Uma "derrota" igual à de 7 de Junho, não?

Carlos Manuel Castro a 22 de Julho de 2009 às 02:42
Caro Marco,

Do mesmo modo que não há pessoas perfeitas, os Governos (formados por estas) também não o são.

Mas, na globalidade, este é um mandato muito positivo e que vai ter ainda mais importância dentro de uns anos, quando repararmos, e reconhecermos, que várias medidas introduzidas nestes anos foram diferenciadoras e cruciais para o nosso desenvolvimento. O Plano Tecnológico é, sem dúvida, uma dessas incontornáveis marcas.

Vasco Rosa a 21 de Julho de 2009 às 23:42
Em termos de política cultural, o resultado não me parece nada bom, e não vejo perspectivas de melhorar.

Mas se quiser fazer o favor de me explicar e tentar convencer, pois agradeço.

Carlos Manuel Castro a 22 de Julho de 2009 às 02:48
Bom apontamento Vasco.

Ainda há dias José Sócrates reconheceu que a Cultura foi uma das áreas onde se devia ter feito mais trabalho.

De qualquer modo, já se verifica um cuidado em querer apresentar um bom programa de Cultura para o próximo mandato (http://www.socrates2009.pt/Conteudos/Noticias/Socrates-prepara-programa-de-Governo-com-agentes-c.aspx).

Vasco Rosa a 22 de Julho de 2009 às 12:30
O PM reconheceu o irrecusável, mas tarde e a más horas, quando deveria ter feito tudo bem muito antes, escolhendo bons ministros, o que não fez, e soibretudo boas políticas, o que fez muito menos. A ampliação da Biblioteca Nacional é realmente uma obra importante e um investimento considerável, mas enquanto não se ampliar o orçamento do Ministério nada feito. Lei do Depósito Legal à espera... Museus à penúria abjecta... Actividade editorial da INCM decrépita e ruinosa por ausência de bons profissionais... Relações culturais com o Brasil quase a zero (conheço muito bem este assunto). O ministro actual prometeu que ia ler um documento crítico de Manuel Maria Carrilho, que lhe era especialmente destinado, e teria de ter lido antes de toda a gente, mas a verdade é que os comentários que prometeu fazer ninguém os conheceu... E por aí vai.

A sessão de pura propaganda de que me enviou o link, contou com a presença de alumas nulidades nacionais. É delas que o PS quer ouvir conselhos? Vai mal, muito mal...

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