Por Luis Novaes Tito | Segunda-feira, 27 Julho , 2009, 15:48

BlogConfNos últimos dias ouviu-se várias vazes uma coisa com que concordo profundamente:

- Há que especializar jovens e torná-los capazes e com competência para exercerem profissões altamente especializadas, abrindo caminho para a mão-de-obra do futuro.

 

As vias profissionalizantes são alternativas a ter conta, principalmente quando andamos a licenciar em cursos sem quaisquer prespectivas gerações de jovens que depois não conseguem chegar ao mercado de trabalho e, quando chegam, têm de aprender diferente daquilo que lhes ensinaram nas escolas.

 

Mas não basta que se crie mão-de-obra. É necessário que esses jovens tenham a prespectiva de serem tão valorizados e poderem atingir os mesmos topos que os outros que se penduram nos "canudos" e olham para os especializados como "carne-para-canhão".

 

Vai ser à volta deste tema do Portugal parolo dos doutores e engenheiros que penso questionar mais logo, a partir da 17:30 h na LX Factory, o Secretário-geral do PS. A BlogConf poderá ser seguida em directo, via Internet, em muitos Blogs e no WebSite Sócrates2009.

 

No Twitter terá rasto através da hashtag #BlogConf


Rui Herbon a 27 de Julho de 2009 às 16:26
Uma excelente questão, Luís.

menosketiago a 27 de Julho de 2009 às 16:59
Acho que separar entre profissionais especializados e licenciados é um pouco estereotipizante...

Nem todas as licenciaturas formam doutores e engenheiros, eu por exemplo sou licenciado em Design de Equipamento pelas Belas Artes de Lisboa e sou um profissional tecnicamente especializado.

Aliás já o era antes de entrar na faculdade e depois de sair ando há quase um ano a saltar entre falsos recibos verdes e ultimamente até passei por um mês e meio de escravatura à moda do séc XXI, literalmente e apesar do "canudo" ando a ser tratado como carne de canhão.

Ah e já agora menciono que além de ser técnico tenho uma vasta gama de conhecimento teóricos que nenhum designer de via profissionalizante terá, a não ser que seja auto-didacta...

Tenho o direito de achar que posso ser devo ser valorizado por ter ambas as componentes formativas? Claro! Mas com base no currículo e capacidades profissionais e não em ideias pré-concebidas que dividem as pessoas em "canudos" e do outro lado "os profissionais competentes".

O que conta é o trabalho que cada um faz e sabe fazer, não a formação.

E que tal antes este ponto de vista - educar para empregar!

Rui Herbon a 27 de Julho de 2009 às 17:06
"O que conta é o trabalho que cada um faz e sabe fazer, não a formação."

Esta é uma ideia com a qual concordo em absoluto, mas que levará tempo a ser absorvida pela sociedade portuguesa.

Luis Novaes Tito a 28 de Julho de 2009 às 12:28
Estamos de acordo, caro Rui, embora a formação seja imprescindível para fazer bem. O que me parece é que confundir formação com habilitações literárias é o mal de muita gente.

Luis Novaes Tito a 28 de Julho de 2009 às 12:22
Caro Menoketiago

Educar para o emprego, nunca. Os empregos só fazem sentido se representarem trabalho e trabalho pode ser com emprego ou por conta própria.

Do resto do texto talvez me tenha explicado mal, senão teria entendido que a base do raciocínio é o mérito (competência - saber fazer – saber coordenar) e isso tem pouco a ver com as habilitações literárias, como digo no texto, forma parola de doutores e engenheiros se imporem sem terem de comprovar o mérito.

Não sei se conhece, mas eu conheço inúmeros licenciados que, só por o serem, atingem o topo das escalas sem qualquer mérito. A condição de licenciado, só num país parolo é chave para se atingirem determinados patamares fechados a quem tem trabalho e curriculum (mérito) comprovado mas que, não tendo o canudo, nunca lhes poderá aceder.

Há que abrir oportunidades para os mais capazes e acredite que para se ser mais capaz é necessário adquirir os conhecimentos de que fala mas que não têm de ser resultantes de uma licenciatura.

menosketiago a 28 de Julho de 2009 às 12:46
Não é "educar para o emprego" é "educar para empregar", de forma mais simples formar quem contrata, formar os empresários para lidarem com os RH!

A falta de formação da classe empresarial em Portugal é o maior problema que a nossa economia enfrenta hoje e no futuro.

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