Por Tomás Vasques | Segunda-feira, 20 Julho , 2009, 17:58

 

Quer queiramos quer não, a crise que nos bateu à porta, por via do sub-prime, e que atingiu em primeiro lugar o sistema financeiro antes da economia real, inédito em todas as crises anteriores (e foram mais de 30 nos últimos 250 anos), ainda está longe do seu fim. Mesmo que a actual crise já tivesse «batido no fundo», como alguns optimistas nos dizem, a experiência diz-nos que, a ser assim, ainda faltam quase dois anos para a economia real se recompor, o desemprego abrandar e o consumo reagir positivamente. Até lá é preciso governar atendendo às circunstâncias, sobretudo em matéria de investimento público e de sensibilidade social. Ora, quem não conhece as circunstâncias: o PSD, pela boca da sua líder, já demonstrou que está a leste de tudo isto, quando classificou esta crise – uma das mais profundas de sempre - como um «abalozinho» (e não nos venham exigir «interpretação especial» para as suas palavras, porque aqui há ignorância ou má-fé, e mais nada); quem não tem norte, nem rumo em relação ao investimento público; e, quem, quanto à sensibilidade social, não tem uma ideia, tendo a líder do PSD afirmado que «não há nenhuma medida anunciada por este Governo qual a qual discorde», governar significaria o desastre, sobretudo para quem mais sofre as consequências desta crise. A incapacidade de resposta por parte do PSD transforma-o num perigo para os portugueses, caso ganhasse as próximas legislativas. O desvario e as suas consequências seriam de tal ordem que, três meses depois, já estavam a dar o dito por não dito, e a proclamar que o «abolozinho» era, afinal, a maior crise dos últimos dois mil anos. Nós temos memória!


A. Pinto de Sá a 20 de Julho de 2009 às 18:32
Realmente, não temos memória.
Há quatro anos vivíamos melhor. Mas, mesmo assim, há quem preconize que o país se afunde ainda mais.
Bom proveito aos portadores de "colete de salvação" fornecido pelo Largo do Rato!

Paulo Garrido a 20 de Julho de 2009 às 19:42
Quem refere o paraíso português à quatro anos, bem merece um colete de forças. Quem não dá suficiente crédito aos efeitos que uma crise internacional como esta provocou nesta e em qualquer governação, numa palavra, duas, é doido. Agora, não deixa de ser espantoso, vermos alguns escribas da laranja podre, que tanto prestam vassalagem ao discurso dos pobres e honrados da querida velha do Restelo, como, verdadeiramente possuídos por um qualquer deus satânico, desatam a prestar alvíssaras por fulanos como o Sr. Santana Lopes. Dentro desse grupo, avulta o velhadas que escreve no Portugal pequenino, que não é pequeno, é um anão cabeçudo e mal disposto...

A. S. Pereira da Silva a 20 de Julho de 2009 às 20:51
A garridice favorece a asneira. Desde a ortográfica à mental.
Haja pachorra.

Álvaro Pires a 20 de Julho de 2009 às 21:03
O disparate é livre. O ortográfico, então, é libérrimo: "à" mesma mais de quatro anos...
Disparate à vontade, portanto, e chame louco a quam quiser, à "boa" maneira estalinista.
Acho que, assim, vai caçar muitos votos para o seu PS.

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