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SIMplex

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26
Jul09

Jamais/Jamé bate recorde

Bruno Reis

Não me atreveria a responder a este jamé [sic] do Rodrigo Adão da Fonseca por vez da Sofia. No entanto, como no fundo e bem espremida este laranja diz que tudo o que a Sofia afirma é verdadeiro e bom, não há muito a que responder.  

 

Como simplex leitor atrever-me-ia (ainda assim) a dizer que não me parece que alguém na esquerda seja tão optimista que pense em dar computadores a analfabetos. Ou seja, e isto parece ser algo que alguma direita por alguma razão (falta de literacia?) tem dificuldades em perceber: o Magalhães pressupõe miúdos que saibam ler e escrever. Ou seja, uma (computadores) não é suposto substituir a outra (saber ler e contar). Literacia = bom. Literacia electrónica = também bom. 

 

Também não me parece certo ver um utópico optimismo de esquerda  no pensar-se que, em princípio, os médicos e outros profissionais da saúde são alfabetizados. (Até me parece que o PSD ou alguém por ele colocar isso em dúvida será talvez visto  como um insulto).

 

Mas o verdadeiramente importante do poste é a conclusão:

 

a competitividade não depende da "vontade política", nem do "investimento público", nem da "aposta em novas tecnologias". Depende, sim, de drivers pouco simpáticos para o socialismo centralizador. A competividade assenta na inovação dos agentes privados, na diminuição da carga fiscal, na educação, na libertação do tecido económico do peso da burocracia e, sobretudo, na livre concorrência, que não pode ser distorcida pelas intervenções governamentais ou dos agentes públicos.

 

Mas esperam lá... não foi a direita que andou, há dias, a massacrar o agente público conhecido por Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, porque não interveio mais no BPN (depois do escândalo, claro)?

 

É sabido que a memória política em Portugal é curta, mas isto é um novo recorde.

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