Por Porfírio Silva | Terça-feira, 08 Setembro , 2009, 09:58

 

Louçã ao Público: «A esquerda precisa de uma força para ter maioria e essa força não é o PS.» Resumo do jornal: «O Bloco de Esquerda não será governo sozinho. Mas o líder bloquista recusa nomear com quem fará alianças. Para já, exclui o PS da “maioria de esquerda”.»

Não sei qual de dois traços de Louçã é mais digno de nota agora que ele já se imagina primeiro-ministro.
Será o irrealismo? Sim, porque querer que destas eleições saia uma maioria de esquerda sem o PS...
Será a arrogância? Sim, porque dizer aos socialistas que eles não são esquerda... Quem lhe dá esse direito? O que o autoriza a querer ser jogador e árbitro ao mesmo tempo? Por que razão se arroga o papel de guarda da ortodoxia, da norma, da definição do que é ser de esquerda?

É tempo de avisar aqueles que esperavam que o BE ajudasse a renovar a esquerda: este homem vai desperdiçar os votos do Bloco em nome da sua ambição. Ele pode querer ficar na história como o primeiro líder trotskista deste mundo (e de qualquer outro) a ser primeiro-ministro. Mas uma "experiência histórica" desse calibre só interessa a meia dúzia de iniciados. E a nossa vida concreta interessa a todos nós.

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closer a 8 de Setembro de 2009 às 16:27
Meu caro Porfírio:

Parte de outro pressuposto errado: que eu sou inteligente.

Não, não sou! Se fosse veria a bondade das políticas de esquerda de Sócrates, mas como só digo palavras vazias e gratuitas, pode concluir, acertadamente que não sou inteligente.

Mas entretanto, mesmo sem inteligência, acedi, às actas da AR do tempo em que Bagão Félix era ministro do trabalho e em que foi aprovado o célebre código do trabalho. Sabe que com tanta pontaria que fui logo parar às declarações do então deputado Vieira da Silva. Sabe quem é? Presumo que sim. Revogaremos o código de trabalho assim que formos governo.

Sabe uma coisa, caro Porfírio? Eu não sou inteligente, mas tenho náuseas!

Porfírio Silva a 8 de Setembro de 2009 às 16:43
Talvez, em vez de tanta ginástica, pudesse fazer uma apreciação dos resultados concretos dessa legislação tão temível... O PS fez uma revisão progressista da legislação do trabalho, contra a precariedade e a favor da contratação colectiva, abrindo perspectivas de contrariar a "individualização" das relações laborais, que, essa sim, é a marca de qualquer política que quer enfraquecer o trabalho na relação com o capital. Mas, claro, seria melhor proibir os despedimentos nas empresas que dessem lucro, não era? Isso é que seria proteger o emprego, não era?

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