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SIMplex

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08
Set09

uma experiência histórica?

Porfírio Silva

 

Louçã ao Público: «A esquerda precisa de uma força para ter maioria e essa força não é o PS.» Resumo do jornal: «O Bloco de Esquerda não será governo sozinho. Mas o líder bloquista recusa nomear com quem fará alianças. Para já, exclui o PS da “maioria de esquerda”.»

Não sei qual de dois traços de Louçã é mais digno de nota agora que ele já se imagina primeiro-ministro.
Será o irrealismo? Sim, porque querer que destas eleições saia uma maioria de esquerda sem o PS...
Será a arrogância? Sim, porque dizer aos socialistas que eles não são esquerda... Quem lhe dá esse direito? O que o autoriza a querer ser jogador e árbitro ao mesmo tempo? Por que razão se arroga o papel de guarda da ortodoxia, da norma, da definição do que é ser de esquerda?

É tempo de avisar aqueles que esperavam que o BE ajudasse a renovar a esquerda: este homem vai desperdiçar os votos do Bloco em nome da sua ambição. Ele pode querer ficar na história como o primeiro líder trotskista deste mundo (e de qualquer outro) a ser primeiro-ministro. Mas uma "experiência histórica" desse calibre só interessa a meia dúzia de iniciados. E a nossa vida concreta interessa a todos nós.

2 comentários

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    am 08.09.2009

    O PCP é comunista da velha guarda soviética, apenas moderado pela necessidade de se enquadrar numa democracia europeia. O PS é socialista democrático ou social democrata, por aproximação histórica pela esquerda. O PSD é social democrata, por aproximação histórica pela direita à praxis social democrata e muito pouco ideológico. O CDS é um partido menos liberal nos costumes e mais liberal na economia e do que o PS e o PSD.
    O BE é o quê? Os dirigentes são comunistas, vindos do PSR, da UDP ou da Política XXI, que já vinha do PCP. Têm fortíssima ascendência da IV Internacional. Têm um discurso focado na crítica social, no qual os eleitores não vislumbram, à primeira vista, as características ideológicas; porém, as características ideológicas transparecem nas poucas ocasiões em que não conseguem deixar de apontar soluções para as questões levantadas. Acresce um aspecto de esquerda chique que tem o seu acolhimento num pequeno nicho eleitoral e nunca esteve no governo, portanto não é associado à situação política. Atingiu o limite do crescimento e metade dos eleitores (os do voto de protesto) voltarão ao PS. Poderá não ser já na próxima eleição, por causa dos conflitos em que o governo se meteu (e que o PM já reconheceu), mas voltarão.
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