Por Sofia Loureiro dos Santos | Quinta-feira, 03 Setembro , 2009, 21:38

 

Realmente hoje é um dia de que a democracia não se pode orgulhar. A total irresponsabilidade perigosa de José Aguiar Branco e de muitas outras personalidades ao acusar José Sócrates e o PS de terem forçado a demissão de Manuela Moura Guedes, é um desrespeito total pelas regras de um estado democrático.

 

É inaceitável que se levantem este tipo de suspeitas e calúnias gravíssimas sem que haja qualquer resquício de factos que comprovem as acusações.

 

A última pessoa a ganhar com esta demissão é, precisamente, José Sócrates. A decisão de demitir Manuela Moura Guedes, que conduzia um programa em que se praticava muita coisa, mas não jornalismo, muito menos jornalismo de investigação, é da competência da administração da empresa. Manuela Moura Guedes até já tinha afirmado que se a nova administração a demitisse era muito estúpida. Por coincidência Manuela Moura Guedes tinha uma reportagem fantástica sobre o caso Freeport.

 

Mas as coincidências não se ficam por aqui. É que hoje foram conhecidas as pressões exercidas pelo governo sobre Alexandre Relvas, chantageando-o a propósito dos negócios que tinha com o Estado. Também por coincidência, um dos pilares da estratégia eleitoral do PSD, iniciada há algum tempo por Pacheco Pereira, é o slogan da asfixia democrática e da falta de liberdade na sociedade portuguesa.


É estranho que, para toda a oposição, a única coincidência que existe em todo este processo é mesmo a pouca inteligência de José Sócrates.


Para mim, Manuela Moura Guedes é a negação do que deve ser uma jornalista. Sou totalmente contra qualquer condicionante da liberdade de expressão. A possibilidade de se praticarem pressões políticas conducentes a qualquer tipo de censura, velada ou explícita, deve ser imediatamente repudiada, accionando-se todos os instrumentos legais para punir quem o fizer.

 

Tanto a nova administração da TVI como quem acusa o governo, o PS e Sócrates de condicionarem a demissão seja de quem for, devem de imediato apresentar os factos em que se baseiam para o afirmar. Era muito importante que a TVI divulgasse a reportagem sobre o Freeport a que se refere Manuela Moura Guedes.

 

Senão a única conclusão a tirar é que, para que José Sócrates perca as eleições, todas as armas, mesmo as mais abjectas, são permitidas. Estamos num novo PREC, em que se acusava o PS e os próximos do PS de fascistas, reaccionários, antidemocráticos, controladores, pidescos, etc.

 

Espero as declarações do Presidente a propósito deste assunto. Ou será que este ambiente de suspeição e calúnias não o preocupa, tanto como os graves problemas do país, como o  desemprego e a recessão económica?

 

Nota: Também aqui.

 

 


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