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SIMplex

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27
Jul09

Mais Transparência

Rui Pedro Nascimento

Um dos maiores desafios que se deparam ao próximo governo será claramente o da transparência. Se repararmos, dos maiores ataques ao governo do Partido Socialista, muitos tiveram a ver com a transparência, ou a hipotética falta dela, na acção política do governo que agora chega ao seu fim.


Nos tempos que correm, a transparência é um bem essencial à política. Um bem essencial que continua a escapar em Portugal. É tempo de fazer alguma coisa para que o dinheiro do estado e seu uso seja mais facilmente perceptível pelos cidadãos deste país.

 


 

27
Jul09

Educar para o trabalho

Luis Novaes Tito

BlogConfNos últimos dias ouviu-se várias vazes uma coisa com que concordo profundamente:

- Há que especializar jovens e torná-los capazes e com competência para exercerem profissões altamente especializadas, abrindo caminho para a mão-de-obra do futuro.

 

As vias profissionalizantes são alternativas a ter conta, principalmente quando andamos a licenciar em cursos sem quaisquer prespectivas gerações de jovens que depois não conseguem chegar ao mercado de trabalho e, quando chegam, têm de aprender diferente daquilo que lhes ensinaram nas escolas.

 

Mas não basta que se crie mão-de-obra. É necessário que esses jovens tenham a prespectiva de serem tão valorizados e poderem atingir os mesmos topos que os outros que se penduram nos "canudos" e olham para os especializados como "carne-para-canhão".

 

Vai ser à volta deste tema do Portugal parolo dos doutores e engenheiros que penso questionar mais logo, a partir da 17:30 h na LX Factory, o Secretário-geral do PS. A BlogConf poderá ser seguida em directo, via Internet, em muitos Blogs e no WebSite Sócrates2009.

 

No Twitter terá rasto através da hashtag #BlogConf

27
Jul09

(post-it 1) Apresentação

João Paulo Pedrosa

Sou da direita do PS, sem com isso deixar de ser vincadamente de esquerda.

Sou da direita do PS porque não me quero confundir com o discurso populista de que vale mais um revoltado do que um revolucionário, adoptado, por exemplo, pelo BE, que tudo promete mas nada pretende vir a cumprir.

Sou vincadamente de esquerda porque, ao contrário deles, não pretendo ser cúmplice das propostas políticas da direita.

 

27
Jul09

ASSOBIAR PARA O LADO

Eduardo Pitta

Na política, como na vida, assobiar para o lado paga-se caro. Quando foi da greve dos camionistas, Manuela Ferreira Leite, recém-eleita líder do PSD em nome da credibilização do partido, preferiu ir a Londres ver o neto, borrifando-se para o que se passava nas estradas do país. Agora não foi à Madeira para as celebrações do Chão da Lagoa, onde teria oportunidade de (se estivesse interessada em) demarcar-se dos excessos de Alberto João Jardim. Num caso como noutro optou pela fuga aos problemas. Se isto é assim na oposição, como seria no governo?

27
Jul09

Coisa feia, a inveja

André Couto

Alguma direita ingrata, como Helena Matos e Tiago Moreira Ramalho, veio ontem a terreiro vociferar críticas a António de Almeida Santos, por este, nos elogios que teceu a Hermínio da Palma Inácio, ter dito que "o Partido Socialista esteve sempre disponível para o compensar e o recompensar da forma que ele quisesse" e que Palma Inácio "nunca quis nada: nenhuma honraria, nenhum cargo, nenhuma nomeação".

Quem sente tem memória e não nega a História na forma daqueles que mais lutaram pela liberdade, pela revolução, por coisas tão simples como o sacrossanto direito que o Tiago e a Helena hoje têm de opinar, mesmo de forma infame.

Com o 25 de Abril substituíram-se os governantes depostos por uma nova geração. Assumiram as rédeas do País aqueles que mais lutaram e pugnaram pela desejada mudança, aqueles que, por feitos heróicos ou persistente resistência, decisivamente contribuíram para a ansiada Revolução. É natural e dificilmente poderia ser doutra forma.

Estranho que a supra citada direita não critique aqueles que nos seus clubes políticos se dedicam a intensas e injustificadas permutas de lugares, nomeações e honrarias. Palma Inácio deve ser a todos os títulos lembrado como exemplo. Homem de luta desinteressada, Homem que defendia os valores pelos valores, sem segundas intenções ou na forma de investimento.

Hermínio da Palma Inácio ao tempo, naquele contexto e pelo que demonstrou, merecia ocupar as mais variadas funções através de nomeação ou eleição, bem como receber múltiplas honras. O facto de tudo ter rejeitado demonstra bem o seu carácter e espírito de luta desinteressada.

O problema da direita é não possuir exemplos destes. Seria um bom começo pensarem porquê.

26
Jul09

O "Estado da Arte"...

Ana Paula Fitas

O caso ou melhor, o "não-caso" da polémica causada pela notícia do eventual convite dirigido pelo PS a uma militante do BE, justificou orgulhosos excessos verbalísticos dirigidos por Francisco Louçã contra José Sócrates... ao ponto do Primeiro-Ministro ter vindo a público, através das televisões, desmentir o pseudo-facto e de Francisco Louçã, enervadíssimo com a possibilidade de se ter precipitado, na sua ânsia de reabilitação paternal de Joana Amaral Dias, ter depois tentado, já sem grande margem de credibilidade aos olhos da opinião pública, desmentir o desmentido!... Ora, para além do facto de não ser proibido dirigir convites a quem quer que seja e de, estranhamente, Joana Amaral Dias se ter remetido a um conveniente mas pouco claro e responsável silêncio, o incidente revela, acima de tudo, o teor das preocupações do BE em período pré-eleitoral, reiterando a inconsistência de um projecto político que começa, à maneira do PSD, a esgotar-se no ataque ao Partido Socialista cujas Bases Programáticas agora anunciadas, pela incidência no papel destacado que as Políticas Sociais aí ocupam, seguramente o irritaram e deixaram mais inseguro. Se não há, de facto, organizações partidárias sem "paredes de vidro" (ler aqui texto e comentários) e se a Democracia Representativa tem ainda muito que aperfeiçoar para poder, inequivocamente, ser reconhecida como uma justa e interessante modalidade da organização societária, o Partido Socialista continua assertivamente a afirmar-se como, entre todas as forças em confronto no desafio que terá o seu desfecho no próximo mês de Setembro, o único projecto nacional coerente para enfrentar a crise e promover o desenvolvimento, evitando recaídas anómicas de longa duração.