Por Palmira F. Silva | Quinta-feira, 27 Agosto , 2009, 01:34

Paulo Rangel lançou-se hoje na universidade de verão do PSD numa diatribe contra os «paladinos da ética», essa gente que pensa, erradamente para o eurodeputado, que ética e política  se deveriam conjugar. Em causa estava a alocução de  Marques Mendes que ontem se referiu à falta de ética como um dos "pecados capitais" da política nacional. Da verberação do eurodeputado retenho a confirmação de que, para o PSD de Manuela Ferreira, «A credibilidade da política não está na ética». Se dúvidas houvesse, esta intervenção esclareceu-as...


rui david a 27 de Agosto de 2009 às 03:04
aceita-se que política e ética não sejam exactamente a mesma coisa.
Foi aliás um princípio que os neoconservadores se esforçaram por popularizar durante anos para justificar muitos dos crimes cometidos durante a época Bush.
O que é estranho é ouvir essa afirmação de quem não fez mais, como oposição, do que tentar aproveitar-se do equívoco.

Joaquim Amado Lopes a 27 de Agosto de 2009 às 12:14
Em primeiro lugar, a expressão «A credibilidade da política não está na ética» não pode ser lida isolada do contexto em que tenha sido proferida. Esse contexto não é apresentado na notícia.

Em segundo lugar, Paulo Rangel limita-se a contestar qualquer efeito automático da situação de arguido ou acusado, defendendo que "há situações e situações e que devem ser ponderadas umas e outras”.

Por acaso a Palmira acha que alguém que seja constituído arguido deve ficar impedido de se candidatar a um cargo público?
Se sim, isso quer dizer que qualquer detentor de cargo público que seja constituído arguido deve abandonar ou suspender o cargo?

Isto aplica-se a todos os arguidos, independentemente da razão porque está nessa situação, ou só a alguns? Quais?

Em todos os casos, p.e. também casos de agressão ou injúrias? Ou só crimes com uma determinada moldura penal?
Só casos de crimes cometidos no exercício de uma função pública?

O efeito de impedimento de candidatura ou suspensão do cargo deve ser automático e imediato? Ou deve ser decidido caso a caso?

Se decidido caso a caso, quem é que decide? A opinião pública ou o tribunal?

Por fim, uma declaração de interesse (que parece ser muito do agrado de alguns Simplexes):
Sou militante do PSD, subscrevi a candidatura de Manuela Ferreira Leite à liderança do PSD e considero que o seu desempenho no cargo tem sido de molde a continuar a merecer a minha confiança.
No entanto, não concordo com tudo o que tem feito. P.e. Não concordo com a inclusão de António Preto e Helena Lopes da Costa nas listas de candidatos à Assembleia da República.

José Barros a 27 de Agosto de 2009 às 15:01
“Naturalmente que pode é haver avaliação política da situação em que as pessoas se encontram, o que não deve é haver efeitos automáticos e muito menos legais de uma pessoa que é, por exemplo, arguido ou acusado, ficar impedido de exercer actividade política, isso não deve ser automático”, sublinhou, insistindo que essa avaliação política das circunstâncias deve ser feita por quem de direito e que essa avaliação deve ser respeitada.

Como justificação para esta posição, Paulo Rangel salientou que não se pode acabar com a presunção da inocência em Portugal.

Contudo, acrescentou, isso não quer dizer que em “determinadas circunstâncias as próprias pessoas ou quem tem de avaliar politicamente essas decisões não retire consequências políticas”. - Da notícia linkada

Perfeitamente de acordo com Rangel em tudo quanto disse sobre a inclusão de arguidos acusados nas listas do PSD ou de qualquer outro partido. O resto é politiquice rasteira, incapaz de contra-argumentar senão com base na manipulação de frases.


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