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SIMplex

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20
Jul09

O grande salto em frente do ensino profissional

Eduardo Graça

Foi anunciado, recentemente, pelo 1º ministro que no próximo ano lectivo a oferta de “cursos profissionais” alcançará o número recorde de 125 mil vagas. Trata-se, certamente, da oferta conjunta - sistema público e privado - de ensino profissional a partir do 10º ano de escolaridade representando cerca de 50% do total de vagas do secundário.

 

A notícia passou mais ou menos despercebida mas é da maior relevância na estratégia do desenvolvimento da educação em Portugal. Eu próprio estive associado, em funções técnicas - nos idos de 1989 - ao relançamento do “ensino profissional” em Portugal, quase a partir do zero.

 

Trabalhei e reflecti acerca do tema que, apesar de complexo, na sua essência, não dá margem para grandes especulações. O que aconteceu de novo, nos últimos 4 anos, permitindo este grande salto em frente?

 

A resposta é simples: a abertura em força de cursos profissionais na escola pública. Com mais ou menos dificuldades, mais ou menos resistências, a escola pública, por decisão política do governo socialista, reassumiu a oferta do ensino profissional.

 

Em boa hora decidiu o governo romper com uma espécie de inércia que dava asas àquele tipo de discurso saudosista: “no tempo das escolas técnicas é que era bom!”

 

A nova oferta de cursos profissionais foi crescendo gradualmente aproximando-se da meta estabelecida pela União Europeia: 50% dos alunos do ensino secundário em cursos profissionais.

 

Alcançar esta meta representa um grande sucesso para o país por diversas razões:

 

1- Permite uma maior liberdade de escolha para os alunos;

 

2- Fomenta a efectiva aproximação da formação escolar ao mundo do trabalho;

 

3- Contribui para combater, de forma eficaz, o abandono e insucesso escolares;

 

4- Dá satisfação a uma aspiração profunda, e antiga, das famílias e das comunidades.

 

O governo cumpriu, no essencial, um dos compromissos mais importantes da reforma da educação a que se tinha proposto. Este é um dos muitos casos em que a obra feita não é notícia! Acerca do tema escrevi aqui, aqui e aqui.

2 comentários

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    Eduardo Graça 20.07.2009

    A realidade do ensino profissional não é susceptível de grande controvérsia. Sempre se podem dizer umas piadas que, até ao momento, são decentes. Mas os críticos que anotem, para futuro, as contas que agora faço, as contas que já antes fiz, pois, seja qual for o governo está condenado a prosseguir a tarefa. Uma coisa é certa: o governo que desbloqueou o processo de desenvolvimento, e crescimento, do Ensino Profissional - incluindo no seio da escola pública - foi o governo PS que está em funções. O governo que iniciou o processo de lançamento do ensino profissional foi o de Cavaco Silva, sendo Ministro da Educação Roberto Carneiro.
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    CorretorMais

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