Por Rogério Costa Pereira | Quarta-feira, 26 Agosto , 2009, 12:12

"A homossexualidade choca os meus princípios e valores, mas longe de mim impedir que seja quem for a pratique." [Carlos Martins, Rua Direita]

 

Continuai, pois, meus filhos, a praticá-la em paz. O Carlos Martins não fará nada para o impedir. Não vos entrará, de crucifixo em riste, pela alcova adentro, embora, presumo, não vos livreis de uns belos padres-nossos rezados pela vossa alminha pecadora.

Já me esquecia, o post do Carlos pretendia ser, de acordo com o título, sobre a "liberdade de escolha e o veto". Não foi.


fraleck a 26 de Agosto de 2009 às 13:11
e o blogger da Rua Direita vai votar Paulo Potas, suponho?

Francisco Cavaco a 26 de Agosto de 2009 às 14:20
Será que não pode chocar? é proibido que a homossexualidade choque alguém,o senhor não tem nada que o choque.Deixe lá que o homem se choque e não goze com isso acha que isso é importante para os Portugueses.

Rogério Costa Pereira a 26 de Agosto de 2009 às 15:09
O ponto não era esse, era este "mas longe de mim impedir que seja quem for a pratique.".

António da Costa a 26 de Agosto de 2009 às 14:22
Como se praticasse uma modalidade desportiva.... não há saco.

Carlos Sousa a 26 de Agosto de 2009 às 14:24
Querem outro, aqui vai... (e encontram para ai 80% destes em Portugal)
... A homossexualidade a mim também me choca. Na sua plenitude impediria a continuação da espécie. Se o seu pai fosse "rabeta", você não estava aqui a escrever o que bem entende.

Rogério Costa Pereira a 26 de Agosto de 2009 às 15:13
Qual é a margem de erro desses dados da "para aí Sondagens"? Na plenitude impediria a continuação da espécie? O que é isso da plenitude? Isso existe ou é um "se" daqueles que transformam as avozinhas em bicicletas? Já Quanto a si, penso que se o seu pai fosse homossexual isso não o impediria - a si - de estar aqui a escrever essas alarvidades. Ou você pensa que os homossexuais não deixam os filhos escrever livremente?

Filipe Guedes Ramos a 26 de Agosto de 2009 às 16:28
Concordo absolutamente, Rogério.
Chocando ou não, todos têm direito à escolha do tipo de vida que lhes é mais conveniente.
E aproveito para introduzir a ideia de que todos somos livros de fazer o que bem entendemos, desde que essa mesma liberdade não interfira com a dos outros.
Ora pois um homossexual interfere na sua liberdade?
Tem todo o direito de não gostar, de não aprovar. Mas qual a sua autoridade para criticar o estilo de vida? O estatuto minoritário confere-lhe o título de chacota nacional?
Creio que, antes de falar, deveria pensar melhor nas alarvidades grosseiras que profanam as regras sociais, disparando ofensas para o ar, acabando sempre por atingir inocentes bystanders ".

Francisco Cavaco a 26 de Agosto de 2009 às 15:31
O casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma coisa gira pq é dos poucos temas em que temos uma clara clivagem entre direita e esquerda. A direita fica com os cabelos em pé e a esquerda aproveita para dizer que ainda vivem nos tempos da inquisição.Agora isso não preocupa os Portugueses é uma questão menor, o que nos preocupa é o desemprego, as listas de espera para a saúde a insegurança nas ruas.


Isaura a 26 de Agosto de 2009 às 21:30

Também concordo. Não sou fundamentalista respeito a diferença mas fazer dos casamentos do mesmo sexo uma marca e uma bandeira do PS acho pouco sensato nesta altura . Vivemos num país pouco letrado e com dificuldade em assimilar todos estes conceitos.
Façam-se os casamentos mas vamos dar prioridade no nosso discurso aos problemas que afligem os portugueses tais como a segurança, a saude e educação.
Já agora é bom que se perceba que há homossexualidade na direita também.

rui david a 27 de Agosto de 2009 às 02:56
"longe de mim impedir que seja quem for A pratique"
a frase está muito bem apanhada e o "longe" está carregado (prenhe, também é costume dizer-se) de significados.
O Carlos mostra, valha-o Deus, magnanimidade, e realmente não estou a imaginá-lo a "impedir" seja quem for, de praticá-la.

Pedro Henriques a 27 de Agosto de 2009 às 12:13
Eu não consigo mesmo compreender porque é que incomoda tanto que alguém assuma que a homossexualidade o choque. Eu sou homossexual e a mim não me incomoda que alguém me diga que não se sente confortável com a minha sexualidade. Aliás, acho indiferente!
Mas lá está, eu sou eleitor do cds. E a mim foi-me ensinado que a sexualidade é uma coisa privada. Por isso não a exibo nem fico à espera de aceitação por parte dos que me rodeiam... Prefiro a indiferença. Ou o desdém... Não quero palmadinhas compreensivas nas costas.
O Carlos Martins assume a posição da maior parte dos portugueses: não gostam, não queriam ter filhos homossexuais mas é-lhes indiferente o que as pessoas fazem umas com as outras nas suas camas. Parece-me um bom principio. E não alinham pelo politicamente correcto. Como digo, sou homossexual, voto cds (até porque o voto tem muito mais factores de ponderação que a mera posição relativamente à sexualidade).

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