Por Rogério Costa Pereira | Quinta-feira, 23 Julho , 2009, 22:49

O Jamais não vem para enganar ninguém. Efectivamente, se há coisa de que não pode ser acusado é de incoerência com a imagem que este PSD tem transmitido. O header, por ir buscar caras ao PS - e precisamente por isso - é, ó suprema ironia, a cara deste PSD: um partido que parece mesmo querer ir a votos não com um Programa de Governo, mas com uma espécie de programa contra o actual Governo. Neste pressuposto, as imagens escolhidas para encabeçar o blogue são bem representativas daquilo a que vêm e ao que se propõem. E João Gonçalves passa mesmo da imagem à palavra, mostrando o que se quer: "Estamos pior do que estávamos em 2005. Sócrates falhou a sua oportunidade. Não merece outra.". Que é como quem diz: é hora de passar a bola ao menino do outro canto, que está para ali a chorar, coitadinho - daí o "estamos pior".

Não se entende bem a bondade da opção (e tento colocar-me do lado de lá), mesmo porque o intérprete oficial, que não fugiu à chamada, ainda não botou faladura. E parece ser urgente, uma vez que o guru da moda da extrema esquerda e deste PSD avança que: "Portugal não está condenado a ser um laboratório de experimentalistas de ocasião agarrados a lugares-comuns sem sentido." Não querendo isto dizer, pardon my french, a ponta dum corno, arrisco um ensaio de interpretação especial, matéria em que não sou versado. Assim, João Gonçalves, que parece renegar o experimentalismo mas não a experimentação - ou não defenderia que "a política, em democracia, é imperfeição, erro, tentativa, contingência" -, parece querer defender que em vez de "experimentalistas de ocasião", o país precisa é de qualquer coisa parecida com carreiristas da experimentação agarrados a lugares-comuns com sentido. Parece coisa boa, mas não tendo a certeza que corresponda ao que se quis dizer, terei mesmo que esperar pelo Ponto Contraponto na SICN - a não ser que o Jamais já tenha garantido o preview da coisa. 


PALAVROSSAVRVS REX a 24 de Julho de 2009 às 02:42
Sofia, Sofia, depois da desgenerescência moral no exercício da política, isto em Portugal é cada vez menos uma questão de propostas, e cada vez mais de mãos limpas.

PALAVROSSAVRVS REX a 24 de Julho de 2009 às 03:06
O Rogério parece que anda irritadiço e fixado em cornos. Não tem por aí um Calmex que o alivie? Arte, Rogério. Talento, Rogério, falta na sua prosa. E assim não dá pica.

Rogério Costa Pereira a 24 de Julho de 2009 às 10:21
Talento, Rex, sobra na sua prosa.

PALAVROSSAVRVS REX a 24 de Julho de 2009 às 11:29
Obrigado pela gentileza.

Rogério Costa Pereira a 24 de Julho de 2009 às 11:31
Verdades, Rex, para ser ditas são.

Anónimo a 24 de Julho de 2009 às 09:42
De facto Sócrates é o maior mentiroso da península ibérica, arrogante, aldrabão, enganou os portugueses, depois de ter prometido o mel deu-nos o fel. As pseudo reformas foram apenas um corte cego a torto e a direito, a educação é o que se vê, a imagem do país no exterior é de uma replúcica de bananas, ele incluído e todos os indicadores que os politicos utilizam para aparecer diariamente nos telejornais, são conversa para embalar. Os politicos deste país deviem sim ter uma formação séria, não nas novas oportunidades, para aprenderem o decoro e os limites do aceitável, além de que deveriam ser responsabilizados criminalmente pelos actos que cometem durante os mandatos, responsáveis sempre que fossem esbanjados dinheiros públicos em festas e romarias, show off televisivo, e obras de fachada, deviam pagar do seu próprio bolso os erros cometidos, assim teriam dignidade nem que fosse por amor à carteira.

Vera Santana a 24 de Julho de 2009 às 10:21
Lamento o anonimato. É triste, medroso e cinzento. O Anónimo esconde-se atrás de uma árvore para atirar pedras aos caminhantes. Quietinho, camuflado, pisa sem ruído o chão ou bate as asas rasgando os céus qual ave de rapina de penugem sem cor. Repentinamente saca da fisga e atira uma pedra; abruptamente faz um vôo picado e agarra a presa. E volta à postura usual do embuçado ou do falcão.

João Monteiro a 24 de Julho de 2009 às 11:08
Mas o que adianta ser anónimo ou não? Pode-se inventar um nome. Por exemplo, sei lá se se chama de facto Vera Santana? E, ainda que seja, isso faz de si uma mulher corajosa? É que, com as suas ideias corajosas, e a divulgar assim o seu nome, torna-se uma presa fácil. Pode ser raptada, torturada ou pior! Cuidado!
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