Os amanhãs que não cantam, não piam, não nada
Já sabemos que Vítor Bento (e Abel Mateus) não percebe nada de análises custo benefício (como escrevi aqui, o João Pinto e Castro ali e o Carlos Santos acoli), pois acha que externalidades são "componentes da mais pura e arbitrária subjectividade", isto é, são uma treta. Também sabemos que Vítor Bento aconselha cautela, prudência e moderação. Mas — pasme-se — Vítor Bento insiste em dizer que Portugal tem de ser mais competitivo, isto é, tem de saber ultrapassar os seus constrangimentos estruturais. Como? É um mistério. Sabemos que não aprova os investimentos que visam diminuir a factura energética e modernizar as infra-estruturas do país. Se sabemos que rejeita tudo isto, o que nos resta? Tirando a ideia peregrina da redução dos salários, nada. Infelizmente, parece que alguma economia parece estar definitivamente condenada ao papel de lúgubre ciência.
