Por Eduardo Graça | Quinta-feira, 23 Julho , 2009, 15:59

Para mim a melhor ideia para celebrar a liberdade é, simplesmente, praticá-la. As eleições, tal qual o nosso sistema político constitucional consagra, são um momento de exercício da liberdade. Muitas gerações de portugueses lutaram, sofreram, morreram ou, simplesmente, ansiaram pela chegada do dia em que pudessem votar em liberdade. Um dos apelos mais banais e, ao mesmo tempo, mais transcendentes, em democracia, é o apelo ao voto. O voto é uma obrigação dos que prezam a liberdade e a democracia.
 
A melhor estratégia para mobilizar os cidadãos a ir às urnas reside na capacidade dos partidos em criarem ideias novas que possam ser postas em prática no sentido da melhoria da qualidade da vida de cada um, e de todos, e da própria democracia. Elementar! Mas é o mais difícil desde o princípio: a elaboração dos programas eleitorais é suficientemente participada, ao menos, pelos militantes e simpatizantes dos respectivos partidos? Não! Que não passe em claro a fraqueza da componente participativa da democracia representativa!
 
No caso das presentes eleições legislativas o PS, tal como os restantes partidos de esquerda, e o CDS/PP, têm apresentado fragmentos relevantes dos respectivos programas que são inteligíveis pela maioria dos cidadãos. Além do mais todos os principais partidos, com excepção do PSD, mantêm as respectivas lideranças partidárias o que, atendendo à forte tendência para a personalização das escolhas dos eleitores, atenuam o deficit do debate programático.
 
O mesmo não acontece com o PSD de cujo programa, a dois meses do escrutínio, não se conhecem mais do que ideias que ziguezagueiam entre a negação, o vazio e a omissão. O que pensa o PSD fazer, se acaso aceder ao governo, é um enigma insuportável em democracia de que não serve de desculpa a escassez do tempo que, aliás, foi de sobra.
 
Talvez o PSD, e a sua nova liderança, pensem que o melhor programa seja a ausência de programa. Compreendo o topete: a memória atrapalha quem tem medo do futuro e o futuro atrapalha quem vive de mal com a memória do passado.

Alberto a 23 de Julho de 2009 às 16:12
Argumentar, sim, mas mentir não vale:
"PS, tal como os restantes partidos de esquerda"
Exijo que retirem esta frase!

manuel colona a 23 de Julho de 2009 às 19:35
Ai! O ps é um partido de esquerda? Essa só pode ter saído da arca dos inéditos do Pessoa...

Francisco Cavaco a 23 de Julho de 2009 às 16:56
Nenhum dos simplexistas quer comentar o parecer do Tribunal de Contas acerca do negócio dos contentores em Alcântara seria deveras interessante, ver gente tão inteligente a comentar um acto de péssima gestão do PS

NP a 23 de Julho de 2009 às 17:35
Francisco... Cavaco?...

Hmmm...

Olhe lá... Sem querer pôr em questão o seu apelido...

Já ouviu falar de um banco... Acho que se chama BPN...

Aquilo tresanda a PSD por tudo quanto é lado... Já custou muito dinheiro ao hierário público... E toda a gente sabe que há muitos arguidos que ainda não o são, mas virão eventualmente a sê-lo...

Na minha opinião, até há um deles que provavelmente só ainda não é arguido porque ocupa, actualmente, um cargo de destaque da nação (a tal questão do apelido, não sei se está a ver...).

Mas, surpreendentemente, ninguém do PSD vem falar sobre isso.

Não acha estranho, todo este silêncio?

Mas se você prefere distrair-se com contentores, falemos deles.
Olhe, eu por mim comprometo-me a oferecer-lhe 100 euros por cada vez que encontrar as palavras "ruinoso" ou "ruinosa", como habilmente os media transmitiram, no relatório do Tribunal de Contas.

Mantenha-se (bem) informado: siga o link https://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2009/audit-dgtc-rel026-2009-2s.pdf

Rui Herbon a 23 de Julho de 2009 às 17:39
E, como adenda ao comentário anterior, convém ler o contraditório, porque o tempo das vacas sagradas já lá vai, para desgosto de alguns.
http://www.moptc.pt/cs2.asp?idcat=1856

João Monteiro a 23 de Julho de 2009 às 18:09
NP:

É verdade que o BPN tresanda a PSD (se bem que tresanda assim tanto porque Constâncio, do PS, o permitiu), mas o Freeport fede a PS... Portanto, não vale a pena ir por aí que a podridão está nos dois lados.

NMA a 23 de Julho de 2009 às 18:16
Já agora deixo a minha opinião ;)

Muito pouco PSD

O CAA e o João Miranda dizem que o programa do PSD às legislativas deve resumir-se ao facto de Ferreira Leite não ser Sócrates.
Entretanto algumas figuras do PSD fundaram o Jamais, um blog que se avizinha – ao estilo do que foi o Mayzena – um local de transpiração de ódio a Sócrates, e nada mais. (Se dúvidas houverem basta notar que quem promove o espaço é o João Gonçalves, o maior ordinário da blogosfera portuguesa, que desde que lançou uma marca de acendalhas anda a pôr-se em bicos dos pés…)

Entretanto sobre as ideias que o PSD pretende levar a eleições nada se sabe. Sabemos que MFL não quer Passos Coelho no parlamento. E sabemos também que pretende reabilitar figuras do Barrosismo, nomeadamente quadros que exerceram com grande dignidade e elevação moral os cargos para os quais estavam investidos. Sabemos ainda que Ferreira Leite quer a governar os Lisboetas aquele que ainda há uns meses era a personificação de todo o mal que ia no mundo…

Ou seja este PSD bem espremido não é nada, e aposto com quem quiser que em Setembro estão a eleger novo líder...

Francisco Cavaco a 23 de Julho de 2009 às 18:22
1- Não sou parente do PR.
2- Não sou do PSD
3- Fui JS e dos elementos deste Blog conheço o Porfírio Silva e o Luís Tito.
4- Infelizmente votei Sócrates .
5- O BPN é diferente é um banco particular mal gerido, onde se praticaram actos ilícitos e por isso os responsáveis estão a ser investigados
6- A obrigação do governo é cuidar da coisa pública e de preferência com competência o que não foi o caso.

Francisco Cavaco a 23 de Julho de 2009 às 18:30
NP já agora eu não falo em ruinoso no meu comentário eu sou só responsável por aquilo que escrevo. O que os média escrevem é da responsabilidade deles. Agora que é um acto de má gestão é certamente. E já agora poderíamos também falar da supervisão Soft do Banco de Portugal ao BPN era interessante não era.
Vote esquerda ou vote direita não vote PS

Joaquim Paulo Nogueira a 23 de Julho de 2009 às 19:17

este "programa de verdade" tem os pés de fora. todos nós compreendemos a razão: não fizeram o trabalho de casa e não vêm como o podem consegui em tempo. vão fazer tópicos? agora é costume, fazem-se tópicos, quando não se faz o trabalhinho de casa, e em política para o fazer é preciso deixar o conforto do lar, dos netos, andar a falar com militantes, a apresentar as suas propostas a tipos que nos tratam por camarada, companheiro, amigo, que enquanto nos lambuzam as mãos com suor, as faces com beijos, também nos misturam com uma realidade diferente da nossa, é por causa disso que o exercício da democracia ainda tem qualidade. é por isso que no dia das eleições, por muita euforia que tenham tido nas europeias, por muitos erros que o Governo PS e José Sócrates tenham cometido, eu tenho a certeza de que o povo, nas urnas, lhe vai dar também uns preciosos tópicos!

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