Por Vera Santana | Quinta-feira, 23 Julho , 2009, 13:55
 

Tomando o café da manhã, lembrei-me, ao sabor da minha memória, de algumas políticas sectoriais empreendidas por este Governo: a Escola a Tempo Inteiro, a compilação das Leis Laborais (fragmentadas durante mais de 30 anos), o aumento dos recursos na Investigação Científica, a batalha pela Igualdade de Género, a vacinação gratuita contra o Papiloma responsável pelo cancro do colo do útero, a importância dada à Exclusão Social e os instrumentos criados para a combater, a concretização de Políticas Culturais como as que desenvolveram uma rede de Orquestras Nacionais e Regionais.

 

Como o café da manhã não é milagreiro e eu queria sistematizar políticas e resultados objectivos, voltei para o meu lugar de trabalho (actualmente em casa) e percorri alguns sites ministeriais e institucionais à procura de elementos que me permitissem fazer um rápido ponto da situação do trabalho efectuado pelo actual Governo, nas diversas áreas. Dei-me conta das muitas iniciativas levadas a cabo por vários Ministérios, Institutos e Comissões. O trabalho desenvolvido na área da Igualdade de Género, pela CIG – para dar um exemplo – nomeadamente no âmbito da Violência Doméstica parece relevante, tal como o plano “Novas Oportunidades”, do Ministério do Trabalho e Segurança Social, entre tantas outras iniciativas e políticas e, ainda, programas sectoriais.  Sublinho o relevante papel cultural das Orquestras Portuguesas que têm feito e levado boa música, por este País fora, aos Auditórios Regionais.  No entanto - devo dizê-lo - verifiquei que, para um cidadão não habituado às lógicas categoriais da Administração Central, a informação contida em muitos dos sites ministeriais e afins mais não é que um mar imenso e desconhecido por onde navegar é difícil.

 

Deixo uma sugestão a todos e a cada um dos Ministros responsáveis por cada uma das áreas sectoriais onde tantas obras foram efectivamente cumpridas. Que cada um desses sites insira na sua página de acolhimento um sintético e objectivo ponto da situação da obra realizada nos últimos quatro anos. Para que os portugueses - cada português e cada portuguesa - saibam exactamente o que cada Ministério concretizou. Para que toda/o/s possamos avaliar o trabalho feito. Porque a memória colectiva tem registado tudo o que o Governo fez de errado e apagado tudo o que de bom o Governo fez.
 
Possibilitar às cidadãs e aos cidadãos portugueses comuns, e que querem estar informados, a avaliação concreta e simplificada do trabalho governativo é, não apenas um dever democrático, como também o melhor instrumento de propaganda política. Será uma forma de fazer marketing político, um bom instrumento ao serviço do bem comum. Porque navegar é preciso e actualmente muita da navegação passa por aqui, pela internet.
 
 

Odete Pinto a 23 de Julho de 2009 às 15:52
Certeiro: "Porque a memória colectiva tem registado tudo o que o Governo fez de errado e apagado tudo o que de bom o Governo fez. "

Bom, muito bom mesmo, é ver no terreno - e nos sorrisos de muitas crianças* - o resultado de muitas medidas que refere, como a escola a tempo inteiro e todas as medidas para combater a exclusão social, ou seja, para conseguir mais coesão social em todo o país.

*e nos familiares dessas crianças que, não tendo escolaridade nem meios para os ajudar a fazer os TPC, estão orgulhosos dos conhecimentos e dos progressos dessas crianças.

Vera Santana a 23 de Julho de 2009 às 17:01
Muito obrigado pelo comentário, Odete Pinto. Tenho algumas ideias soltas (indirectas e casuísticas) sobre o que se passa "no terreno". Para além de me informar, enquanto cidadã, tenho netos em (várias) idades escolares pelo que vou acompanhando os seus percursos escolares e conhecendo pontualmente impactos - na Educação, nos Alunos, nas Famílias, etc. - das mudanças do sistema de ensino básico obrigatório.

Francisco Cavaco a 23 de Julho de 2009 às 20:07
As crianças andam tristes e não anseiam pela escola a tempo inteiro, querem mesmo é estar em casa com os pais mas essa é uma ficção que será desmontada.
Quanto as Novas Oportunidades vi muitos colegas meus ajudarem Auxiliares de Acção Educativa a fazerem os portefólios e não eram revisões era a fazer mesmo.

Pedro Sá a 23 de Julho de 2009 às 20:54
Uma precisão. A compilação das leis do trabalho é obra do Governo de Durão Barroso, muito embora os respectivos trabalhos preparatórios se tenham iniciado ainda no 2º Governo de António Guterres, de onde veio a ideia.

Vera Santana a 25 de Julho de 2009 às 20:16
Pedro Sá,

Agradeço o comentário e a precisão. Terá razão, eu terei errado. Dou a mão palmatória.

Mas estou certa quando chamo a atenção para:

1. O facto de a memória colectiva ter registado tudo o que o Governo fez de errado e apagado tudo o que o Governo fez de bom.

2. A necessidade de introduzir novos conteúdos acessíveis, sintetizados e democratizados nos portais virtuais de interface entre o Estado e os cidadãos, nomeadamente entre o Executivo e os Cidadãos.

3. Tal necessidade é consequência da transformação dos meios e das redes de comunicação; as tecnologias "pulam e avançam", o poder da palavra é nosso - do cidadão-bloguer - a informação, a análise e a avaliação estão ao alcance de um clique.

4. As trocas de ideias processam-se de uma forma hiper-rápida, gerando um hiper-texto colectivo.

5. A rapidez de construção e reconstrução do hiper-texto "pede/exige" que a superfície da zona navegável da internet contenha informações de leitura rápida e acessível. Chamo a atenção para um comentário de hoje postado por "aduana" que avalia comparativamente o SIMpleX e o Jamais a partir da variável "velocidade e volume de respostas".

6. Temos, assim, uma nova variável a entrar na arena do jogo político democrático. Inimaginável!

That´s the issue!

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