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SIMplex

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18
Ago09

Princípio do prazer

João Galamba

O Bloco não é de meias medidas: quer tudo, aqui e agora. Quer o pleno emprego, quer o fim da precariedade e dos recibos verdes, quer aumentar o salário mínimo para 600 euros, quer aumentar pensões, quer dar subsídio de desemprego a todos os desempregados, quer nacionalizar bens públicos, etc. O Bloco quer tudo isto, mas desvaloriza o processo de construção da realidade que tornaria os seus desejos possíveis. O Bloco acha que o contexto onde certos desejos são postos em prática é irrelevante e que a Vontade é soberana. Por outras palavras: querer é poder. Um exemplo: as nacionalizações. Quando confrontado por um jornalista do Público sobre a exequibilidade das suas ideias, Francisco Louçã diz que essa questão é irrelevante; só interessa o princípio geral: bens públicos devem ser nacionalizados. Sobre custos, riscos e afins, nada. A pureza dos ideais não é compatível com pragmatismo. Nem, acrescento eu, com o governo de um país.

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