Por João Pinto e Castro | Quinta-feira, 13 Agosto , 2009, 13:19

 

A recessão começou em Portugal mais tarde e acabou mais cedo.

Como justificará agora o PSD a sua teoria de que o país estava pior preparado para enfrentar a crise mundial do que os seus parceiros da UE?

Há acontecimento assim, fatais para teses alucinadas sustentadas em argumentos sem sustentação sólida.

Depois disto, resta-lhes tentar ressuscitar o "caso" Freeport.


Joaquim Amado Lopes a 13 de Agosto de 2009 às 17:23
(1) A minha solução para resolver os problemas começa por os perceber. E para os perceber temos primeiro que saber ler.
Por exemplo, eu ter escrito "Da mesma forma que o aumento no deficit externo de 2007 para 2008 se deveu ao aumento do preço do petróleo." e o João afirmar a seguir que "JAL (...) não percebe que o aumento do défice em 08 se deveu em parte à subida do petróleo." pode indicar que o João não sabe ler. Mas também pode significar que:
- na pressa de me contrariar não leu o que escrevi;
- como me referi ao Grande Líder de forma menos respeitosa, o que eu escreva é irrelevante para o João.

Seja qual fôr a situação, para resolver os problemas deve-se ir além da rama.

(2) O endividamento não é apenas produto do deficit comercial. Ou, de 2005 a 2008, o deficit comercial acumulado totalizou 20% do PIB?

O deficit comercial contribui para a dívida externa mas não é a sua única causa. Sendo uma das causas, a sua redução contribui para reduzir o AUMENTO do endividamento. Só contribuirá para reduzir o endividamento se passar de deficit a superavit.

(3) O investimento em energias alternativas é positivo em vários aspectos:
- maior independência energética;
- menos importação
- possibilidade de exportar energia (remota) e/ou tecnologia (menos remota)
- ambiente

É uma aposta que subscrevo e elogio. No entanto, não convém tomar a árvore pela floresta.
Qual é o peso que as hídricas, solar e eólicas poderão ter no total da energia consumida? Com que investimento e qual o custo de exploração?

Já agora, lembra-se de Foz Coa?

E voltamos à minha "solução" para resolver os problemas. É conveniente avaliar as opções e iniciativas pelo que elas realmente são, não pelo espectáculo das inaugurações e dos anúncios que não passam de propaganda.
Quantos projectos foram apresentados por este Governo como estruturantes e essenciais para o futuro de Portugal e não deram em nada?

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