Por Irene Pimentel | Quarta-feira, 12 Agosto , 2009, 17:37

«As Forças Armadas portuguesas foram transformadas numa espécie de corpo expedicionário ao serviço das estratégias imperiais e agressivas da NATO e dos EUA, sendo que o essencial das suas missões, do seu equipamento e funções são, na verdade, definidos por centros de decisão onde elas não participam senão subsidiariamente e orientadas por critérios totalmente estranhos e contrários aos interesses do povo português»

 
Entre as medidas que o BE se propõe adoptar a curto prazo contam-se as seguintes:
 
«• Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares.
• Portugal deve defender o desarmamento geral e universal, e opor-se, como membro da UE, à constituição de uma força armada europeia.
• Portugal deve bater-se pelo encerramento de todas as bases militares estrangeiras na Europa e pôr termo à cedência da Base das Lajes, nos Açores, aos EUA.»
 
Pergunto:
- em que mundo vive o BE?
- que quer o BE para Portugal?
- será que os candidatos a votantes no BE conhecem este programa?
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Rui Bebiano a 16 de Agosto de 2009 às 03:22
Podemos estar perto sob muitos aspectos, Irene. Em alguns a 100%, talvez. Embora mais no campo de certos princípios do que a respeito dos meios utilizados para os pôr em prática sem que feneçam.

Não sou daqueles que pensam que o PS e José Sócrates - a ordem pode ser invertida - são a personificação de Belzebu. Qualquer solução governativa que viabilize políticas de esquerda passa hoje pelo PS, evidentemente. Mas também sou daqueles que sabem que «socialistas há muitos», e que não é o mero rótulo que afere a dimensão socialista do socialismo, se assim me posso exprimir. Daí achar muito importante que outras forças à esquerda tenham um peso que lhes permita influenciar determinadas inflexões (ou mesmo colaborar na sua definição e execução).

Quanto às questões de política internacional, elas são em regra, admito, um dos aspectos que me têm afastado do Bloco. Uma das áreas nas quais os velhos preconceitos ainda induzem um certo imobilismo, apesar de alguns sinais de mudança que neste campo começam a surgir. Mas esse desacordo não é suficiente para deixar de considerar importante o reforço considerável da presença parlamentar do BE. Por isso (também, embora não só), apoio o Bloco nestas eleições e recuso liminarmente a sua sectária diabolização.


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