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SIMplex

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09
Ago09

Setúbal: um distrito que entra definitivamente nas vias do futuro

Carlos Manuel Castro

Se há dias referi o início da construção da auto-estrada entre Bragança e Vila Real, como uma das boas marcas de investimento no interior do País deste mandato, dos últimos quatro anos fica bem patente um forte investimento num distrito do litoral, de grandes potencialidades mas ainda marcado por várias fragilidades: Setúbal.

 

Se a decisão de localizar o futuro aeroporto, em Alcochete (apesar de ficar entre os concelhos do Montijo e Benavente), é um dos principais pontos, não menos importante é a projecção da nova travessia do Tejo, que vai retirar os municípios do Barreiro e da Moita da encruzilhada geográfica, em termos de acessibilidades, em que se encontravam há décadas.

 

Ainda no norte do distrito, destaque para a abertura, por empenho deste Governo, do há muito pretendido Metro Transportes do Sul, a funcionar em Almada e Seixal e já tem prevista ampliação.

 

No centro, mais propriamente em Palmela, realce para a determinação do Ministério da Economia em manter a Auto-Europa em Portugal, uma das nossas pérolas industriais, bem como a sul, em Sines, a aposta no porto, que se quer de excelência mundial.

 

Há quem não queira ver marcas deste mandato governativo, em especial o PCP, que domina o Poder Local neste distrito, mas a obra e as marcas estão bem à vista de todos nós: emprego, riqueza, competitividade, mobilidade, acessibilidades.

 

P.S.- Outros investimentos no distrito, apostando na melhoria das acessibilidades.

3 comentários

  • Aeroporto: sempre fui dos que considerei melhor para o País localizar o aeroporto na margem sul do Tejo, mesmo quando a Ota estava a ser considerada como o novo destino. http://tugir.blogspot.com/search/label/Aeroporto
    E queira reconhecer, ou não, a decisão foi do Governo.

    Nova travessia do Tejo: como bem refere, não destaquei aqui a via ferroviária, já a realçara noutro espaço: http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/691304.html; a lógica deste texto versa sobre o desenvolvimento de vários concelhos do distrito, sujeitos a várias dificuldades, no caso do Barreiro e da Moita pelos argumentos já referidos.

    MST: há muito sonhado e pretendido, o Metro é hoje uma realidade, por este Governo ter assumido o que outros não fizeram.

    Auto-Europa: trazer à colacção o caso da Quimonda, é querer tapar o sol com a peneira no caso desta fábrica de Palmela. O Governo tudo fez para manter a Quimonda activa, não conseguiu. No caso da Auto-Europa, teve um papel importante, em manter um dos principais pólos do nosso País.

    Sines: Qual é o mal do porto ser da época do Estado Novo? Por essa ordem de razões também se destruiria a ponte sobre o Tejo? Ora, sejamos objectivos e reconheça-se que estão a criar-se condições para termos um dos portos mais competitivos a nível mundial.

    Quanto ao Plano Estratégico de Transportes, a sua consulta pública terminou na semana passada: http://www.portugal.gov.pt/pt/GC17/ConsultaPublica/Pages/20090625_Consulta_PET.aspx
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    henrique pereira dos santos 10.08.2009

    Sim, com certeza que a decisão de mudar para a Alcochete a localização do aeroporto foi do Governo, mas considerar isso como uma marca do Governo, depois do que aconteceu, é apelar ao voto nos seus adversários.
    Não percebi o argumento da valência rodoviária da ponte Chelas Barreiro.
    Não percebi o que este Governo fez que outros não tenham feito em relação ao metro so Sul do Tejo.
    Quando chamei a Quimonda (e todas as outras empresas que entretanto faliram) foi apenas para vincar que dificilmente são os governos que mantêm as fábricas abertas (e quando as mantêm artificialmente abertas quando deviam falir ainda pior). É excessivo querer os louros da manutenção (ou da falência) de empresas para os governos, porque quem as mantém abertas são as suas administrações e os seus trabalhadores.
    Não há problema nenhum em o porto de Sines ser do Estado Novo, o problema é querer transmitir a ideia de que o porto de Sines é uma marca deste Governo.
    Eu sei que a consulta pública do plano estratégico de transportes acabou na semana passada, o que perguntei é se alguém sabia da articulação entre os portos e a alta velocidade.
    Sejamos objectivos, como pede, mas é difícil quando o que falha é atribuído ao destino e tudo o que mexe é da responsabilidade do Governo.
    Conhece com certeza a história da coruja a quem a águia devia um favor. Por isso a coruja pediu-lhe para não comer os seus filhos, ao que a águia acedeu. Mas a descrição da coruja foi tão favorável que a águia os comeu porque não os reconheceu na descrição da mãe.
    Este post (e muitos outros no simplex) são como as descrições que a coruja fez dos filhos: muito ternas e dignas mas tão fora da realidade que os eleitores não reconhecem de que governo e de que país estão a falar.
    henrique pereira dos santos
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