Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:55

«Muitos temos assistido esta como outras campanhas no passado.

E sempre vamos deitando o olho aqui e acolá, nos debates, nos programas e nos cartazes, e confesso que o resultado final é alguma tristeza pela forma como se vais falando uns dos outros, nos diferentes suportes.

Campanha que reside os seus argumentos na base da ofensa, da caricatura barata, do argumento sem conteúdo.

Esperava eu, e de certo a restante população, uma campanha inteligente onde pudéssemos ouvir argumentos com substância, … ideia e propostas que de facto fossem isso mesmo, propostas para fazer mais e melhor, mas aquilo que se vê é totalmente o contrario.

Temos quem faça propostas de que vai fazer isto e aquilo de forma irrealista e injustificada, sem conseguirem na realidade explicar como pensam fazer o que dizem.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:43

Pode ler-se no programa eleitoral do BE (pág. 108-109):

 

«Está transformada a própria natureza funcional das Forças Armadas: em nome do profissionalismo, da eficiência empresarial, duma tecnocracia pretensamente apolítica, elas tendem a agir como corpos mercenarizados de contratados de onde desapareceu qualquer eco, por retórico que fosse, do conceito republicano dos “cidadãos em armas”. Corpos de profissionais de guerras imperialistas tendem a ser, em si mesmos, uma ameaça à democracia. (...) É preciso, para isso, atacar a questão pela raiz. (...)»

 

A recusa da profissionalização das Forças Armadas implica, obviamente, a reintrodução do Serviço Militar Obrigatório e anulação de um enquadramento com o qual a maioria dos jovens portugueses se revê. Algo a reter na hora de votar no próximo domingo.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 12:21

Um cabeça de lista do BE à Assembleia da República defende o fim da democracia representativa e a abolição do inglês no primeiro ciclo por esta língua representar o «império e pensamento único». As declarações podem ser ouvidas aqui e aqui.

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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 11:41

As últimas sondagens publicadas, que demonstram um reforço do PS e uma queda contínua do PSD, não devem motivar qualquer desmobilização. A sondagem final será dada nas urnas. Mas é possível, desde já, concluir uma tendência objectiva de todas as sondagens: a campanha lastimável do PSD está a provocar o repúdio dos portugueses, com todas mentiras e  inventonas contra o PS, demonstrando que não poderá existir outra solução estável que não aquela preconizada pelo PS.

 

A possibilidade de uma vitória do PS com um parlamento fragmentado é real, pelo que os votos do centro só podem ser concentrados no PS. Numa altura em que as sondagens indiciam uma subida dos partidos dos extremos, e o PSD recua consistentemente, só o reforço do PS permitirá uma maioria de confiança e um governo estável. É isso que os portugueses devem ter presente quando forem votar no próximo domingo. O fracasso do PSD só clarifica a escolha decisiva.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 15:13

Em Espanha, por exemplo, já se fala da campanha vergonhosa contra o PS:

 

«Un escándalo debilita las opciones de la candidata conservadora portuguesa. Destituido un asesor presidencial por filtrar acusaciones falsas contra Sócrates. (...)

 

El caso compromete al propio Cavaco, deja malparada a la candidata Ferreira Leite - ambos del Partido Social Demócrata (PSD), en la oposición de centroderecha -, y abre numerosos interrogantes sobre la relación entre poder y prensa. Porque entre los ingredientes de esta historia destaca el diario Público, que sacó a la luz el supuesto caso de espionaje. (...)

 

El escándalo del supuesto espionaje entre altas instituciones del Estado, cuyas consecuencias son imprevisibles, no contribuye a la estabilidad política de Portugal».


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 13:41

Ferreira Leite sobre Fernando Lima: «Esse é um problema do Presidente». Deveria ser, mas não é. Foi o PSD, sem qualquer ética e de forma absolutamente deplorável, que agitou o fantasma de uma asfixia democrática que na realidade só existe nas listas de deputados do próprio partido. Foi o PSD que transformou Fernando Lima num problema seu. E se o PSD pretendeu objectivamente fazer uma campanha em águas turvas, à semelhança da sua actuação nos últimos meses, pois agora vai ter de nadar com toda a sujidade em redor.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 18:55

A demissão de Fernando Lima confirma a falsidade das suspeições alimentadas contra o PS, num espantoso conluio entre altas figuras do Estado e um jornal diário. As demissões, obviamente, não se vão ficar por aqui. Mas neste momento importa sobretudo analisar as consequências políticas destes dois meses de «escutas» ficcionadas, numa campanha criada e alimentada para atingir o PS. Uma campanha, vejam lá, absolutamente negra.

 

O PSD, que foi o partido que mais cavalgou nesta história, devia corar de vergonha sempre que ousar falar de «asfixia democrática». A principal asfixia democrática que vivemos está na forma como o principal partido da oposição é incapaz de fazer política de forma ética.

 

Simultaneamente, Cavaco Silva terá também de assumir as suas responsabilidades. Durante todo este tempo, deixou que se instalasse uma ideia pastosa que incluía escutas, serviços secretos e o partido do Governo. A forma como lidou com este caso foi absolutamente desastrosa e, claramente, atinge a credibilidade da Presidência da República.

 

A sua inacção foi um facto incontornável desta campanha eleitoral. Perante a demissão de um colaborador da sua confiança há mais de duas décadas, o silêncio de Cavaco acaba por tornar-se intolerável. Para quando uma declaração ao país ou uma acção perante o país?


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 11:39

Li hoje que Augusto Santos Silva foi «o pior ministro da comunicação social desde o 25 de Abril». Fiquei a saber isso pelo Público, aquele jornal onde o Provedor do Leitor indaga sobre agendas políticas ocultas, citando um dos militantes mais conhecidos do PSD. Está certo.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 18 Setembro , 2009, 18:21

A direcção editorial do Público emitiu um comunicado que só agrava as suspeitas em torno da notícia encomendada ao jornal, com o intuito de atingir politicamente o PS. Numa linguagem no mínimo opaca, fomentando novas suspeições (ponto 4) , e sem negar em momento algum a autenticidade do escandaloso e-mail reproduzido pelo DN que o director do Público ainda hoje de manhã disse ser forjado, percebe-se que o Público não tem qualquer explicação lógica a oferecer aos (e)leitores.

 

Ou seja, contrariamente ao fantasma esforçadamente agitado durante todo o dia de hoje pelo PSD relativamente a uma fantasiosa coligação PS-BE, a coligação que os portugueses devem temer não é essa e ultrapassa em muito qualquer deontologia jornalística e regulação democrática. Existe mesmo uma campanha subterrânea contra o PS.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 18 Setembro , 2009, 12:06

O que o DN hoje noticia, a confirmar-se, representa a maior crise institucional da democracia portuguesa. O conluio entre o principal assessor de Cavaco Silva e o jornal Público demonstra a espantosa virulência das várias campanhas sujas de que o PS tem sido alvo, numa escala nunca vista.

 

Asfixia democráticaNeste contexto, a proximidade de Belém com o actual PSD suscita as maiores suspeitas em relação ao desequilíbrio institucional que o DN confirma no círculo de confiança do PR, que claramente se orientou por servir a agenda de um partido. Quanto ao Público, previsivelmente, deixou a partir de hoje de ser um jornal de referência no panorama nacional enquanto se mantiver a actual direcção.

 

Enquanto o país aguarda uma acção do PR, e não uma mera declaração, fica a certeza de que só o reforço do PS pode impedir a tomada do poder por quem o disputa na cave da democracia.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 18 Setembro , 2009, 11:51

Com a queda nas sondagens, a péssima prestação nos debates, o proteccionismo económico, a incapacidade de apresentar ideias mobilizadoras para o país e a multiplicação de casos indignos como a compra de votos no seio do PSD, o partido está novamente balcanizado. E é este PSD, dilacerado por disputas internas em torno de ambições pessoais e não de projectos alternativos, que aspira a ser Governo em Portugal. Para evitar que isso aconteça, só há um voto que conta para uma maioria de confiança.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Quarta-feira, 16 Setembro , 2009, 12:52

«Estamos a menos de duas semanas das eleições, a mais ou menos duas semanas de podermos ver se um projecto vai ou não ser continuado.


Poderia enumerar umas quantas razoes pelas quais não votaria no actual primeiro-ministro, umas quantas razoes pelas quais este Governo não me teria agradado, ou não me teria sido benéfico, … mas o sentimento de que o mundo não roda em meu torno leva-me a analisar com mais distancia e frieza os trabalhos que foram desenvolvidos durante estes quatro anos.


Não foi um governo ou um primeiro-ministro perfeito, acredito mesmo que tal conceito não exista mas, foi sem duvida o melhor que poderíamos ter tido nestes momentos algo  conturbados da economia mundial e nacional.


Não é Portugal que está desempregado, é o mundo, porque não é só em Portugal que as empresas foram fechando, ao abrigo de uma crise mundial, mas de certo também e fazendo o aproveitamento de uma apontarem falências fraudulentas, deixando milhares de pessoas no desemprego.


O projecto deste governo é de oito anos e não de quatro, e por isso é mais que preciso que o povo português dê esse voto de confiança, e por isso faça a continuidade deste governo por mais quatro anos, na expectativa de que quando chegarmos ao fim estaremos num ponto muito melhor para enfrentar não a crise mas uma Europa que caminha alguns passos á nossa frente.


Assim penso que se o povo português não olhar alem do seu umbigo, e por isso não der a este governo a hipótese de terminar um projecto que iniciou há quatro anos atrás, estarão a colocar Portugal de novo na mó de baixo, estarão a fazer aquilo que popularmente se diz “ir de cavalo para burro”.


Se queremos vencer ou igualarmo-nos aos melhores precisamos acreditar num trabalho que tem frutos já à vista, … apelo por isso, se não uma nova maioria absoluta, uma maioria confortável, para que possamos continuar a caminhar, de forma a chegar na frente!»

 

João Paulo, Activista e Director do Portal PortugalGay


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sábado, 12 Setembro , 2009, 23:16

MFL afirma que o principal legado do governo na educação foram as greves de professores. Por lapso, esqueceu-se dos manuais escolares gratuitos no ensino básico e secundário, a nova bolsa social de apoio a estudantes do secundário, a criação da disciplina de educação para a cidadania, a recuperação do parque escolar, o inglês para todos os alunos do ensino básico e a garantia de acesso de todos os alunos a um computador portátil. E qual foi o principal legado de MFL como ministra da educação?

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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sábado, 12 Setembro , 2009, 23:06

MFL afirmou-se «solidária» com as resoluções dos conselhos de ministros que ela própria escreveu ou assinou. Foi o momento intimista do debate.

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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sábado, 12 Setembro , 2009, 23:03

Afinal MFL devia ter discutido com MFL quando era ministra das finanças, quando era ministra da educação, quando era opinion maker ou quando era candidata a líder do PSD. Dão-se alvíssaras a quem conseguir entender a sua coerência.

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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sábado, 12 Setembro , 2009, 23:01

Afinal Manuela Ferreira Leite não é bem contra o TGV, só não gosta lá muito é de espanhóis.

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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Quinta-feira, 03 Setembro , 2009, 16:47

A existência de imprensa livre é um dos pilares das democracias liberais, na tradição em que o PS se insere. A absorção da imprensa livre por agendas particulares com fins políticos, sem escrutínio e violentamente condicionadoras da acção de um governo eleito, conduz à limitação da própria liberdade da imprensa e dos contra-poderes de uma democracia liberal.

 

Não se trata de um julgamento individual sobre o «bom» ou o «mau» jornalismo, com deontologia ou sem ela, mas sim a identificação clara de uma actividade política que utiliza o jornalismo como artifício para não se apresentar aos cidadãos como um corpo de oposição ao governo, a qualquer governo, salvaguardando-se assim numa estratégia continuada de decapitação política de um determinado partido.

 

O que se passou na TVI e a forma como o caso está a ser explorado revela a violência subterrânea com que o PSD, concretamente, encara as próximas eleições legislativas. É ao PSD, sobretudo, que o caso serve. Para o PS, alheio à decisão, só acresce penalização pública.

 

A liberdade de imprensa, que obviamente nunca esteve nem está em causa, é apenas um argumento como outro qualquer. Mas perigoso e indigno. E não deixa de ser irónico que seja este partido a querer condicionar a decisão de uma empresa, ao mesmo tempo que acusa o PS de manipulação. Daqui até 27 de Setembro, o desespero não pode mesmo ser menosprezado. Imagine-se depois.

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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 14:55

Manuela Ferreira Leite anuncia que «não faz comícios e deita-se cedo». Fascinante. Promovendo uma imagem distanciada das agências de comunicação, Manuela Ferreira Leite é um produto de marketing que roça crescentemente o burlesco. O seu posicionamento é no segmento «anti-político», mas nem por isso ela não deixa de ser um notável resultado das agências de comunicação, com notícias criadas para reforçar essa imagem e uma cartilha que subjuga qualquer mensagem política a esse exercício de plástico. É uma bela ironia para quem, uma e outra vez, critica violentamente a suposta máquina de propaganda do PS. Enfim.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 28 Agosto , 2009, 18:43

Estive a ler o, digamos assim, programa eleitoral do PSD. Sendo essencialmente um planfleto de oposição a medidas em curso, não há propriamente um trilho de medidas alternativas. Este programa resume-se a uma série de lugares-comuns sem qualquer concretização prática. É basicamente um plano de estudos, como bem referiu Santos Silva. Alguns exemplos, ao longo de várias páginas penosas:

 

- «Dinamizar o capital de risco para as PME exportadoras». Como?

- «Assegurar uma mais elevada utilização dos fundos comunitários». Como?

- «Promover directamente as exportações e apoiar a sua diversificação, nos mercados e nos produtos». Como?

- «Aprofundar o quadro de apoio do Estado ao sector social privado, enquanto empregador e enquanto prestador de serviços de apoio social». Como?

- «Lançaremos um conjunto de programas que promovam o desenvolvimento de novas indústrias e serviços da economia do futuro». Quais?

- «Apostaremos na fileira florestal, como actividade que é uma riqueza estratégica do País e que urge valorizar, podendo gerar importante valor económico». Como?

- «Discriminaremos positivamente as actividades agro-florestais que revertam a favor de toda a sociedade». Quais?

- «No turismo, requalificaremos, valorizaremos e promoveremos os recursos turísticos do País para a criação de um produto turístico de qualidade, inovador e diferenciado». Como?

- «Definiremos uma política sustentável de desenvolvimento rodoviário, com uma rede rodoviária adequada e encargos financeiros comportáveis». Em que moldes?

- «Protegeremos a família também como forma de promoção da sustentabilidade demográfica, a médio e longo prazo». Como?

- «Divulgaremos e fomentaremos a criação de uma "cultura do voluntariado", em especial na área social». Como?

- «Criaremos uma nova política de habitação social que promova uma efectiva desconcentração da pobreza enquanto factor de inclusão social, nomeadamente em zonas degradadas». Como?

- «Daremos igualmente prioridade a investimentos que sejam potenciadores da nossa competitividade». Quais?

- «Criaremos programas específicos, escola a escola, com grupos multidisciplinares, de combate ao abandono escolar». Quais?

- «Fomentaremos uma cultura favorável à adopção de crianças». Como?

- «Reforçaremos o combate ao desperdício e à ineficiência na mobilização dos recursos materiais e humanos pelos serviços públicos de saúde». Como?

- «Promoveremos a cooperação internacional dos órgãos judiciais e dos órgãos policiais e reforçaremos o seu prestígio». Como?

- «Consagraremos formas de participação e de co-responsabilização dos encarregados de educação, condicionando certos apoios sociais do Estado ao cumprimento dos deveres escolares do(s) aluno(s) a cargo». Quais?

- «Afirmaremos a necessidade da existência de um processo de avaliação dos professores e da sua diferenciação segundo critérios de mérito». Quais?

- «Iniciaremos uma reestruturação da administração educativa». Em que moldes?

- «Teremos como objectivo o progressivo alargamento da liberdade de escolha entre escolas da rede pública». Como?

- «Estimularemos o acesso de adultos à formação ao longo da vida». Como?

- «Defenderemos, como essencial ao interesse de Portugal, um multilateralismo efectivo, assente no respeito pela Carta das Nações Unidas e no primado daquela Organização nas relações internacionais». Apoiaram a invasão do Iraque.

- «Continuaremos na linha de sempre do PSD, de solidariedade com as regiões autónomas». Abstiveram-se no Estatuto dos Açores.

- «Fomentar a venda os produtos e serviços transaccionáveis capazes de concorrer na economia global». Como? - «Atribuiremos novas competências às freguesias, designadamente na gestão dos espaços públicos e na área social». Quais?

- «Apoiaremos a produção de biocombustíveis e de combustíveis derivados de resíduos». Como?

- «Procederemos a uma efectiva descentralização administrativa, com novas responsabilidades e competências dos municípios». Como?

- «Apoiaremos a fixação de investigadores (...) no sistema científico e tecnológico e nas empresas nacionais». Como?

- ...

 

Os lugares-comuns são esmagadores. A ausência de concretização é total. E nada é dito em relação à aplicação destas declarações de intenções nas políticas públicas. O PSD assume um conjunto de banalidades como programa de governo. A vacuidade é oficialmente a sua marca de água.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 28 Agosto , 2009, 17:39

Página 29 do Programa de Governo do PSD:

 

«Defenderemos, como essencial ao interesse de Portugal, um multilateralismo efectivo, assente no respeito pela Carta das Nações Unidas e no primado daquela Organização nas relações internacionais».

 

Foi este partido que apoiou a invasão do Iraque. Foi este partido que aceitou tornar-se anfitrião da cimeira que desencadeou a guerra. É este partido que não tem vergonha.


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