Por Sofia Loureiro dos Santos | Segunda-feira, 28 Setembro , 2009, 15:13

 

 

Apesar de tardarem os prometidos cargos, as devidas prebendas e os mais que certos ganhos, sabe-se lá em que géneros ou moeda, que muitos bloguers e comentadores afirmaram que estariam à minha espera, não me arrependo de ter feito parte deste projecto SIMpleX.

 

Aqui nos cruzámos provenientes de várias profissões e áreas políticas com um objecto: intervir civicamente na campanha eleitoral de forma a motivar as pessoas a votarem no Partido Socialista.

 

O PS ganhou esta batalha e muitas outras se avizinham. Desde a constituição do governo às difíceis negociações parlamentares que se adivinham nesta próxima legislatura, os tempos que aí vêm pronunciam-se difíceis, exigentes, mas muito interessantes.

 

Às vezes com dificuldade, porque a revolta perante comentários abjectos e provocações estúpidas era impetuosa, este foi um espaço de liberdade e de discussão de políticas, ideias, defesa da governação anterior e exposição de alternativas pouco credíveis ou mesmo inexistentes que, espero, tenha contribuído para o esclarecimento de quem nos leu.

 

A todos os colegas do SIMpleX agradeço esta partilha e, quem sabe, talvez nos encontremos noutras lutas.

 

Nota: Também aqui.
 

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Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 27 Setembro , 2009, 22:52

 

 

Ao contrário do que algumas pessoas querem fazer crer, como Francisco Louçã, o PS ganhou as eleições e ganhou-as com bastante folga, a confirmarem-se as projecções eleitorais. Não vale a pena vir agora tentar minorar essa realidade pelo facto de o PS ter perdido a maioria absoluta.

 

O PS ganhou e inequivocamente, com uma maioria que lhe permite formar um governo minoritário.

 

O PSD perdeu irremediavelmente as eleições. Tudo calhou mal, desde a famigerada asfixia democrática, até aos debates perdidos e à falta de discussão política, culminando no desastroso caso das escutas, Manuela Ferreira Leite perdeu as eleições.

 

Francisco Loução e Paulo Portas saem vencedores, aumentando ambos em número de votos e de deputados, capitalizaram os votos dos descontentes do PS e do PSD.

 

Outro derrotado da noite foi o PCP. Não pelo número de votos mas pelo facto de ter sido ultrapassado pelo BE e pelo PP.

 

O último grande derrotado da noite foi Cavaco Silva. Aguardamos impacientes a famosa declaração de esclarecimento dos enredos em que se enredou.

 

E agora Sr. Primeiro-ministro? Vamos ao trabalho, todos, o mais que pudermos, vamos ao diálogo e a determinação, vamos avançar. Foi para isso que lhe demos, de novo, a nossa confiança.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:00

 

Pergunto-me muitas vezes a razão de ser da minha necessidade de intervenção cívica, nomeadamente política, sem que esteja nos meus horizontes algo mais do que isso mesmo: escrever. Talvez a noção de compromisso com o outro, da dependência e interligação entre os seres humanos, do sentido de obrigação que, como elo de uma cadeia das relações afectivas, profissionais e sociais, devemos à construção da nossa vida.

 

Ao contrário do que, para outros, se basta na manifestação de vontade no acto de votar, a troca e o debate de ideias são, para mim, muito apelativos. Por isso, embora tenha uma noção muito exacta da falta de alinhamento com muitas das práticas dos nossos representantes e responsáveis políticos, não me podia de todo alhear deste combate que é a campanha para as eleições legislativas, numa altura em que está em causa a continuação de um projecto globalmente reformador e renovador, em oposição a uma alternativa com contornos pouco definidos, que se afirma apenas por aquilo que não quer e que não sabe, por muito importante que a clareza do que se nega seja um factor fundamental para as opções que vamos fazendo.

 

Até domingo é preciso reunir todas as formas de intervenção, as mais opinativas, as mais contemplativas, as mais silenciosas, e motivá-las para a importância de exercerem o seu direito, que é também um dever, de participarem colectivamente na decisão do que vai ser este país nos próximos quatro anos. Porque é de uma legislatura de quatro anos que falamos, da governabilidade numa altura de grandes dificuldades económicas, de desânimo e desespero para muitos desempregados, de angústia para muitas famílias.

 

Ao contrário do que todos os partidos da oposição propagandeiam, não é a liberdade, a censura ou a falta de transparência democrática que está em causa. Quem for eleito sê-lo-á em eleições democráticas e assumirá o poder com toda a legitimidade. O que importa é o que se pode e se quer fazer com esse poder. E essa é a diferença que importa à vida do dia-a-dia, à perspectiva que temos do que podemos e queremos atingir.

 

A minha escolha é votar PS. Seja qual for a vossa não deixem de a expressar nas urnas.

 

Nota: Também aqui.
 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 22:34

 

 

Estamos a poucos dias das eleições legislativas. A pré-campanha iniciou-se sob o signo da vitória do PSD nas eleições para o parlamento europeu, em que Paulo Rangel, Aguiar-Branco e Pacheco Pereira, para só citar alguns, deram o tiro de arranque para a estratégia que Manuela Ferreira Leite iria seguir.

 

Essa estratégia seria baseada nas insinuações e suspeições sobre o carácter de Sócrates, a promiscuidade entre o PS e o estado, o autoritarismo, a apropriação dos meios de informação, e o intervencionismo na economia. Assim surgiu a superioridade moral da Verdade em oposição às mentiras de Sócrates e a asfixia democrática, sem que se pudesse compreender quais as propostas e alternativas de governo do PSD. O silêncio foi a arma da cuidadosa direcção do PSD.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 19 Setembro , 2009, 12:56

 

A vida privada dos políticos, a forma como se vestem, os filmes que vêem, as comoções que os comovem são matéria totalmente acessória, anedótica, frívola, que fica bem nas revistas cor-de-rosa ou em pequenos apontamentos humorísticos de pé de página.

 

A confusão entre o público e o privado, o julgamento da capacidade e competência dos políticos, a que se convencionou chamar figuras públicas para justificar a intrusão mais indecente numa informação a que temos direito, é a marca da mediatização e da ditadura da imagem.

 

São disso exemplos a forma como foram comentadas os programas a que os líderes partidários se sujeitaram Como nunca o viu, com excepção de Manuela Ferreira Leite, honra lhe seja feita, a importância e relevância da prestação dos mesmos líderes nos programas do Gato Fedorento, que quase suplantam e importância os debates eleitorais a que assistimos nas televisões, assim como as notícias das aplicações financeiras de Francisco Loução e outros militantes do BE.

 

Embora perceba que há declarações que abram a porta a este tipo de escrutínio, não me parece lícito nem relevante que os líderes partidários tenham que ver as suas vidas privadas expostas. Para isso eles próprios têm que a respeitar e não cederem à tentação de serem simpáticos, apelativos ou intelectuais. Todos sabemos que a política é um espectáculo, mas não precisa de ser um mau espectáculo.
 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 19 Setembro , 2009, 12:19

 

A uma semana das eleições os dois maiores partidos mantém as hipóteses de as vencer. As últimas sondagens têm resultados algo díspares mas, no essencial, mostram o PS ligeiramente à frente do PSD e o BE como terceira força política.

 

A uma semana das eleições nota-se, no entanto, o desespero de quem não conseguiu aproveitar a onda dos resultados das europeias. A campanha a que assistimos, em que  todos os partidos se uniram com o objectivo de derrotar o PS e José Sócrates, tem penalizado predominantemente o PSD. Manuela Ferreira Leite e os seus conselheiros parecem não entender que as suspeições e as insinuações fazem pior à democracia e à credibilidade de quem as alimenta do que os melhores currículos académicos, as mais rígidas e austeras posturas, os maiores protestos de verdade e de rigor.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 19 Setembro , 2009, 00:26

 

É absolutamente inaceitável que Manuela Ferreira Leite lance a suspeição de que teme represálias, para ela ou para os seus companheiros de partido e de campanha, caso o PS ganhe as eleições.

 

É de uma irresponsabilidade e de uma baixeza política que não têm nome.

 

Se é esta a credibilidade que Manuela Ferreira Leite tem, não sabe o que isso é.

 

Este tipo de ameaças são perigosas e revelam o desespero de quem sabe que vai perder as eleições. Quem usa assim a noção de liberdade, como Manuela Ferreira Leite, Aguiar Branco, Pacheco Pereira e Paulo Rangel, não merece a confiança de ninguém.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 13 Setembro , 2009, 15:52

 

 

Ontem acabaram os debates televisivos entre os líderes dos principais partidos políticos. Ao contrário do que esperava, pelo espartilho, pela forma e pelo tipo, foram muitíssimo interessantes.

 

Descontando a promoção feita pelas estações televisivas e rádios, como se estivessem a motivar as claques para os vários jogos de futebol, houve uma grande atenção aos debates, o que demonstra que as pessoas estão interessadas e preocupadas com o desfecho destas eleições, que estas eleições são sentidas como muito importantes, que há um regresso à disputa ideológica entre direita e esquerda tendo todos os protagonistas procurado explorar e acentuar os pontos de divergência.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 12 Setembro , 2009, 22:52

 

Na SIC-N estão vários comentadores a tentar convencer os espectadores de que não houve bem vencedores e vencidos, que afinal as coisas não correram assim tão mal a Manuela Ferreira Leite neste último debate.

 

Eu penso que as coisas correram muito mal a Manuela Ferreira Leite. A quantidade de vezes que disse e desdisse, a atrapalhação com os problemas da verdade, das listas, da Madeira, a mudança de posição entre a sua fase de governação e a sua fase de oposição, o TGV, os espanhóis, aquela inacreditável sugestão para Sócrates falar com os camaradas para pararem as manifestações, as SCUT, a sua opinião, que pelos vistos também se alterou, em relação às funções do Estado e, finalmente, o apoio declarado à política de Educação do governo em 2008, ameaçando Sócrates, caso recuasse, seguido da condenação da mesma política depois de assumir a liderança da oposição.

 

Sócrates exagerou nas SCUT e não respondeu a várias perguntas. Penso mesmo que Clara de Sousa, que esteve bem, foi um pouco mais tolerante para os tempos de Sócrates do que para os de Manuela Ferreira Leite.

 

Se este debate foi decisivo? Disso já duvido. Mas confirmou a melhor preparação de Sócrates e não fez muito pela credibilidade de Manuela Ferreira Leite.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 11 Setembro , 2009, 23:28

 

 

A Marktest também divulgou uma sondagem. Hoje é o dia de todas as sondagens.

 

Ao contrário das anteriores, esta sondagem dá um grande aumento de intenções de voto no BE o que, a confirmar-se, repetirá o fenómeno PRD. Ciclicamente aparecem os moralizadores da vida pública que, tão rapidamente aparecem como desaparecem. O BE não é novidade. A novidade é a capitalização do descontentamento de alguns sectores da sociedade, principalmente os ligados à função pública. Será muito interessante seguir o discurso de Francisco Louçã, pois a sua ambição é transparente e será difícil manter a atitude anti-poder. Será altura de renovação no BE?

 

Quanto aos grandes partidos, a sondagem não difere muito das outras duas. Mais uma vez, é entre estes dois partidos que se disputará a vitória.

 

Tempos muito interessantes e muito importantes se avizinham. É preciso que todos se mobilizem, é preciso que todos participem, é preciso que todos votem.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 11 Setembro , 2009, 22:08

 

O debate entre Paulo Portas e Francisco Louçã foi um autêntico espectáculo, a raiar o circense, com os gráficos que Paulo Portas exibe, com a rapidez e perícia de um prestidigitador.

 

Houve demagogia e populismo quanto baste mas a prestação de Paulo Portas foi de tal maneira exagerada, com a história do General sentado em frente dele e do bater de porta em porta para lutar de forma titânica pelos empregos das OGMA, e a enumeração das coisas maravilhosas que fez a favor da pobreza e dos pensionistas que quase ofuscou Francisco Louçã.

 

Este, no meio do espectáculo, deu uma nota de seriedade na discussão da política de segurança e na política de imigração.

 

Enfim, um combate de gigantes mas que, penso eu, não vai modificar muito o sentido de voto dos indecisos. Mas claro, convém ouvir os comentadores da SIC-N e da RTP-N para termos a certeza do que devemos pensar.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 11 Setembro , 2009, 21:55

 

A Eurosondagem não tem uns resultados muito diferentes.

 

 

Os dois grandes partidos estão empatados. Os próximos dias serão muito importantes para mobilizar os abstencionistas ou aqueles que ainda poderão mudar o seu voto.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 11 Setembro , 2009, 17:22

 


 

Esta estimativa da CESOP em relação às legislativas, em comparação com a de Abril, revela uma aproximação entre os 2 grandes partidos, um aumento do CDS, uma ligeira redução do BE e um ligeiro aumento da CDU.

 

É portanto entre o PS e o PSD, como é lógico, que há que fazer a grande escolha.

 

O PSD, pela voz de Manuela Ferreira Leite e Pacheco Pereira nos caminhos da Verdade e pelos perigos da asfixia democrática, existente apenas nas cabeças de quem não conseguiu melhor slogan para disputar uma campanha eleitoral, é a alternativa anterior a 2005, pois os protagonistas não mudaram.

 

O PS é a continuação de uma política reformista e ambiciosa, que aposta na qualificação, no apoio social e no desenvolvimento tecnológico e científico.

 

É esta a decisão de 27 de Setembro.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 11 Setembro , 2009, 16:36

 

Carolina Patrocínio deu uma entrevista ao I.

 

Nela demonstra o que pensa sobre o mundo e a política, que tem preocupações de cidadania, que é corajosa em se expor e que não tem medo de dar a cara por aquilo em que acredita.

 

Ao contrário da minha perplexidade por esta escolha, declarada anteriormente neste blogue, tenho pena de que não tenhamos tido acesso a este tipo de intervenções e de entrevistas antes de e na altura em que Carolina Patrocínio foi escolhida para mandatária da juventude (embora continue a não perceber a vantagem, utilidade ou objectivo da existência de mandatários para a juventude). Fica outra perplexidade, aquela que estranha a pouca atenção que foi dada a este assunto, pela parte dos responsáveis pela campanha do PS.

 

Mas há uma coisa que me penaliza – o esquecimento da reserva e da prudência  na interpretação dos sinais e das imagens que nos inundam, que muitas vezes nos conduzem a raciocínios enviesados e preconceituosos.

 

Sugiro, portanto, que se leia a entrevista, que é excelente e que mostra uma jovem atenta ao que a rodeia e com a generosidade que, dentro das nossas certezas e seriedades, nos atinge e nos convoca.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Quarta-feira, 09 Setembro , 2009, 22:45

 

A pandemia de gripe A está a canibalizar toda a política de saúde. A 3 semanas das eleições legislativas a explicação do que foi feito durante 4 anos assim como o que ficou por fazer, a discussão das propostas para o futuro e as diferenças entre os programas deveriam estar na agenda do partido do governo.

 

Porque, ao contrário do que se tem repetido até à exaustão, mais uma vez pela santa aliança entre os partidos à direita e à esquerda do PS, foram iniciadas reformas importantíssimas na última legislatura.

 

A reforma dos cuidados primários é essencial para a reforma do SNS. Claro que todos os partidos estão de acordo em que se deveria ter feito mais. Mas a verdade é que foi feita alguma coisa com a criação das USF, que modifica a forma de organização existente nos Centros de Saúde, com aumento da multidisciplinaridade dos profissionais, alargamento de horários e de oferta de consultas, assistência ao domicílio e exames complementares de diagnóstico, reduzindo significativamente o número de utentes sem médico de família.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Terça-feira, 08 Setembro , 2009, 22:47

 

Afinal José Sócrates tinha razão.

 

Segundo o DE, a Estradas de Portugal recomendou a não adjudicação da concessão à Mota-Engil e à Edifer pelos grandes desvios (superiores em mais de 100%) entre os preços iniciais e os preços finais.

 

Francisco Louçã estava equivocado.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Terça-feira, 08 Setembro , 2009, 21:46

 

Sócrates conseguiu desmontar a demagogia populista de esquerda de Francisco Louçã, não largando a perda dos benefícios fiscais, fazendo com que Francisco Loução perdesse um pouco o ar professoral, de superioridade moral que o caracteriza. O acenar de Sócrates com o aumento fiscal para a classe média foi arrasador, mas insistiu demasiado.

 

Louçã conseguiu atrapalhar Sócrates nas adjudicações das autoestradas e nos contentores.

 

Francisco Loução descompôs-se; Sócrates recompôs-se.

 

Judite de Sousa foi totalmente ignorada.

 

Penso que José Sócrates ultrapassou muito bem este debate.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Segunda-feira, 07 Setembro , 2009, 22:01

 

É impossível não comentar a extraordinária afirmação de Manuela Ferreira Leite sobre a ausência de asfixia democrática na Madeira. Mas o mais fantástico foi a justificação:

 

"quem legitima o poder é o voto do povo e não está ninguém aqui por imposição, é em resultado dos votos"

 

Então Sócrates não foi eleito? Ou será que Manuela Ferreira Leite duvida das eleições de há 4 anos?

 

A credibilidade de Manuela Ferreira Leite e do PSD acaba-se rapidamente com este tipo de declarações. O aproveitamento que fez do caso TVI, muito bem desmontado por Carlos Santos, resulta em reacções como a de Daniel Proença de Carvalho, que distingue entre liberdade de expressão e atentado ao bom nome, difamação e acusações na praça pública.

 

Saíram as primeiras sondagens para as legislativas. Há ainda muito para fazer.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 06 Setembro , 2009, 22:05

 

Mais um debate civilizado, o que é excelente, mais BE contra PSD.

 

Ficaram bem patentes as diferenças entre o BE e o PSD. Mas essas diferenças já eram conhecidas.

 

Aquilo que me espantou foi ter assistido ao arrasar do programa eleitoral (inexistente) do PSD, obrigando-se Manuela Ferreira Leite a concordar pontualmente com Francisco Louçã e a desdizer o pouco que lá está escrito, como por exemplo na segurança social, por um pregador que do seu púlpito falou da liberdade e da responsabilidade, da grandeza da democracia, da violência da insensibilidade, etc.

 

Na questão do emprego e do desemprego Francisco Louçã exibia o sorriso do vencedor. Na saúde Manuela Ferreira Leite acenou com as listas de espera para morrer mas foi de imediato cilindrada pela necessidade que o sistema privado tem de se socorrer do público, precisamente nas áreas mais críticas dos cuidados intensivos, da oncologia, etc. Manuela Ferreira Leite esteve bem quando apelidou as taxas moderadoras para os internamentos e cirurgias de um imposto.

 

Por fim, de uma maneira cordata e serena, Francisco Louçã conduziu Manuela Ferreira Leite para o cadafalso quando se falou do casamento entre homossexuais, uniões de facto e procriação medicamente assistida. Num frenesim, Francisco Louçã perorou sobre a felicidade e o direito de amar que o Estado deve garantir a todo o indivíduo, encurralando Manuela Ferreira Leite no reconhecimento da evolução da sociedade que já não considera isso um tabu, sem sabermos exactamente o que era isso.

 

Louçã esmagou.

 

Nota: Também aqui.

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 06 Setembro , 2009, 19:14

 

A blogosfera entrou definitivamente nos meios de debate, propaganda, informação e manipulação nas campanhas políticas. Individualmente ou em grupo, todos podemos opinar, ler outras opiniões, debater ideias e comentar as ideias diferentes.

 

Estas eleições são muito importantes pois está a discutir-se qual a estratégia para o futuro do país, com visões opostas em termos de desenvolvimento, modelos económico, de apoio social e de funções do estado, para citar alguns.

 

Por isso se assiste ao agrupamento de pessoas que apoiam campos opostos, na tentativa de fazer da união a força, de criar espaços de verdadeiro debate e esclarecimento de ideias.

 


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