Por Leonel Moura | Sábado, 19 Setembro , 2009, 20:31

Duas coisas vão ficando muito claras nesta campanha.
A primeira é que o PSD de Manuela Ferreira Leite se tornou num partido ideologicamente à direita do CDS. As declarações com sabor a extrema-direita não param de suceder.
A segunda é que, a cada dia que passa, mais o Bloco de Esquerda revela aquilo que na realidade sempre foi e é. Uma clique de excitados agitadores políticos, mas muito conservadores no que respeita à vidinha.

 

 

tags: ,

Por Leonel Moura | Sábado, 12 Setembro , 2009, 23:41

Um político, de um país Europeu, que faça um comentário sobre o país vizinho como aquele que Manuela Ferreira Leite proferiu, ou é de extrema-direita ou está acabado.

 


Por Leonel Moura | Domingo, 06 Setembro , 2009, 19:59

Há uma coisa que não posso deixar de dizer sobre esta ideia da asfixia democrática. Não sou militante do PS, sou assumidamente libertário, vulgo anarquista, com um comportamento e até alguns livros publicados sobre o assunto. Como artista preciso do máximo de liberdade, sob o risco de não conseguir desenvolver uma actividade e, já agora, uma ambição que está por sua natureza para além das convenções e daquilo que é aceite.

Do que conheço, e já conheço alguma coisa, nem o PS enquanto organização, nem a vasta maioria dos socialistas com quem me fui cruzando nas curvas da vida, alguma vez reagiram mal à minha condição de artista e anarca. Pelo contrário, nunca vi um partido mais aberto à diferença, mais tolerante, mais empenhado nas novas coisas e nas novas ideias. Há comprovadamente uma cultura da liberdade instalada no PS que não vejo nos outros partidos, da direita ou da dita esquerda, salvo rarissimas excepções. Há, para além disso, neste PS de Sócrates uma genuína vontade de acompanhar o que efectivamente vai fazendo o mundo de hoje e do futuro. Uma abertura, uma ambição, uma respiração que só pode favorecer o país e os portugueses. Não encontro isso em mais partido nenhum. Confirmo sim, todos os dias, a asfixia do medo, do conservadorismo, da demagogia.

Por isso sobre asfixias estamos conversados.

 


Por Leonel Moura | Sexta-feira, 04 Setembro , 2009, 22:03

A história da TVI não pode deixar de ter consequências. A partir deste episódio jornalistas, comentadores e órgãos de informação têm de passar a declarar as suas opções partidárias ou, no caso, a sua assumida e comprovada independência. Realmente escandaloso é ver comentadores, jornalistas, jornais, televisões e outros meios de comunicação fingirem que são isentos quando na verdade estão em permanente campanha. Porque se Manuela Moura Guedes e a TVI tivessem assumido que são a favor do CDS e do PSD e usam a informação para combater o PS, não haveria qualquer problema. Acontece em Espanha, acontece nos Estados Unidos, acontece noutros países.

Portugal entrou definitivamente no terreno do nefasto conluio entre política e informação. É preciso introduzir alguns mecanismos de esclarecimento. A declaração de interesses é não só fundamental do ponto de vista ético e político como uma exigência de salubridade pública.


Por Leonel Moura | Sexta-feira, 04 Setembro , 2009, 09:27

Esta é a campanha eleitoral mais suja da história da nossa democracia. E é de esperar mais nojeira nas próximas semanas. O estratagema é simples. À falta de argumentos as oposições, todas elas, inundam o debate político de acusações, mentiras, insinuações, intrigas, numa verdadeira onda demagógica que tudo e todos vai envolvendo. Os media servem de caixa de amplificação.

Portugal vive assim num estado de asfixia demagógica que impede a discussão séria sobre qualquer assunto. Por isso, o PS e todos os que o apoiam devem manter a lucidez e a serenidade e não responder à histeria que se instalou na política portuguesa. Também aí se marcará a diferença entre o partido que pensa no desenvolvimento do país e os que só pensam em lançar novas campanhas de fanatismo e ódio.


Por Leonel Moura | Domingo, 30 Agosto , 2009, 18:42

Tive a paciência de ouvir o discurso de Francisco Louçã na rentrée do Bloco. A grande maioria do tempo foi ocupado com historietas a casa de banho de Loureiro, os contentores de Alcântara, os milhões desbaratados do BPN, a venda da casa de Damásio, as parvoíces da Nogueira Pinto, enfim. É este o homem que vai reconstruir a esquerda em Portugal? Um entertainer? Um cómico político?

De ideias ficou o ódio aos ricos e a defesa dos pobres. É pouco. Infelizmente Portugal tem muita miséria, mas felizmente é muito mais do que isso. O país real não é só pobreza, é sobretudo, na sua maioria, uma sociedade avançada que quer mais, melhor e evoluir positivamente.

Na minha modesta opinião o Bloco só é efectivamente concorrencial com as Misericórdias. Até no linguajar de seminarista de Louçã.

tags: ,

Por Leonel Moura | Sábado, 29 Agosto , 2009, 20:39

O Bloco de Esquerda vai recolhendo algumas vantagens com a velha receita reaccionária das posições contra a política e os políticos. Com mais charme do que o caquético PC, o Bloco vai crescendo por via do negativismo e de uma capacidade de dizer mal que fascina gente confusa, sem verdadeira orientação política e, em grande medida, bastante ignorante e irresponsável quanto às consequências dos actos cívicos em democracia. Quantos dos seus eleitores são realmente tão radicalmente contra a Europa? Quantos acreditam mesmo que se deve tudo subsidiar e tudo financiar? Quantos defendem, de facto, que Portugal deve enveredar por um regresso civilizacional e excluir a excelência, a escala, a modernização e a inovação tecnológica?

O Bloco ilude-se com o seu sucesso conjuntural. Mas, na verdade, e vendo bem o efectivo apoio social que tem, trata-se de um fenómeno semelhante ao PRD. Vai esfumar-se ao primeiro abanão da pequena história.

De momento, presta-se para já ao sujo serviço de tudo fazer para que o PSD regresse ao poder.

tags:

Por Leonel Moura | Quinta-feira, 27 Agosto , 2009, 21:08

O PS vai construir o TGV; o PSD vai parar o TGV. Quem quiser viver no século XXI vota PS; quem quiser ficar no século XIX vota PSD. É Simplex.

tags:

Por Leonel Moura | Quinta-feira, 27 Agosto , 2009, 08:30

Segundo Paulo Rangel, deputado europeu e destacado membro da direcção do PSD, não se deve confundir a política e a ética. Esta surpreendente afirmação, derivada do combate interno contra Marques Mendes, é reveladora do estado de degradação política e mental a que chegou o actual PSD.

Baseando-se em Maquiavel, esse eterno recurso do primarismo político, Rangel afirma que a política é autónoma da ética. Ou seja, a política teria uma lógica própria – a da conquista e manutenção do poder –, que levaria à prática de actos e tomadas de decisão independentemente dos aspectos éticos envolvidos. O que implicaria tanto a inclusão nas listas para deputados de acusados por crimes de corrupção, quanto, por exemplo, o recurso à tortura e ao assassínio, tal como aconteceu recentemente nos Estados Unidos sob a Presidência Bush. Uma vez que se separe a ética da política onde fica a fronteira entre o aceitável e o condenável?

Rangel parece não ter entendido que a democracia moderna se caracteriza precisamente por uma íntima relação entre política e ética. Sem ética a política não é democrática, transforma-se num permanente abuso de poder. Por isso a declaração é tão grave. Ela significa o elogio do vale tudo, a ausência de princípios na acção política, o mais absoluto discricionarismo.

Para mais Rangel não entendeu Maquiavel. Ficou-se pelo maquiavelismo, convenceu-se que fazer política é a arte de manipular e ludibriar. E esqueceu um pequeno detalhe: Maquiavel escreveu sobre a tirania, hoje vivemos em democracia.

Mas não há mal que não venha por bem. Estamos agora esclarecidos que não se deve esperar qualquer comportamento ético por parte dos eleitos nas listas do PSD.


Por Leonel Moura | Domingo, 09 Agosto , 2009, 17:59

É claro que é próprio dos blogues dar-se largas à chamada conversa de café, que aliás deixou de existir e migrou para a Internet. Isto é, aquele comentário do momento, estapafúrdio, demagógico, nada fundamentado. Não tem mal, faz parte da vida e é muito positivo que existe um espaço de liberdade para o exprimir.

Outra coisa, contudo, são os argumentos políticos para defender uma causa ou uma opção. E aí os comentários dos blogues raramente têm alguma utilidade. Para além do insulto em si mesmo irrelevante já que só é insultado quem quer , estamos perante argumentos do tipo “quanto é que te pagam” ou “estás ao serviço de quem”? Ou seja, não se reconhece que uma pessoa possa defender um partido, um governo, um primeiro-ministro, simplesmente porque acha que, no contexto actual, eles representam aquilo que é melhor para o país.

Há pois e claramente, nesta fauna dos blogues, uma maioria de pessoas impreparada para a democracia e para uma sociedade evoluída. Por mim não me incomodam nada, mas tenho pena que não exista mais gente inteligente para que se possa dar uma discussão séria e profunda sobre a nossa sociedade e os seus caminhos futuros. Não vejo aliás da parte da direita e da extrema-esquerda grandes argumentos nesse sentido. Vejo sim o bota-abaixo, o dizer mal, o ódio mesmo, mas pouca coisa sobre ideias que possam melhorar a nossa vida colectiva. É, aliás, só isso que me leva a apoiar o PS e sobretudo José Sócrates e o que ele representa como determinação em modernizar Portugal. Mas isso é capaz de ser difícil de entender por certas mentes mais dadas ao superficial.

 


Por Leonel Moura | Domingo, 09 Agosto , 2009, 11:12

O PSD, muito aflito com o desastre das listas, mandou Paulo Rangel desviar as atenções para um assunto claramente menor relacionado com o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida. Menor, porque de um lado temos deputados que fazem as leis do país e, do outro, um organismo consultivo, por muito importantes que possam ser os seus pareceres. Para mais Portugal tem muita gente competente para integrar este Conselho e não se esgota numa única pessoa.

Mas esta operação de típica agitação mediática não chega para esconder a realidade. A questão das listas tem certamente a ver com nomes, mas tem ainda mais a ver com a credibilidade da própria Manuela Ferreira Leite. Sem ideias tem apresentado como único argumento político que é uma mulher muito séria. Ora, a configuração das listas demonstra precisamente o contrário. Meteu os amigos, mesmo alguns com graves problemas com a justiça, e eliminou os adversários mostrando sectarismo e nenhuma abertura à opinião diversa. Amiguismo e sectarismo não são atributos adequados para quem pretende ser primeiro-ministro.


Por Leonel Moura | Domingo, 26 Julho , 2009, 13:49

Imagino que o Ministro da Cultura se refira à navegação na Internet, porque da tecla dos grandes feitos do antigamente que não consegue passar dos Descobrimentos, estamos todos fartos. Portugal já está noutra.

E depois basta de tanto Museu que só serve para aumentar o funcionalismo, gastar dinheiro praticamente sem retorno e reforçar uma cultura da contemplação passiva. O país precisa sim de centros de criatividade, locais para os jovens se encontrarem, cooperarem e produzirem novas coisas. O Pavilhão de Portugal devia transformar-se num centro de experimentação artística, um laboratório de práticas avançadas, um lugar de encontro das artes e das ciências.

Esse sim seria um projecto mobilizador.

 


Por Leonel Moura | Domingo, 26 Julho , 2009, 11:00

O resultado das próximas eleições será decidido em grande medida pela capacidade em demonstrar que só com o PS de José Sócrates o país pode continuar a evoluir e modernizar-se. E, se refiro o PS de José Sócrates é, desde logo, porque há muitos PS's dentro do PS – e nem todos me merecem apreço – mas porque os últimos anos mostraram que nunca Portugal teve um governo tão contemporâneo de si mesmo. As voltas do acaso e da história levaram ao poder uma parte considerável dos melhores e mais bem preparados do nosso tempo.

Nunca o sobressalto tecnológico foi tão intenso; nunca a ciência – na sua organização, meios, práticas e capacidade de intervenção nacional e internacional –, teve um avanço tão marcante como neste governo; nunca antes muitas medidas, da educação à saúde, ambiente ou economia foram tão ousadas e produtivas. Hoje Portugal é uma referência mundial na ciência e na tecnologia. Hoje Portugal, pequeno país periférico, é capaz de gerar programas que servem de modelo para o resto do mundo.


Protocolos
comentários recentes
Ainda bem que procurei por ti na internet em geral...
A discussão sobre pagar a saúde de acordo com os r...
Espero que o José Sócrates faça um bom trabalho..
Boa tarde, gostava da vossa opinião.hoje dirigi-me...
EsclarecimentoA notícia é apenas sobre uma propost...
Venho por este meio relatar-vos uma situação que c...
Sou nova nestas andanças, da net (não em anos-57) ...
Obrigada pelos textos que nos deram a ler, a refle...
Estou de acordo com a ideia lançado por vocês impo...
Simplex , simplesmente. convido-os a visitarem o m...
já agora gostaria que observem uma iniciativa empr...
Estava a gostar deste blog...
Uma escrita muito pobre, na generalidade dos casos...
Estou numa dúvida: a oposição não foi eleita para ...
Posts mais comentados
88 comentários
50 comentários
44 comentários
43 comentários
38 comentários
36 comentários
27 comentários
25 comentários
arquivos
pesquisar neste blog
 
subscrever feeds

As imagens criadas pelo autor João Coisas apenas poderão ser utilizadas em blogues sem objectivo comercial, e desde que citada a respectiva origem.