Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 23:11

O descontentamento dos professores pela introdução de um sistema de avaliação mobilizou todos os partidos da oposição para captar os votos da corporação.

O ponto é este, os professores e as suas representações profissionais, neste capítulo, o mais longe que vão é até à auto-avaliação. E os partidos à direita, verdadeiramente, sempre deram cobertura a esta exigência e só muito timidamente, de forma pouco audível, é que falam em substituir o actual sistema por um outro, mas nunca indo ao essencial de rejeitar ou negar a pretensão exclusiva de um modelo de auto-avaliação. O que era preciso era ganhar, a qualquer custo, os votos dos professores e, para isso, não se comprometeriam com nada tal como, por exemplo, denunciei aqui

Todavia, há minutos, fora do pregão do culto que tanto o caracteriza, perante as câmaras de televisão e depois de acossado com a pergunta, de Louçã  lá veio a resposta fatal.

"O BE defende uma avaliação de professores formulada por entidades externas, por institutos".

Finalmente caiu a máscara ao líder do BE. Os professores ficam agora a saber que o dr Louçã não defende a auto-avaliação como os professores e as suas associações de classe pretendem. O dr Louçã defende o essencial do modelo do PSD, uma avaliação externa à escola, feita por entidades contratadas para o efeito. Estou certo que´este é o último modelo de avaliação que os professores podem vir a querer. Outsourcing, nunca, é o que sempre tenho ouvido dos professores.

Mas ainda é tempo das organizações sindicais se pronunciarem sobre esta proposta de Louçã. Se o interesse e o esclarecimento dos professores valer, claro está, mais que o interesse partidário das organizações políticas em que alguns militam.  

E, já agora, solicito a todos os blogues próximos do BE que divulguem esta informação, é conveniente que o maior número de professores a leiam. Não temam o seu juízo, vós que tanto destes à causa.

 


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 11:26

Agora mesmo, no fórum da TSF, um ouvinte assinalou:

"Votei Sócrates mas fiquei desiludido com algumas medidas do governo e decidi votar no BE nestas eleições, tinha grandes esperanças no Louçã. No entanto, com os debates fiquei desiludido, ele não tinha preparação como eu pensava que tinha e neste momento estou indeciso" 

Este ouvinte expressa, no meu entender, o sentimento de muitos eleitores, a saber, uma sedução enorme pelo discurso demagógico, populista e de facilidade de Louçã e a consciência, tomada pelo confronto dos debates, de que as palavras melífluas de Louçã não passam de um enorme logro. 

E é por isso que Louçã (até aqui afirmava-se candidato a primeiro-ministro), vem agora dizer que já só quer impedir a vitória do PS. Impedir a vitória do PS não é nenhuma proposta política decente, é apenas um péssimo contributo para tornar o país ingovernável, sem rumo e sem estratégia para os problemas das pessoas.

Não creio que seja isso que o cidadão quer na hora que decide o seu voto. 

 


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 00:55

Com o PSD a afundar-se nas sondagens dia após dia, comprometendo, irremediavelmente, as suas possibilidades de vitória, resta-nos agora a atitude política que evite a ingovernabilidade do país, reforçando a votação no PS.

Apelo, por isso, aos nossos vizinhos um gesto patriótico, pois todos sabemos que a vossa intervenção pública é (quase exclusivamente) ditada por razões de carácter patriótico. Aliás, como nunca se esquecem de nos lembrar, a acção patriótica é uma das marcas distintivas entre a vossa direita e a nossa esquerda. 

Chegou a altura de o demonstrarem. 

 


Por João Paulo Pedrosa | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 00:21

Francisco Louçã foi hoje a Esposende prometer uma barra nova para os pescadores.

"É uma questão difícil que tem uma solução simples. A solução [diz] é criar uma barra, uma protecção, que permita reter o lodo e as areias [mas] falta financiamento.


Por João Paulo Pedrosa | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 00:02

Manuela Ferreira Leite encara já publicamente a previsível derrota e lança um debate, que se prevê quente, para dentro do seu partido ao afirmar que não se demite "estou a fazer o meu trabalho", disse.


Por João Paulo Pedrosa | Sábado, 19 Setembro , 2009, 01:05

Depois de Moita Flores ter dado o seu apoio a José Sócrates, Pacheco Pereira não descansou enquanto não o afastou da corrida a presidente da Câmara de Santarém. Como isso não é possível nos termos legais, Pacheco Pereira recorre à pressão sobre os media. E não é que resultou!

 A Agencia Lusa, pressionada, acaba já de anunciar que Pacheco Pereira é candidato do PSD a Presidente da Câmara de Santarém.  

Tal como Pacheco, também "é com muita preocupação que vejo o ambiente que está a ser criado à volta dos órgãos de comunicação social que ousam criticar Pacheco Pereira".

 

 


Por João Paulo Pedrosa | Sábado, 19 Setembro , 2009, 00:03

Estou convencido que esta notícia é mais uma manobra, entre tantas outras, dos adversários internos da drª Ferreira Leite para a desacreditar. Se um eleitor, daqueles que decidem eleições, tiver a percepção que há alguma possibilidade do PS fazer uma coligação com o BE, opta, justamente, por dar o seu voto ao PS e não ao PSD. É assim, por exemplo, que pensa José Miguel Júdice quando, ainda hoje, em declarações ao jornal Público afirma:

 

"(...) Não acredito nas capacidades de MFL para governar Portugal e enfrentar os desafios que estão à nossa frente, sobretudo com um PS que - sem Sócrates, provavelmente - virará à esquerda. Se ela tivesse seguido o exemplo de Sónia Gandhi, talvez outro galo cantasse. Tudo medido, e nesse pressuposto, vou dar o meu voto ao PS - pela primeira vez em eleições legislativas. Será um voto em José Sócrates, que fique claro. E que não voltarei a dar no futuro se o ímpeto reformista se não vier a concretizar. Digamos que é umvoto receoso, mas com esperança. Julgo, aliás, que será assim o voto de muitos portugueses moderados. Que pouco precisam para si, mas que muito querem para Portugal e para filhos e netos". 

 

 

 


Por João Paulo Pedrosa | Sexta-feira, 18 Setembro , 2009, 23:24

Acabei de ouvir a drª Ferreira Leite afirmar na sic-notícias que há medo na democracia portuguesa porque um director geral perdoou multas a determinadas pessoas por serem do PS (sic).

Referia-se a esta notícia, na qual é citado o facto da GNR pretender aplicar a lei da publicidade aos carros de campanha eleitoral e esta não se aplicar às campanhas partidárias como, aliás, milhares de candidaturas autárquicas que usam estes meios de comunicação há muito sabem.

Com franqueza é muito penoso ver que, em desespero de causa, a drª Ferreira Leite entra por este caminho. Há formas mais dignas de acabar.

 


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 00:27

O candidato escolhido pelo BE para presidir à câmara municipal de Pombal afirmou,numa entrevista a um jornal local, que os seus ídolos e referências políticas são, respectivamente, Paulo Portas e Cavaco Silva.  

Isto é o Bloco!

 


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 00:06

A 17 de Fevereiro de 2002, Durão Barroso convidou o presidente do governo espanhol Aznar para abrir, repito, abrir, o comício de lançamento da sua candidatura a primeiro-ministro. Foi Aznar, e não Cavaco Silva ou Manuela Ferreira Leite, a abrir esta decisiva iniciativa política. Todavia, ambos estiveram presentes e desfizeram-se, segundo relatos da época, em vénias e aplausos à escolha de Durão Barroso.

Paulo Portas, à época, mostrou-se escandalizado e considerou a intervenção de Aznar uma ingerência na vida interna portuguesa.

 


Por João Paulo Pedrosa | Quarta-feira, 09 Setembro , 2009, 00:39

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...

 

Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes
No peito atingido...

 

Fera ferida,


Por João Paulo Pedrosa | Terça-feira, 08 Setembro , 2009, 01:29

"Seria inaceitável não vir a um exemplo típico de um bastião inamovível do PSD exemplo isto aqui de um bom governo do partido social-democrata e o local do continente, das ilhas e do Portugal inteiro onde a política social democrata tem mais efeitos visíveis".

 

(Manuela Ferreira Leite em visita à Madeira,  aqui)


Por João Paulo Pedrosa | Sábado, 05 Setembro , 2009, 00:51

Não há um único desmentido das notícias que fizemos.

[Manuela Moura Guedes, DN, hoje]

 

O director da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues, revelou hoje à Agencia Lusa que o conteúdo da carta anónima que implica (mais) um primo de José Sócrates na entrega de subornos para obter o licenciamento do Freeport é destituído de fundamento, pelo que irá ser aberto um inquérito para averiguar um crime de denúncia caluniosa e os seus autores.

[Jornal Expresso, on line]


Por João Paulo Pedrosa | Sexta-feira, 04 Setembro , 2009, 01:11

O governo devia aumentar os ordenados, baixar as propinas, reforçar as pensões, eliminar os impostos, não avaliar os professores, reduzir o número de alunos por turma, aumentar o número de professores por escola, acabar com as taxas moderadoras, proibir os despedimentos, extinguir o deficit,  suprimir o desemprego, colocar Louçã ao lado da senhora de Fátima e beatificar Jerónimo de Sousa, um é professor universitário, o outro é operário, seguem-nos cerca de 20% dos portugueses.


Por João Paulo Pedrosa | Terça-feira, 01 Setembro , 2009, 12:40

 

 

Os modelos tradicionais de campanha eleitoral e o modo como funcionam os partidos políticos estão totalmente datados. Todavia, uma coisa é a emergência de novas formas de fazer política, outra coisa é a total incapacidade de lidar com as actuais.

Com efeito, MFL declarou hoje que não vai fazer comícios, vai fazer sessões de esclarecimento, como se nuns estivesse o pecado e noutras a virtude. Ora, justamente, todos sabemos que comícios, arruadas programadas, visitas institucionais, palestras temáticas e sessões de esclarecimento são tudo a mesma coisa, ou seja, iniciativas públicas preparadas e programadas para servirem de base à transmissão de determinadas mensagens políticas.

 

Portanto, em bom rigor, MFL não faz comícios porque o modelo da iniciativa lhe é adverso e a sua prestação seria um desastre comunicacional total. MFL não tem nenhuma das características políticas dos líderes partidários, não é boa oradora (expressa-se mal, nas palavras de Pacheco Pereira) e tem grande repulsa em contactar com as pessoas. O seu modelo de comunicação política é, pois, o da antiga Telescola.

 

É que, de facto, a exigência de um comício não é compaginável com uma sala programada de fiéis ouvintes, onde se lê um texto e se expressa uma determinada mensagem política com o fim exclusivo de servir os 5 mn do telejornal da noite. Paulo Portas e, em parte, Louçã têm sido eficazes nesse modelo e Ferreira Leite quer, agora, seguir-lhes o rasto.

 

Portanto, só o PS e o PCP arriscam (e vão continuar a arriscar) nesta forma de comunicação política, mais improvisada, mais solta, mais emotiva e também mais sujeita à análise dos órgãos de comunicação social e ao livre escrutínio do público, mas como não é previsível podermos contar com a mediação da comunicação social, num tempo em que todos os partidos e todas as mensagens têm o mesmo valor no espaço comunicacional, o modelo dos directos tem, em consequência, muito maior alcance e eficácia eleitoral. Quando uma estação de televisão dá a mesma importância e o mesmo espaço noticioso quer a uma visita de Paulo Portas a uma feira, quer à mobilização de 10 mil pessoas para um comício do PCP no Pavilhão do Atlântico, por exemplo, a política está mesmo reduzida à Telescola. Convém não facilitar…


Por João Paulo Pedrosa | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 16:06

1 – O investimento em equipamentos sociais que enquanto Manuela Ferreira Leite foi membro do governo diminuiu de 61 M€ para 19 M€;

2 – O investimento em equipamentos sociais enquanto José Sócrates é primeiro-ministro aumentou de 19 M€ para 212 M€;

3 – Construção de 411 creches que representam mais 18 414 lugares para crianças dos zero aos 3 anos de idade;

4 – Abono pré-natal para grávidas e aumento exponencial desta prestação aos que mais necessitam;

5 – Aumento do tempo da licença de maternidade e paternidade;

6 – Complemento de reforma (Solidário) para Idosos;

7 – Construção de 189 centros de dia para convívio de idosos;

8 – Construção de 191 lares para institucionalização de idosos;

9 – Criação de 176 serviços de apoio domiciliário;

10 – Criação de 18 653 lugares para idosos em instituições;

11 – Construção de 93 centros de apoio a cidadãos com deficiência;

12 – Criação de 1 430 lugares para institucionalização de cidadãos com deficiência;

13 – Criação do projecto escola a tempo inteiro no 1º CEB com Inglês, educação musical;

14 – Alargamento da acção social escolar no 1º, 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico indexada ao abono de família;

15 – Serviço generalizado de refeições escolares no pré-escolar e 1º CEB;

16 – Implementação de aulas de substituição para ocupar os alunos durante as faltas dos professores;

17 – Criação de um plano individual de apoio à matemática para alunos com insuficiências de aprendizagem;

18 – Criação de equipas técnicas especializadas para as comissões municipais de protecção de crianças e jovens em risco (CPCJ);

19 – A criação destas respostas sociais resultou num volume de investimento total de 424 M€, com a criação de milhares de postos de trabalho;

20 – José Sócrates não considera que o casamento e a constituição de família é apenas para a procriação;


Por João Paulo Pedrosa | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 00:17

Um dos parvenu de Manuela Ferreira Leite questiona, e bem, o caminho de cedências civilizacionais, em alguns países europeus acossados com o predomínio de valores conservadores, de pendor religioso e moral, na organização da vida social. Nem de propósito, aspalavras de MFL hoje, no encerramento de um comício partidário, têm nele um efeito de bumerangue.

Cito:
"Talvez o crescimento dessas coisas, sob o olhar compreensivo dos nossos tolerantes cosmopolitas, devolva aos europeus (portugueses) o gosto pela liberdade e, sobretudo, o respeito por ela".
Nem mais!

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