[Diário do Minho, p. 6, 21 de Setembro de 2009]
Artigo 72.º Publicidade comercial
Um leitor do CC chama a atenção para as seguintes coincidências temporais:
Então, só rapaziada do Santana é que conspirava? Que tem Pacheco Pereira a dizer sobre isto?
A oposição de direita não se cansa de bramir contra a carga fiscal, que, garantem a Dr.ª Manuela e o Dr. Portas, não pára de crescer. Dizem-no por má-fé ou por ignorância? Veja-se:
1. Quando a Dr.ª Manuela Ferreira Leite foi ministra das Finanças, entre 2002 e 2004, havia prometido, no seu programa de governo, fazer o chamado “Choque Fiscal” que se traduziria numa descida generalizada de impostos.
Assim não aconteceu. Uma das primeiras medidas do governo da Dr.ª Manuela foi aumentar a taxa do IVA de 17% para 19%. Outra importante medida foi a Reforma da Tributação do Património (IMI e IMT), que teve como consequência a duplicação da carga fiscal sobre o imobiliário (as receitas do IMI e do IMT já duplicaram relativamente às da contribuição autárquica e da sisa).
2. O Governo de Sócrates tomou importantes medidas em matéria fiscal, tendo diminuído os impostos e a carga fiscal, em especial nos seguintes domínios:
[Continua]
[Publicado também aqui]
Manuel Caldeira Cabral pergunta: Afinal, quem aumentou a despesa pública? E dá uma resposta que não deixa margem para dúvidas:
Manuela Ferreira Leite no debate com Jerónimo de Sousa: “Acho muito elevada a taxa de 42 % de IRC.” A presidente do PSD já o disse por quatro vezes perante o silêncio do secretário-geral do PCP, que, pelos vistos, também não faz a mínima ideia de como são tributadas em IRC as sociedades comerciais, designadamente as piquenas e médias empresas.