Só o PS pode guarantir uma vitória da esquerda nas eleições legislativas.Claro que o PCP e o BE e muita comunicação social e “comentadores” dizem que o PS não é de esquerda.
Só o PS pode guarantir uma vitória da esquerda nas eleições legislativas.Claro que o PCP e o BE e muita comunicação social e “comentadores” dizem que o PS não é de esquerda.
Segundo Manuela Ferreira Leite e PSD há um problema que condiciona todos os outros - a dívida pública portuguesa!!!
Isto é dito pelo partido que cavou mais fundo no deficit! Como argumento contra o partido que mais fez para equilibrar as contas públicas.
Mas mesmo assim o que diz a imprensa internacional de referência da área económica sobre esta questão tão premente da dívida portuguesa?
Fui ver o Financial Times que em artigo da semana passada afirma que a zona euro mostrou a sua força nesta crise, e o spread da dívida pública Portuguesa e de outros Estados periféricos tem caído a pique face à Alemanha: The so-called peripheral economies of
De Rui Tavares a Joaquim Aguiar há muitos oráculos da vida portuguesa que vêm dizer que Sócrates não pode, ou não deve falar do interesse geral. Falar do interesse geral é a ditadura, é a direita. O diálogo - tão vilipendiado com Guterres - é agora afinal o ideal.
Não concordo. Defender e progredir no sentido do interesse geral é o que faz a esquerda e o que dá sentido ao Estado democrático. Claro que numa democracia podemos discutir o que será melhor para o interesse geral, e até como o definir.
É aliás para isso que há programas eleitorais - não conheço nenhum que se afirme abertamente corporativo, de defesa apenas e só de certos grupos ou pessoas. É aliás por isso - porque há interesse geral, mas ele se vai sempre construindo e reconstruindo em democracia - que há eleições nacionais (e não corporativas).
Se não há interesse geral, que sentido faz o Estado, que sentido faz um governo? Deve só dialogar? Mas com que sentido se não no de promover o interesse geral?
É normal que haja muitos professores irritados. Reformar a educação nunca é fácil. A avaliação nunca é uma coisa objectiva. O PS e Sócrates já deixaram claro que vão ouvir mais - os sindicatos, se desta feita for possível, ou directamente os professores se os sindicatos continuarem numa posição bloqueio de qualquer negociação exigindo a suspensão da avaliação
Louçã não escondeu a sua ambição de fazer um Bloco comum da Esquerda, com ele a mandar, claro, e o PS engolido de preferência aos bocadinhos.
Nada conviria mais ao PSD que assim garantiria o monopólio do poder governativo para a direita durante umas décadas.
Isto não afasta que, em políticas económicas, por exemplo, o PS possa, se houver oposição responsável à direita, aprovar medidas responsáveis com ela nesse campo.
Isto não afasta que, em política sociais, por exemplo, o PS possa, se houver oposição responsável à esquerda, aprovar medidas progressistas neste campo com eles.
Não se trata de voto útil no PS. Todos os votos o são à sua maneira. Trata-se de dizer que (para mim) é evidente que quem quiser ter um país com governo a partir de dia 27 realmente terá de votar PS.
PS - Evidentemente que se o PSD e o BE vierem dizer que garantem que não formarão uma coligação negativa contra um governo PS, quem sou eu para duvidar até, eventualmente, actos desmentirem tais palavras. Mas ainda assim faltará quer a uns quer a outros uma ideia de governo de progressismo realista que é o me interessa.
Eu de facto não vejo nada de anormal em que o Director do Público nos tempos que correm tenha ido a um comício do PSD e outro do CDS. Acho até perfeitamente normal.
Convinha, no entanto, que VGM se recordasse que quem veio falar de falhas graves no jornalismo político do Público, e de uma agenda política oculta, foi o próprio Provedor do Público, Joaquim Vieira.
Fora de brincadeira, o Público é um jornal fundado por grandes jornalistas e continua a ter grandes professionais. Esperemos que os deixem trabalhar como deve ser no futuro.

IMAGEM: www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com
Os nossos amigos do PSD resolveram colocar dois textos demoradamente dizendo que falar hoje de Salazarismo e Salazarentos em relação a um(a) adversári@ polític@ é uma prova de grave falta de cultura democrática, uma tentativa de conquistar o voto dos cidadãos assustando-os como se fossem criancinhas.
Só é pena que estes textos publicadas por duas pessoas que aprecio – o Nuno Gouveia e o Miguel Morgado – não tenham sortido efeito no Carlos Botelho que publicou (até ver) nada mais, nada menos do que 17 postes (!!!!!!) no blogue de apoio ao PSD (que partilha com os ilustres citados) a acusar Sócrates de salazarismo. Não notaram? Não tem o dito Carlos Botelho nada a dizer a respeito deste crítica violenta de que foi alvo? Não têm NG e MM nada a acrescentar em vista deste facto algo paradoxal?
Entre os melhores momentos desta campanha esteve o debate em que Jerónimo de Sousa pôs Paulo Portas a concordar com ele na necessidade de apoiar não apenas as PMEs mas também as MICRO empresas!
Ora eu pensava que para os adeptos do capitalismo puro nenhuma empresa - seja ela micro ou macro - devia ser sujeita ao arbítrio do apoio do Estado. (Ou será que na versão portuguesa todas as empresas deviam ser apoiadas, e o rendimento mínimo devia acabar por causa das fraudes nos subsídios?)
Ora eu pensava que para os adeptos do comunismo puro nenhuma empresa - seja ela micro ou macro - devia sequer existir, quanto mais ser apoiada. Nacionalizar tudo! (A NEP se bem me lembro, foi considerada um revisionismo pequeno-burguês inaceitável, e os pequenos empresários mais prósperos, donos de PMEs, e como Estaline explicou a Churchill, foram todos mortos pelo seu pecado.)
O tema é sobretudo ridículo, porque nenhum governo fez tanto como o do PS para apoiar a modernização das PMEs, ou procurou ajudar mais na promoção das exportações essenciais para que possam crescer e prosperar.
Deixo algumas perguntas para quem nunca soube o que é uma PME:
O PCP e o PP (ou será a CDU e o CDS?) declaram que é um vergonha o governo apoiar bancos em dificuldades como o BPN em vez de apoiar mais as PMEs.
O que teria sucedido se o BPN tivesse ido à falência? Quantas PMEs têm conta no BPN - que dava das melhores condições e dos multibancos mais baratos nas lojas? Eu conheço vários donos de MPMEs com contas lá... Pode haver PMEs sem grandes bancos a concederem-lhe crédito? O que teria acontecido às PMEs se o nosso sistema bancário tivesse entrado em colapso?
As MPMEs podem sobrevir sem Grandes Empresas? Não são estas últimas os seus grandes clientes? Ou os grandes empregadores dos seus clientes?
Quem fala muito de MPMEs geralmente fala mal e demagogicamente. O que as MPMEs precisam é de um governo com uma estratégia económica clara, que ajude a atrair investimentos e a criar emprego.
Alguém acredita que um governo do PSD faça isso? Afinal, não é MFL que defende que o melhor é não abrir o guarda-chuva do investimento público como todos os outros países porque se pode estragar, e que devemos ficar à espera que a chuva da crise mundial passe fazendo umas obritas no beiral? ("É a vida!")
Por isso realmente as PMEs devem ter medo, muito medo, sobretudo daqueles que mais falam delas.
Os partidários de Manuela Ferreira Leite mostraram-se muito preocupados, a respeito de um texto que escrevi para o DE, com o facto de Sócrates fazer muitos amigos para Portugal pelo Mundo, nomeadamente o Presidente da Venezuela, país onde vivem centenas de milhares de descendentes de Portugueses e para onde aumentaram as nossas exportações.
Afirmava no texto que a diplomacia económica de Sócrates e dos seus ministros ajudou a criar empregos em Portugal. E mantenho.
Eu não morro de amores por Chávez, mas a diplomacia é isto mesmo – colocar o interesse nacional em primeiro lugar. (Aliás, para quem gosta tanto da democracia à madeirense, não percebo qual é problema do PSD com Chávez, afinal também ele ganha eleições repetidamente.)
PS : Imagem do Príncipe Filipe de Edimburgo (um bom par para MFL) in http://myfunnybusiness.com
Parece impossível mas não é, que Manuela Ferreira Leita, uma autora de repetidas tiradas verbais das mais destravadas da política portuguesa vença o debate de hoje à noite.
Jerónimo de Sousa disse duas coisas essenciais no seu debate com Sócrates:
1. Os sindicatos não têm sempre a razão toda.
2. O fundamental é o emprego.
O problema é: alguém acredita que o PCP fará (e tem feito) outra coisa senão apoiar totalmente tudo o que os sindicatos (aliás muitos ainda controlados por quadros do PCP) exigem, mesmo que isso leve empresas à ruína, e o Estado a um deficit descontrolado?
O problema é: alguém acredita que o PCP com o seu princípio de guerra de classes contribuirá para criar emprego em Portugal - emprego economicamente sustentável?
É fundamental o papel negocial dos sindicatos, mas sobretudo os sindicatos da CGTP frequentemente caem no tudo ou nada, particularmente quando estão lidar com o Estado e o dinheiro dos contribuintes.
É fundamental o papel do Estado numa crise como esta para fomentar emprego e pagar aos desempregados, mas alguém acredita que com greves a toda a hora e exigências de aumentos insustentáveis se convencerá investidores a arriscarem o seu capital e criar emprego em Portugal?
Se o PCP é sincero nestas suas preocupações então deve mudar - pelo menos em parte - de política prática, mesmo que não de crenças ideológicas e slogans.
O facto do PSD basear a sua campanha na ideia de que é o detentor da Verdade diz tudo sobre a sua cultura democrática. (Aliás, um partido que tem como um dos seus principais dirigentes, ainda recentemente elogiado pela líder, Alberto João Jardim, tem credenciais claras neste campo.)
Mas há um ponto (já aqui referido) mas que nunca é demais enfatizar e que o PSD em nome dessa tão apregoada Verdade devia verdadeiramente esclarecer:
O Orçamento de Estado afinal é elástico para o PSD e para o PS não? Há rigor nas contas públicas com Manuel Ferreira Leite ou não? O dinheiro público dá para tudo ou não? Não percebo como é que não se pode fazer um TGV porque custa muito - apesar de até ser em parte pago, mas só se for feito agora, por fundos europeus. No entanto, o PSD pode perfeitamente transferir parte dos fundos do Estado para a saúde privada, para a educação privada ou para fundos de pensões privados sem que isso signifique uma subtração no dinheiro gasto nos Hospitais Públicos e nas Escolas Públicas e nas reformas de todos. Que matemática milagrosa é essa!?! Será que MFL tem poderes secretos? Como é que o PSD vai descer impostos (ou de certeza não os vai aumentar), garante manter os gastos nas reformas, na saúde e na educação públicas e ainda vai pagar a privados na saúde, na educação sem que o deficit vá aumentar? Repito que matemática milagrosa é essa? Em verdade me digam...
Convém que os professores (como eu) e aos médicos e os reformados que acham que ficarão melhor com o PSD meditem nesta matemática milagrosa. É que a mim ensinaram-me que em matemática, particularmente em matemática que envolva dinheiro, milagres é coisa que não existe (nem sequer almoços de graça). Mas talvez no PSD afinal ainda haja Pai Natal. Será que o sempre tão activo Rodrigo Adão da Fonseca nestas lides estará disposto a esclarecer a minha dúvida? Ou talvez a vestir-se de Pai Natal :)
Alguém se lembra de como a direita ficou doida com a possibilidade de descriminalizar o consumo de droga? Numa corajosa decisão tomada no tão difamado governo Guterres foi-se no sentido de tratar o problema como uma doença. Alguém se lembra das previsões apocalíticas de que seriamos certamente transformados num paraíso de drogados vindos de todo o mundo?
Ou seja, alguém se lembra de mais este exemplo do conservadorismo atávico com que tantos na nossa direita tendem a acolher qualquer reforma que não seja no sentido de reduzir o Estado e aumentar o privado? De um típico cepticismo radical em relação a qualquer medida original portuguesa?
Felizmente o Economist pelos visto lembra-se e apresenta a experiência portuguesa como um exemplo a seguir. Talvez graças a tal elogio estrangeiro os muitos provincianos que há na nossa direita lá acabem por aceitar que esta foi (mais) uma boa reforma do PS. Ou talvez com tal publicidade se concretize a profecia apocalíptica da direita de uma expansão do turismo drogado no nosso país. Acreditem no que quiserem.
Se houve pressão política sobre a TVI para afastar Manuela Moura Guedes ela é intolerável. Mas não menos intolerável é fazer acusações desse tipo sem provas.
Mas talvez o João Caetano Dias que tem tão boa memória me possa fazer o favor de recordar do seguinte: quando Marcelo Rebeldo de Sousa foi afastado da TVI alegando pressões nunca cabalmente desmentidas qual foi a reacção da Direcção de Informação da TVI? Demitiu-se alegando pressão política intolerável? Ou permaneceu em funções? Será que a pressão do PSD é tolerável, quiçá até agradável?
Sócrates pode ser muitas coisas, mas burro não me parece que seja algo de que mesmo os seus piores inimigos o acusam (pelo contrário aparece como um maquiavélico príncepe). Se quisesse afastar MMG a última coisa que devia ter feito era aparecer publicamente a denunciar o seu programa. Já MMG se queria garantir que nunca seria afastada do ar teria apenas de assumir uma agenda anti-PS que tornaria o fim do seu programa uma bomba política.
MMG não pode ser alvo de censura, mas pode ser censurada (no sentido de criticada). O seu Jornal da Noite era segundo as palavras da próprio um programa que assumiu como missão criticar sistematicamente o governo PS (e não acrescentou todos os partidos e todas as instituições de Portugal). Em qualquer país democrático normal, com uma saudável tradição de rigor jornalístico, isso seria suficiente para acabar com um programa que disfarçado de informação fazia opinião política completamente parcial. O jornalismo não deve ser nem a favor, nem contra ninguém. Deve informar criticamente sobre tudo e sobre todos. Este oposicionismo pueril de quem nunca se levantou contra a Censura no tempo do Estado Novo (onde estava então Manuela Ferreira Leite?) é um das heranças do tempo da ditadura que mais tempo demorou a passar.
Solução? Que a TVI passe a dar a MMG espaço para um programa de comentário político assumido. Ou seja, chame os bois ou as vacas (em sentido figurado) pelos nomes.
Uma das imagens de marca do governo Sócrates é o computador Magalhães. Isso fica claro no mostruário do Jamais.
Ele é revelador do fomento duma mudança tecnológica da nossa economia; da aposta na modernização da educação pública; e da prioridade dada à diplomacia económica.
A reacção ao computador Magalhães também foi típica. Como é feito em Portugal, muita gente achou que ficava bem dizer mal. (Como o Jamais e alguns dos comentários de que o artigo foi alvo ilustram bem.)
Aparentemente, diziam os críticos, o Magalhães era "só" montado em Portugal. O Magalhães tinha bugs e tal...Ou seja, era como todos os outros computadores. Alguém teve algum computador das melhores marcas que nunca tenha dado problemas? Alguém ainda acredita que um computador é todo feito no mesmo sítio em vez de ter peças de todo o lado do mundo? Parece que há quem na oposição de direita ainda não tenha ouvido falar de globalização.
Alguém afirma que o Magalhães não funciona, e que os programas com problemas não foram corrigidos a custo das empresas respectivas? (Melhor do que com os meus programas de computador que não funcionam). Este computador pelo menos é montado cá em vez de ser apenas vendido por cá. Sobretudo, está acessível às crianças do ensino público a um preço que só as economias de escala de uma grande encomenda do Estado poderia permitir. Seria acaso melhor fazê-lo a uma empresa estrangeira?
Era preciso um "projecto educativo" para enquadra o Magalhães e são as escolas e não as famílias que precisavam de computadores? Mas o que é isso tem a ver com os alunos terem computadores portáteis (ou seja, que podem ir da escola para casa e vice-versa)? E neste caso as famílias- sempre tão centrais na educação para a direita - já não servem para nada? É preciso todo um projecto do Estado para as enquadrar? Claro que informatizar as escolas é importante, mas há algum governo que tenha feito mais para informatizar as escolas e o sector público em geral? (Simplex, Empresa na Hora, Casa na Hora?)
Mas sobretudo o que incomodou muita gente - e voltou a incomodar o Miguel Noronha do Jamais - foi ver Sócrates a promover o Magalhães na Cimeira Ibero-Americana, e o Presidente Chávez pegar no Magalhães. Ficava mal. Exportar para um candidato a ditador? Ora o Rei de Espanha não promove as empresas espanholas? Não o faz a Rainha de Inglaterra - com o seu selo em tudo desde compotas a cerveja escocesa [ver imagem] - ou o Presidente dos EUA? Isso é parolo? Ou será antes parolo, provinciano e prejudicial para a economia portuguesa ter este tipo de complexo de inferioridade? Será que esses países não exportam para a Líbia ou a Arábia Saudita, essas grandes democracias? A promoção e diversificação das nossas exportaçõs têm de ser uma prioridade estratégica do próximo governo. Foi uma prioridade de Sócrates. Ficámos esclarecidos pelo Jamais que um governo da Direita será demasiado fino para esse tipo de serviço à economia nacional. Promover as exportações não faz milagres? Pois não. Mas não acredito em milagres em política ou economia. Acredito, no entanto, que tentar promover produtos nacionais não é vergonha, é verdadeiro sentido de Estado, daquele que ajuda a criar empregos.
Mas o Jamais não disse jamais
A cara Ana Margarida Craveiro (não lhe vou chamar nem doutora nem engenheira, é um hábito meu) voltou à carga com o Engenheirogate, provavelmente por influência dos maus ares da política de verdadeiro ataque pessoal em que tem assente a campanha do PSD.
Aparentemente para o Jamais e o PSD quem não é Engenheiro ou, suponho, Doutor (cabendo aqui explicar se se tolera o abuso de tal título por meros Licenciados) não pode falar de educação.
O que parece abundamente claro é que silêncio é realmente de ouro para o PSD e aos seus apoiantes. Geralmente o aluno cábula que não tem grande coisa para dizer prefere que os outros se calem para disfarçar.
A política também é feita de aparências. Negá-lo, seria negar o evidente. Sempre assim foi. Quem não gosta de propaganda política não deve ir a museus - cheios dela (todos aqueles retratos e bustos de reis não eram só para contemplação estética); não deve visitar Versailles (ou mais modestamente Mafra); deve recusar-se a assistir ao Casablanca.
É evidente que o PS teria a ganhar politicamente com o recrutamento de uma ex-dirigente do BE, Joana Amaral Dias, afastada (segundo a própria de forma surpreendente) de cargos directivos no BE na sequência do seu apoio ao candidato presidencial do PS, Mário Soares.
Seria JAD pura política de aparências? Se JAD possui ou não currículo para cargos políticos é coisa que confesso, desconheço. Francisco Louçã deve conhecer melhor, e pelos vistos (supreendentemente) acha que não tem. Só um flagrante "tráfico de influência" poderia explicar segundo Louçã Indignado (claro) a sua sondagem/convite pelo PS. Aparentemente é nessa conta que JAD é tida pelo BE, de uma mera aparência política. O que já não percebo é o que é levou o BE a convidar (formalmente) JAD para deputada pelo BE (que creio que foi - ver foto). E que lugar terá JAD no futuro do BE? Será interessante saber.
Que o PS devia ter sido mais claro sobre este assunto (menor) quando ele surgiu - desavergonhadamente ou não - em público, também me parece evidente.
O que (me) importa no meio de tudo isto, no entanto, é que quando o PS lança o seu Programa de Governo este ter sido acolhido com "desprezo" ( Público de ontem dixit). Ora desprezar um programa política em vez de o discutir é desprezar a democracia.
O desprezo pelo programa do PS de par com a atenção dada ao JADGate mostram que, se a política também é aparência, em Portugal parece que já chegámos ao estado preocupante em que parece que só as aparências são política.

O Rodrigo Adão da Fonseca em dose dupla e ainda dizendo mais o Paulo Marcelo resolveram responder ao que apelidam de deslumbramento tecnológico do PS.
Vale a pena responder a estes postes pelo que têm de revelador relativamente às alternativas de governo com que nos deparamos.
Paulo Marcelo oferece-nos esta pérola de política verdadeira: Como explicou o Rodrigo Adão da Fonseca, os erros socialistas neste campo são os habituais. Por um lado, pensar que deve ser o Estado, e não as empresas em livre concorrência, a comandar todo o investimento em novas tecnologias. Ou a literacia anda fraca por esses lados, ou isto é uma mentira das grossas. Alguém no SIMplex ou no programa do PS defendeu que o Estado deve “comandar todo o investimento em novas tecnologias”? Quanto a política de verdade e propaganda estamos conversados.