Por Ana Paula Fitas | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 07:27

Queremos um País Melhor!... Apostado nos grandes desafios do século XXI e capaz de: promover o uso das energias alternativas, limpas e amigas do ambiente;  valorizar um Ensino Público de qualidade, igual para todos; consolidar o Serviço Nacional de Saúde e a Segurança Social; combater o desemprego reforçando a auto-estima dos cidadãos e reforçando as suas competências de inserção e integração social; garantir formas de formação e reconversão profissional; oferecer condições para o aparecimento de novas entidades empregadoras através do estímulo ao investimento público, ao investimento externo e à dinamização do mercado interno de forma a que possamos revitalizar o ritmo de aparecimento das PME's; desenvolver uma política de segurança assente na resposta multifacetada dos meios de combate ao crime organizado e da prevenção da exclusão social e da opção por modos de sobrevivência que não revejam na economia paralela as formas mais fáceis de subsistência ou afirmação social; colaborar activamente numa política externa multilateral defensora da coexistência pacífica e da regulação negociada dos conflitos internacionais; facilitar a ascensão social em função do mérito e das competências individuais; defender as liberdades fundamentais dos cidadãos e os Direitos Humanos... Queremos um País Melhor!... um país que não perca mais tempo, retrocedendo socialmente para pontos de partida constantemente repetidos que não alcançam nunca o seu ponto de chegada, isto é, os seus objectivos. Queremos um País Melhor!... um país que prossiga no caminho da paz e da conciliação, que construa as condições indispensáveis para o desenvolvimento sustentado de que pessoas e regiões precisam para poder vencer desvantagens e assimetrias estruturais... Queremos um País com Futuro que se não disperse em reacções estéreis de ressentimento ou vingança que conduzirão à continuidade dos impasses de que tanta dificuldade temos tido em sair... Queremos Viver Melhor!... num país mais justo e fraterno que, em paz, possa vencer a crise e avançar no caminho do progresso consolidado e inequívoco da Democracia!... por isso, sem desvalorizar outras formas de ser e pensar, votamos, convictamente, com a seriedade consciente da partilha de uma responsabilidade social comum, no Partido Socialista, cuja visão do mundo e programa de acção política para gerir o Estado e o País, nos permite sonhar e esboçar um futuro viável... sem demagogias fantasiosas ou omissões equívocas, com transparência e determinação! Por todos nós!

(Este post tem publicação simultânea no A Nossa Candeia e no Público-Eleições 2009)


Por Ana Paula Fitas | Sábado, 12 Setembro , 2009, 21:22

Em 2005, as eleições caracterizaram-se pelo debate sobre o défice da economia portuguesa. Equacionados os programas e os candidatos, os portugueses deram a vitória ao Partido Socialista e José Sócrates assumiu a governação. Nessa altura, exigia-se ao Primeiro-Ministro de Portugal que equilibrasse as contas públicas, a título de condição para o desenvolvimento do país. Apesar de difícil, o desafio cuja vitória nunca foi perspectivada pelos próprios eleitores como garantida, foi vencido a meio da legislatura e os cidadãos quase nem acreditavam que, finalmente, uma tão continuada e ingrata luta, fora vencida. O país respirou de alívio e sorriu, numa auto-representação valorizadora da democracia e da esquerda democrática. É bom não o esquecer! Porque a crise económica internacional que sobreveio depois, faz agora praticamente um ano, não é da responsabilidade do Governo português… e a forma, bem sucedida no contexto internacional, com que o Governo de Sócrates a enfrentou, conseguiu que os dois últimos trimestres do ano fossem positivos e que o país saísse da recessão técnica. Nesta vitória, apenas a França e a Alemanha conseguiram o mesmo resultado que Portugal. E se, apesar do efeito dramático da subida do desemprego e das crises de sustentabilidade das empresas, Portugal escapou ao descalabro espanhol que viu o número de desempregados chegar aos 18%, mantendo no limiar dos 10% (que não chegámos a atingir) e se, apesar de tudo o que no actual Código do Trabalho pode ser criticado, o país conseguiu que o regime de contratação precária fosse reduzido e que o lay-off funcionasse devolvendo a potenciais desempregados o seu local de trabalho, ninguém pode dizer que o Governo se não empenhou até ao limite para re-negociar com os patrões das multinacionais, condições de continuidade no país. Nesta breve caracterização do panorama económico nacional há uma garantia de seriedade e transparência de actuação política que não temos o direito de ignorar!... principalmente quando quem elegeu como seu inimigo o Partido Socialista se caracteriza pelo exercício de uma demagogia, no caso do PSD, marcada pela ambiguidade e a omissão que tudo permitirá ou, no caso do BE, pela discursividade radical e sem qualquer utilidade ou sustentação para um país cuja classe média fica muitíssimo mais perto do empobrecimento, da estagnação e do retrocesso social.

(Este texto teve publicação simultânea no A Nossa Candeia e no Público-Eleições 2009)


Por Ana Paula Fitas | Quarta-feira, 09 Setembro , 2009, 23:34

O debate entre José Sócrates e Francisco Louçã tornou evidente a demagogia gratuita e confrangedora do programa eleitoral do Bloco de Esquerda que, para além de um diagnóstico conhecido de toda a gente e que tem, aliás, servido de base a todas as intervenções políticas e partidárias (do Governo ao PSD, do CDS ao BE, da CDU ao MEP e por aí adiante) e de uma enumeração de medidas também conhecidas dos portugueses desde o PREC, se caracteriza pela incapacidade de explicar os eixos sobre os quais assenta. Vejamos o que propõe, grosso modo, o programa eleitoral do BE através da sua problematização: a) onde vai o Estado encontrar fontes de financiamento para arrecadar receitas que lhe garantam sucesso na gestão das nacionalizações da banca, dos seguros e das empresas energéticas?; b) onde vai o Estado encontrar dinheiro para, além do referido na alínea anterior, suportar a Segurança Social, o Sistema Nacional de Saúde e o Ensino Público?; c) com que receitas pode o Estado, através da Caixa Geral de Depósitos, suportar a importação de créditos mal-parados de, por exemplo, um BPN?... De facto, o Bloco e o seu líder entusiasmaram-se na redacção de um documento sem viabilidade económica ou financeira que não é, de modo algum, uma alternativa política para o país. Por mérito próprio e pela sustentabilidade do programa eleitoral do Partido Socialista, ficou ontem claro, para os eleitores, que José Sócrates representa, de facto, sem aspirações a perfeições que só existem no imaginário e que apenas devem ter como função ser referenciais de acção, um projecto adequado ao estado da economia e da sociedade portuguesa no actual contexto de crise... o projecto da Esquerda possível no Portugal da 1ª década do século XXI.

 

(Este post tem publicação simultânea no A Nossa Candeia e no Público-Eleições 2009)


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