Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 22:50

Segundo Manuela Ferreira Leite e PSD há um problema que condiciona todos os outros - a dívida pública portuguesa!!!

 

Isto é dito pelo partido que cavou mais fundo no deficit! Como argumento contra o partido que mais fez para equilibrar as contas públicas.

 

Mas mesmo assim o que diz a imprensa internacional de referência da área económica sobre esta questão tão premente da dívida portuguesa?

 

Fui ver o Financial Times que em artigo da semana passada afirma que a zona euro mostrou a sua força nesta crise, e o spread da dívida pública Portuguesa e de outros Estados periféricos tem caído a pique face à Alemanha: The so-called peripheral economies of Greece, Ireland, Portugal and Spain have seen their yield spreads drop by 50 per cent against Germany.O que mostra, segundo o Financial Times, que os mercados estão longes de - como se projectou inicialmente - pensar que este nível de dívida portuguesa é preocupante. Nisto como em tanta outra coisa o PSD está desactualizado.

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Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 19:41

É normal que haja muitos professores irritados. Reformar a educação nunca é fácil. A avaliação nunca é uma coisa objectiva. O PS e Sócrates já deixaram claro que vão ouvir mais - os sindicatos, se desta feita for possível, ou directamente os professores se os sindicatos continuarem numa posição bloqueio de qualquer negociação exigindo a suspensão da avaliação

 
Há provavelmente muitos professores que acharão que com o PSD no poder conseguirão acabar com a avaliação. Coloco duas questões aos meus colegas professores:
 
1. Querem arriscar uma nova avaliação “científica” e “estrangeira” proposta pelo PSD no seu programa? Isto é um esquema para enganar tolos. Todos – especialmente os professores – sabem que não há avaliações 100% objectivas.   
2. O que é se pensa de alguém que diz que nenhuma avaliação lhe serve, que nenhum avaliador é justo?   
O futuro da escola pública está em jogo nestas eleições, é essa a minha convicção, e espero que haja mais professores a perceberam isso.
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Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 18:31

Louçã não escondeu a sua ambição de fazer um Bloco comum da Esquerda, com ele a mandar, claro, e o PS engolido de preferência aos bocadinhos.

 

Nada conviria mais ao PSD que assim garantiria o monopólio do poder governativo para a direita durante umas décadas.

 
Além disso, o PSD e o BE convergem nas críticas a muitas das políticas do governo Sócrates. A única forma de evitar este cenário é o Partido Socialista ter o maior número possível de votos.

 

Isto não afasta que, em políticas económicas, por exemplo, o PS possa, se houver oposição responsável à direita, aprovar medidas responsáveis com ela nesse campo.

 

Isto não afasta que, em política sociais, por exemplo, o PS possa, se houver oposição responsável à esquerda, aprovar medidas progressistas neste campo com eles.

 

Não se trata de voto útil no PS. Todos os votos o são à sua maneira. Trata-se de dizer que (para mim) é evidente que quem quiser ter um país com governo a partir de dia 27 realmente terá de votar PS.

 

PS - Evidentemente que se o PSD e o BE vierem dizer que garantem que não formarão uma coligação negativa contra um governo PS, quem sou eu para duvidar até, eventualmente, actos desmentirem tais palavras. Mas ainda assim faltará quer a uns quer a outros uma ideia de governo de progressismo realista que é o me interessa.

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Por João Galamba | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 18:21

 

O PSD e o Jamais andam sempre a culpar o Governo pelo desemprego. Para além de (fingirem) ignorar o facto de estarmos a passar pela maior crise desde 1929, para além de (fingirem) ignorar que o desemprego disparou em flecha em todo o mundo, io PSD e o Jamais também se esquecem de comparar a performance do PS e do PSD nesta área. Como mostra o gráfico acima, as políticas do PS foram muito mais eficazes a travar o aumento do desemprego do que as do PSD. A superioridade do PS é ainda mais impressionante se atendermos ao facto que a recessão enfrentada pelo PSD não tem comparação possível com a crise actual. Nestes temas não é honesto atirar com valores à cara. Importa perceber de onde se partiu (a taxa de desemprego no início de 2005 andava próxima dos 8%), qual a evolução e sua relação com a crise actual (o desemprego cresceu muito menos com o PS do que com o PSD e, durante a crise, o desemprego em Portugal cresceu muito menos do que noutros países com quedas de produto semelhantes), etc. Isto é, é preciso interpretar os dados.

 

Apesar do desemprego elevado, foi durante o último governo PSD que se deram os maiores aumentos: passamos de cerca de 250 desempregados para aproximadamente 450 mil. Quanto ao governo PS é preciso não esquecer que até ao início da crise tinham sido criados 133 mil empregos. Só a crise impediu o PS de cumprir a sua promessa eleitoral.

 

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Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 16:25

Vasco Graça Moura, esse bardo ilustre, vem falar do homem da gabardina, ou seja de José Manuel Fernandes... ou.... espera.... não... é do outro homem da gabardine (o da PIDE! Sendo que o PSD pode falar do Estado Novo na campanha, só o PS é que não).

 

Eu de facto não vejo nada de anormal em que o Director do Público nos tempos que correm tenha ido a um comício do PSD e outro do CDS. Acho até perfeitamente normal.

 

Convinha, no entanto, que VGM se recordasse que quem veio falar de falhas graves no jornalismo político do Público, e de uma agenda política oculta, foi o próprio Provedor do Público, Joaquim Vieira.

 

Fora de brincadeira, o Público é um jornal fundado por grandes jornalistas e continua a ter grandes professionais. Esperemos que os deixem trabalhar como deve ser no futuro.

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Por Hugo Costa | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 08:11

Portugal a Preto e Branco - Continuação.

 

Vejam os últimos 10 segundos.

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Por Bruno Reis | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 14:34

IMAGEM: www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com

 

Os nossos amigos do PSD resolveram colocar dois textos demoradamente dizendo que falar hoje de Salazarismo e Salazarentos em relação a um(a) adversári@ polític@ é uma prova de grave falta de cultura democrática,  uma tentativa de conquistar o voto dos cidadãos assustando-os como se fossem criancinhas.

 

Só é pena que estes textos publicadas por duas pessoas que aprecio – o Nuno Gouveia e o Miguel Morgadonão tenham sortido efeito no Carlos Botelho que publicou (até ver) nada mais, nada menos do que 17 postes (!!!!!!) no blogue de apoio ao PSD (que partilha com os ilustres citados) a acusar Sócrates de salazarismo. Não notaram? Não tem o dito Carlos Botelho nada a dizer a respeito deste crítica violenta de que foi alvo? Não têm NG e MM nada a acrescentar em vista deste facto algo paradoxal? 

 


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 00:55

Com o PSD a afundar-se nas sondagens dia após dia, comprometendo, irremediavelmente, as suas possibilidades de vitória, resta-nos agora a atitude política que evite a ingovernabilidade do país, reforçando a votação no PS.

Apelo, por isso, aos nossos vizinhos um gesto patriótico, pois todos sabemos que a vossa intervenção pública é (quase exclusivamente) ditada por razões de carácter patriótico. Aliás, como nunca se esquecem de nos lembrar, a acção patriótica é uma das marcas distintivas entre a vossa direita e a nossa esquerda. 

Chegou a altura de o demonstrarem. 

 


Por Eduardo Pitta | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 20:57

A direita, em particular o PSD, diabolizou o computador Magalhães. Engodo, trafulhice, contrafacção, negócio escuro, propaganda, tudo serviu de pauta. As crianças assim, as crianças assado. Comentadores conspícuos escreveram artigos e deram entrevistas de que um dia vão ter vergonha. A mim, por ter escrito que a iniciativa de distribuir computadores pelas escolas teria efeitos equivalentes ao de uma campanha de alfabetização maciça que tivesse sido feita em 1900 (não foi, o que explica o nosso atraso endémico), chamaram-me os nomes do costume.

 

Eis senão... que hoje se soube que os computadores previstos para distribuir no presente ano lectivo vão chegar com algumas semanas de atraso, isto é, na vigência do próximo governo (as eleições são daqui a quatro dias). E não é que caiu o Carmo e a Trindade?

 

Pode lá ser, grita o PSD, gritam os professores da Fenprof, gritam os sindicalistas social-democratas, gritam todos à vez. A engenhoca, que ainda há 24 horas não servia para nada, mobiliza a oposição de direita: as crianças estão em transe, os pais viram as expectativas goradas, o melhor mesmo é suster o ano lectivo! Dirigentes do PSD falam de «desculpas de mau pagador» para justificar o inadmissível atraso.

 

Ainda me lembro das manchetes aleivosas, corroboradas na televisão por gente respeitável... «Magalhães à venda na Feira da Ladra» / «Os miúdos estragam aquilo e depois vão vender à Feira da Ladra». Bora portanto ao Campo de Santa Clara!

 


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 15:13

Em Espanha, por exemplo, já se fala da campanha vergonhosa contra o PS:

 

«Un escándalo debilita las opciones de la candidata conservadora portuguesa. Destituido un asesor presidencial por filtrar acusaciones falsas contra Sócrates. (...)

 

El caso compromete al propio Cavaco, deja malparada a la candidata Ferreira Leite - ambos del Partido Social Demócrata (PSD), en la oposición de centroderecha -, y abre numerosos interrogantes sobre la relación entre poder y prensa. Porque entre los ingredientes de esta historia destaca el diario Público, que sacó a la luz el supuesto caso de espionaje. (...)

 

El escándalo del supuesto espionaje entre altas instituciones del Estado, cuyas consecuencias son imprevisibles, no contribuye a la estabilidad política de Portugal».


Por João Paulo Pedrosa | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 00:02

Manuela Ferreira Leite encara já publicamente a previsível derrota e lança um debate, que se prevê quente, para dentro do seu partido ao afirmar que não se demite "estou a fazer o meu trabalho", disse.


Por Bruno Reis | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 10:47

Entre os melhores momentos desta campanha esteve o debate em que Jerónimo de Sousa pôs Paulo Portas a concordar com ele na necessidade de apoiar não apenas as PMEs mas também as MICRO empresas!

 

Ora eu pensava que para os adeptos do capitalismo puro nenhuma empresa - seja ela micro ou macro - devia ser sujeita ao arbítrio do apoio do Estado. (Ou será que na versão portuguesa todas as empresas deviam ser apoiadas, e o rendimento mínimo devia acabar por causa das fraudes nos subsídios?)

 

Ora eu pensava que para os adeptos do comunismo puro nenhuma empresa - seja ela micro ou macro - devia sequer existir, quanto mais ser apoiada. Nacionalizar tudo! (A NEP se bem me lembro, foi considerada um revisionismo pequeno-burguês inaceitável, e os pequenos empresários mais prósperos, donos de PMEs, e como Estaline explicou a Churchill, foram todos mortos pelo seu pecado.)

 

O tema é sobretudo ridículo, porque nenhum governo fez tanto como o do PS para apoiar a modernização das PMEs, ou procurou ajudar mais na promoção das exportações essenciais para que possam crescer e prosperar.

 

Deixo algumas perguntas para quem nunca soube o que é uma PME:

O PCP e o PP (ou será a CDU e o CDS?) declaram que é um vergonha o governo apoiar bancos em dificuldades como o BPN em vez de apoiar mais as PMEs.

 

O que teria sucedido se o BPN tivesse ido à falência? Quantas PMEs têm conta no BPN - que dava das melhores condições e dos multibancos mais baratos nas lojas? Eu conheço vários donos de MPMEs com contas lá... Pode haver PMEs sem grandes bancos a concederem-lhe crédito? O que teria acontecido às PMEs se o nosso sistema bancário tivesse entrado em colapso?

 

As MPMEs podem sobrevir sem Grandes Empresas? Não são estas últimas os seus grandes clientes? Ou os grandes empregadores dos seus clientes?

 

Quem fala muito de MPMEs geralmente fala mal e demagogicamente. O que as MPMEs precisam é de um governo com uma estratégia económica clara, que ajude a atrair investimentos e a criar emprego.

 

Alguém acredita que um governo do PSD faça isso? Afinal, não é MFL que defende que o melhor é não abrir o guarda-chuva do investimento público como todos os outros países porque se pode estragar,  e que devemos ficar à espera que a chuva da crise mundial passe fazendo umas obritas no beiral? ("É a vida!")

 

Por isso realmente as PMEs devem ter medo, muito medo, sobretudo daqueles que mais falam delas.

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Por Eduardo Pitta | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 00:40

No Jornal da Meia Noite da SIC-Notícias, o único que vi, passam imagens de uma conversa de Maria João Avillez com Mário Crespo, repescada do Jornal das Nove. Maria João Avillez é peremptória: no alegado caso das escutas, Fernando Lima não foi a única fonte do Público. Outro membro da Casa Civil do Presidente da República teria feito a sua parte. Crespo pergunta: «Tem a certeza?» A biógrafa de Cavaco Silva faz voto de confiança nas suas próprias fontes.

 

Isto serviu para quê? Para tentar ilibar Cavaco? Ou para dar da Casa Civil do PR a imagem de uma caterva de alcoviteiros?

 

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Por Eduardo Graça | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 23:52

 

"Eu acredito no esforço colectivo. Faz-me confusão estes políticos - tipo Reis Sol - messiânicos, em que só um homem vale tudo"
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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 18:55

A demissão de Fernando Lima confirma a falsidade das suspeições alimentadas contra o PS, num espantoso conluio entre altas figuras do Estado e um jornal diário. As demissões, obviamente, não se vão ficar por aqui. Mas neste momento importa sobretudo analisar as consequências políticas destes dois meses de «escutas» ficcionadas, numa campanha criada e alimentada para atingir o PS. Uma campanha, vejam lá, absolutamente negra.

 

O PSD, que foi o partido que mais cavalgou nesta história, devia corar de vergonha sempre que ousar falar de «asfixia democrática». A principal asfixia democrática que vivemos está na forma como o principal partido da oposição é incapaz de fazer política de forma ética.

 

Simultaneamente, Cavaco Silva terá também de assumir as suas responsabilidades. Durante todo este tempo, deixou que se instalasse uma ideia pastosa que incluía escutas, serviços secretos e o partido do Governo. A forma como lidou com este caso foi absolutamente desastrosa e, claramente, atinge a credibilidade da Presidência da República.

 

A sua inacção foi um facto incontornável desta campanha eleitoral. Perante a demissão de um colaborador da sua confiança há mais de duas décadas, o silêncio de Cavaco acaba por tornar-se intolerável. Para quando uma declaração ao país ou uma acção perante o país?


Por Paulo Ferreira | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 18:12

Se um bode expiatório parece resultar no caso BPN porque é que não haveria de resultar também no caso das falsas escutas, Cavaco Gate?!Tentar não custa, não é Sr. Presidente?

Há quem se esqueça,por exemplo, da "violência" contra "o bebé na incubadora" (como dizia Pedro Santana Lopes) e do famoso artigo sobre a Lei de Gresham no Expresso com que Cavaco assinou a "certidão de óbito" de Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro.

Mas a verdade é que tantas vezes o cântaro vai à fonte.....que um dia destes se esCavaca todo!

 

sintonizado aqui também


Por Paulo Ferreira | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 16:41

O Presidente da República afastou Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação Social, que passará a ser desempenhado por José Carlos Vieira.

 

As falsas suspeitas de escutas lançadas por Fernando Lima via Público, por ordem de Cavaco Silva de acordo com o email de Luciano Alvarez e de acordo com comunicado do próprio jornal, deram um resultado: o despedimento do assessor.

 

Depois do SIS ter confirmado nada ter feito. Depois da "secreta" militar ter dito nada ter feito. Depois da PGR ter informado nada ter recebido do próprio presidente. Depois do próprio Público ter violado a correspondência electrónico dos seus jornalistas numa insana caça às bruxas. Depois de José Manuel Fernandes futuro-ex-director do Público e futuro assessor de Durão Barroso ter chamado mentiroso ao próprio Provedor dos Leitores do Público.

 

Posto isto, é pífio o resultado: Cavaco sacrifica um amigo e leal funcionário de longa data para tentar tapar aquilo que se tranformou num Cavaco Gate. Não chega.

 

É muito pequena a peneira deste bode expiatório para tapar tamanho sol desta VERDADE pestilenta...

 

 

publicado também aqui


Por Bruno Reis | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 15:57

Os partidários de Manuela Ferreira Leite mostraram-se muito preocupados, a respeito de um texto que escrevi para o DE, com o facto de Sócrates fazer muitos amigos para Portugal pelo Mundo, nomeadamente o Presidente da Venezuela, país onde vivem centenas de milhares de descendentes de Portugueses e para onde aumentaram as nossas exportações.

 

Afirmava no texto que a diplomacia económica de Sócrates e dos seus ministros ajudou a criar empregos em Portugal. E mantenho.

 

Eu não morro de amores por Chávez, mas a diplomacia é isto mesmo – colocar o interesse nacional em primeiro lugar. (Aliás, para quem gosta tanto da democracia à madeirense, não percebo qual é problema do PSD com Chávez, afinal também ele ganha eleições repetidamente.)

 
Mas, podemos estar certos que se MFL chegar ao poder não haverá o problema de arranjar muitos amigos pelo Mundo. O problema será mesmo o inverso.
 
Já imaginaram o impacto da Manuela das gafes no Mundo? Já imaginaram o que isso fará à imagem internacional de Portugal? É que no Mundo, na imprensa estrangeira e nas cimeiras internacionais, a Manuela das gafes não terá Pacheco Pereira para traduzir o que ela diz e procurar acobardar a imprensa com supostas distorções.
 
Se MFL chegar a chefiar o governo é bem provável que surjam logo notícias na imprensa internacional a sublinhar no perfil da nova líder portuguesa que ela acha que o casamento é para procriar, que não gosta de dar trabalho a imigrantes de Cabo Verde e da Ucrânia. Portanto muitos amigos não ganhará em África, nos PALOP, e no Leste Europeu. Como é bem possível que lembrem as suas afirmações sobre suspender a democracia por uns tempos para resolver uns problemas. Já imaginaram o impacto da “diplomacia” de Manuela Ferreira Leite nas nossas relações com Espanha?
 
MFL tem tudo para ser, se a deixarem, um George Bush ou um Berlusconi à portuguesa. Ou seja um líder atreito a gafes, que não hesita em fazer declarações insultuosas em relação a outros países - com ou sem intenção - e insistir teimosamente nelas. São sempre os outros que não a percebem. Espero bem que dia 27 de Setembro percebam o que está em jogo, e se consiga evita que seja Portugal a pagar o preço dos desvarios verbais de MFL. É que Portugal não é os EUA, ou mesmo a Itália, precisa de ter uma diplomacia exemplar. Uma coisa que Manuela Ferreira Leite não é de certeza é diplomática.

Por Eduardo Pitta | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 15:20

Não conseguindo passar uma ideia do que pretende para o futuro do país, o PSD agita o fantasma de uma hipotética coligação do Partido Socialista com o BE. O próprio Louçã dá uma mãozinha ao PSD quando fala de Alegre como de coutada sua. Afinal de contas, por alturas da Primavera, o BE convenceu-se, e quis convencer a opinião pública, de que tinha Alegre do seu lado. A ideia saiu reforçada com o jejum de Alegre nas Europeias. E mais ainda quando Alegre, por opção sua, ficou fora das listas de deputados. Agora, Alegre trocou-lhes as voltas. Estando em jogo a escolha entre direita e esquerda, Alegre apela ao voto no partido que ajudou a fundar. Não tem ilusões: votos de protesto como os do BE apenas contribuem para dar de bandeja o poder à direita. Alegre não brinca em serviço. Nem confunde eleições com saraus de Aula Magna. Portanto, não tergiversou.

 

Mário Soares e Ana Gomes vêem com bons olhos eventuais acordos parlamentares entre o PS e o BE? E daí? Quantos barões do PSD não advogaram já, sem meias palavras, o regresso ao Bloco Central? Significa isso que Manuela Ferreira Leite quer o Bloco Central? Não. Do mesmo modo que uma coisa são as opiniões de Soares e Ana Gomes, naturais em quem se habituou a pensar pela sua cabeça, outra bem diferente os desígnios de Sócrates.

 

O propósito é claro. Assustar os indecisos com a possibilidade de um PREC pós-moderno. Bem pode Paulo Rangel fazer hula hoop, que os portugueses não são parvos.

 

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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 11:39

Li hoje que Augusto Santos Silva foi «o pior ministro da comunicação social desde o 25 de Abril». Fiquei a saber isso pelo Público, aquele jornal onde o Provedor do Leitor indaga sobre agendas políticas ocultas, citando um dos militantes mais conhecidos do PSD. Está certo.


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