Por Palmira F. Silva | Quinta-feira, 27 Agosto , 2009, 02:43

Apenas hoje tive oportunidade de ver na íntegra a entrevista de Manuela Ferreira Leite a Judite de Sousa, no site da sua campanha. Vários pontos da entrevista pareceram-me contraditórios, nomeadamente a justificação da inclusão de arguidos nas listas de candidatos.

 

Não percebo como é possível que uma líder que não se pronuncia sobre "casos de justiça" e não faz "cálculos políticos" por questões de princípios, abdique, aparentemente, desses princípios  em relação à notícia mor da silly season, as hipotéticas escutas presidenciais. Ou quiçá boatos sejam mais relevantes que "casos de justiça" e por isso em relação a boatos o  que é realmente importante são questões «sensoriais» e não de princípios. 

 

 


Por Mariana Vieira da Silva | Quarta-feira, 05 Agosto , 2009, 01:56

O PSD terá aprovado esta noite as Linhas Gerais do Programa Eleitoral para as Eleições Legislativas: Numa página o PSD apresenta-se ao país con um programa que é, segundo dizem, ambicioso.

 

Ainda estou para decidir o que é mais elucidativo; se esta frase sobre Economia: "Recuperar a competitividade, retomar o crescimento e a convergência com o pelotão da frente da União Europeia são premissas não só para atingir aqueles objectivos, como para pôr em prática estas nossas políticas", se esta, sobre Educação:" A educação é a base do livre desenvolvimento da pessoa, o alicerce de todo o nosso desenvolvimento económico, social e cultural. O combate ao facilitismo e a recuperação do prestígio dos professores serão linhas mestras do nosso programa de acção".

 

São 30 linhas de frases claras, como estas. Deve ser esta a política de verdade: assumir que não têm programa.

 


Por Mariana Vieira da Silva | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 17:46

 

Nos últimos dias várias vozes do PSD têm vindo a público justificar o adiamento da apresentação de um programa para as próximas eleições.

Que ninguém lê os programas, que são inúteis, que são grandes e cheios de propostas, que prometem o que não podem cumprir, que maçam os portugueses.

Trata-se de um discurso perigoso. A apresentação de um programa claro que responda aos desafios com que Portugal se depara é uma obrigação de todos os partidos. Um programa que possa ser escrutinado, questionado, confrontado é uma condição essencial para que o resultado das próximas eleições corresponda a uma escolha efectiva dos portugueses.

Quando um partido que está há quatro anos e meio na oposição adia sistematicamente a apresentação do seu projecto para o país não só prejudica a qualidade da democracia, como se sujeita a que interpretemos as declarações dos seus protagonistas e que, à sua luz, retiremos as conclusões. É, pois, legítimo que concluamos que a estratégia do PSD para os próximos anos assente no enfraquecimento do papel do Estado na saúde, na educação, na protecção social. Podemos fazê-lo, não só porque abundam as declarações neste sentido, mas porque essa foi a prática do PSD nas recentes passagens pelo governo.

O mais próximo de um programa do lado do PSD que se conhece é o que consta dos documentos produzidos pelo Instituto Sá Carneiro. Lá podemos encontrar o reforço da "liberdade de escolha" na saúde e na educação, a comparticipação dos cuidados de saúde dos utentes em função do seu rendimento, o direccionar do papel do Estado eminentemente para as funções de regulação e fiscalização, a visão redutora do papel do sistema fiscal na redução das desigualdades.

Em 1997, o Partido Trabalhista espalhou por todo o país, na véspera das eleições no Reino Unido, um ‘outdoor' que interpelava os eleitores: "24 horas para salvar o SNS".

Enquanto o PSD não apresentar o seu programa eleitoral, ou se, como é provável, não vier a contrariar aquelas que são as ideias apresentadas pelo Instituto Sá Carneiro e pelo seu gabinete de estudos, é também isto que está em jogo nas próximas eleições: escolher entre a estratégia do PS, explícita no seu programa eleitoral, de continuar a melhorar e qualificar a escola pública e o serviço nacional de saúde e de aprofundar o combate às desigualdades ou a agenda do PSD de redução do papel do Estado e de ruptura nas políticas sociais que vimos ouvindo no discurso dos seus dirigentes.

Para que o debate entre estes dois caminhos seja efectivo e esclarecedor é urgente que o PSD apresente, com transparência, a sua política. Nada é tão claustrofóbico como este silêncio.


(artigo publicado no Diário Económico)


Por Rui Pedro Nascimento | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 20:24

Segundo o líder do Bloco de Esquerda "há um programa que não está escrito, um programa secreto" do PS para a próxima legislatura.

 

O que dizer de alguém que tem uma afirmação destas? A única razão que consigo encontrar é que o programa é 'suficientemente' de esquerda para que esta seja a primeira razão que Francisco Louçã encontra para atacar o PS quando lhe perguntam a opinião sobre o programa apresentado pelo PS. Depois lá se recompõe e diz que "na política e na economia, não há mudança nenhuma. E se o PS levar avante este programa, isto quer dizer que o país fica na mesma".

 

Mas fica o registo de que a primeira crítica foi "um programa secreto"...


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